Russell diz que “não preciso de tapinha nas costas” da Mercedes

George Russell mostrou que não precisa constantemente da validação da Mercedes. O inglês explicou que o trabalho é conseguir bons resultados e, portanto, não precisa receber constantes elogios da equipe alemã a cada bom desempenhp

George Russell mostrou que consegue se garantir sem precisar de elogios o tempo todo. O piloto explicou que não precisa da reafirmação da Mercedes a cada bom resultado ou bom desempenho que apresenta na Fórmula 1.
 
O jovem piloto está envolvido com a marca alemã desde 2017. Desde então, ganhou os títulos da GP3 e da Fórmula 2 de forma consecutiva até dar o sonhado salto e estrear na principal das categorias com a Williams.
 
Apesar de ter sido Robert Kubica quem conseguiu o único ponto do time após o caótico GP da Alemanha, o inglês mostrou domínio sobre o companheiro experiente e o bateu em todas as classificações do ano.
 
Ao explicar sua relação com a Mercedes, o #63 explicou que não ter nenhuma mensagem da escuderia é um bom sinal, e destacou que não precisa de validação constante. “Com a Mercedes sempre foi que eles não me dizem quando faço um bom trabalho, mas me falam quando não estou indo bem. Então, sem notícias são boas notícias”, pontuou.
George Russell (Foto: Mercedes)

“Quando corrida na GP3 e fui campeão, recebi uma ligação para dizer ‘muito bem’, mas logo depois começamos a conversar sobre a F2 e fazer os primeiros treinos com a Force India. Na época, fiquei pensando ‘acabei de ser campeão, com certeza deveria receber uma festa de comemoração’”, seguiu.
 

“Novamente, quando fui para a Fórmula 2 o objetivo claro era vencer, e se vence vai para a F1. Venci o campeonato, ‘muito bem’, e agora é a Fórmula 1. Eles acreditam em mim, eles acreditam que tenho potencial e acho isso. Estou sendo pago para entregar em alto nível e quando faço isso, é para isso que sou pago”, emendou.
 
“Se o carteiro entrega sua encomenda, ele não recebe tapinhas nas costas porque entregou, é parte de seu trabalho. Meu trabalho, devo receber algum tipo de mensagem se não vou bem”, destacou.
 
“Essa é a mentalidade e eles realmente apreciam quando faz algo especial, mas todos em uma equipe da F1 – o chefe de comida, que deve entregar uma boa refeição, os responsáveis pela aerodinâmica devem entregar um bom pacote, os engenheiros e estrategistas são empregados para dar boas estratégias e ajustes e tudo”, sublinhou.
 
“É apenas o mundo em que vivemos. Estou em contato com eles toda semana e sempre os vejo durante as corridas. Eles definitivamente estão satisfeitos com o que tenho feito no momento”, concluiu.
 
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