Diretor prevê carros menores na F1 a partir de 2026 e economia na quantidade de pneus

Ross Brawn indica que mudanças podem ser feitas no tamanho dos carros com chegada de novos motores, tornando-os mais rápidos. Diretor também espera testar redução na quantidade de pneus já em 2022

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Com o aumento recente do tamanho dos carros da Fórmula 1 – que serão ainda maiores em 2022 -, surge a discussão de que seria melhor para a categoria ter monopostos menores, como forma de ter mais espaço nas pistas e, consequentemente, aumentar as disputas. E o diretor técnico da F1, Ross Brawn, concorda com essa visão. De acordo com o dirigente, a mudança nas unidades de potência para 2026, que deve trazer motores menores, pode diminuir também o tamanho dos carros e deixá-los mais leves.

“Como se sabe, estamos olhando para uma nova unidade de potência em 2026, e um novo carro para usá-la também faz parte do objetivo principal”, disse o dirigente em conversa com a imprensa. “Podemos melhorar o peso? É um desafio com os carros híbridos e com as medidas de segurança que temos nos carros nos dias de hoje, mas podemos ter um carro mais leve? Um carro menor? Acreditamos que sim. Achamos que com as especificações de 2026, existe uma grande chance de termos um carro mais compacto”, explicou.

O peso dos carros de Fórmula 1 vem aumentando constantemente ao longo dos anos. Em 2004, por exemplo, o limite era de 600kg, número que aumentou para 728kg em 2017. Com a entrada do novo regulamento técnico na Fórmula 1 em 2022, os novos carros serão maiores, mais pesados e com pneus mais largos – de 18 polegadas -, o que elevou o limite de peso a 792kg.

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Design do carro da Williams de 2022, já com os novos pneus de 18 polegadas (Foto: Williams)

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Os novos motores, além de menores, buscam atingir um objetivo atual da F1: deixar os carros mais sustentáveis e diminuir o impacto no meio-ambiente. E, de acordo com o diretor Pat Symonds, a mudança tanto nas unidades de potência quanto nos carros faria uma enorme diferença. “Não apenas os motores, mas também os carros precisam ser mais sustentáveis. O único jeito de fazer isso é deixá-los menores, mais leves e mais eficientes”, afirmou.

Outra maneira encontrada pela Fórmula 1 de se tornar menos prejudicial ao meio-ambiente é reduzir a quantidade de pneus utilizados nos finais de semana de eventos. Brawn afirmou que a temporada de 2022 já será um ano de experimentos neste sentido, com alguns fins de semana tendo menos compostos disponíveis aos pilotos.

“Espero que em 2022 nós tenhamos alguns finais de semana com um número reduzido de pneus disponíveis”, afirmou. “Achamos que podemos fazer isso sem impactar o espetáculo. Mas, como se sabe, na Fórmula 1 sempre existe a chance de haver outras consequências”, considerou Brawn, antes de concluir elogiando o trabalho da FIA na questão. Para o dirigente, 2022 pode ser um ano promissor em relação a essas mudanças.

“Tim Goss, da FIA, tem trabalhado constantemente com a Pirelli e as equipes para surgir com uma proposta sobre como podemos usar os pneus de forma diferente durante o final de semana, para reduzir as quantidades. E isso parece promissor”, comemorou. “Acho que é algo que faremos algumas vezes durante a temporada para avaliar. Se funcionar, é algo que podemos adotar no futuro ou mudar um pouco e irmos em frente”, concluiu.

A F1 volta a acelerar no final de semana, especificamente entre os dias 5 e 7 de novembro, com a disputa do GP do México no Autódromo Hermanos Rodríguez. Max Verstappen lidera a tabela de classificação, 12 pontos à frente de Lewis Hamilton, enquanto a Mercedes ocupa a 1ª colocação entre os Construtores, com 23 tentos a mais do que a Red Bull.

David Vidales quase decola e acerta Dino Beganovic. Os dois pilotos, da Prema, abandonaram em Monza (Vídeo: FRECA)
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