Saída de ‘dono dos segredos’ da F1 para 2018 faz equipes se mexerem para evitar possível transferência para Renault

Foi com surpresa que o paddock da F1 reagiu à saída de Marcin Budkowski da FIA. O engenheiro polonês desempenhou a função de chefe do departamento técnico e tinha conhecimento de todas as informações a respeito do desenvolvimento dos carros visando a próxima temporada. Mas seu pedido de demissão colocou as equipes da F1 em alerta, levando vários dirigentes a uma reunião de emergência em Sepang. Tudo para evitar uma possível transferência do engenheiro para uma rival. No caso, a Renault

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Ao mesmo tempo em que a F1 vive dias agitados e de definições no campeonato e no mercado de pilotos para a próxima temporada, uma notícia envolvendo importante figura do departamento técnico nesta última semana colocou as equipes em alerta. Na última terça-feira, Marcin Budkowski, engenheiro polonês de 40 anos, com passagens por Prost, Peugeot e McLaren, anunciou sua saída da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), onde ocupava o posto de chefe do departamento técnico desde março deste ano. A posição do polonês é privilegiada, já que era o homem a quem as equipes reportavam para comunicar sobre o desenvolvimento dos carros para o ano que vem. 

 
Mas sua saída da FIA veio na esteira de rumores ligando a uma possível transferência para a Renault. Tal cenário causou enorme preocupação entre chefes de Ferrari, Mercedes, Williams, McLaren, Red Bull e Force India, além da Sauber, que se reuniram na tarde desta sexta-feira (29) em Sepang.
 
A saída de Budkowski da FIA foi acertada em um regime chamado ‘gardening leave’, que é comum na F1, quando um profissional precisa ficar por um período de três meses antes de começar a trabalhar em outra equipe, por exemplo. Após seu pedido de demissão, Charlie Whiting, diretor de corridas da FIA, enviou um comunicado às equipes pedindo para não mais se reportarem a Budkowski a respeito dos projetos atuais e dos novos carros para a temporada 2018 da F1.
Dono dos segredos da F1 em 2018, Marcin Budkowski deixou a FIA. E colocou as equipes em alerta (Foto: Divulgação)
O rumor ligando Budkowski à Renault ganhou força ao longo deste fim de semana em Sepang. De acordo com a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o polonês se uniria à equipe francesa, que vem se reforçando para voltar a ter protagonismo na F1, depois que seu período de afastamento fosse cumprido. As equipes rivais se mostraram preocupadas com a possibilidade de uma rival tomar conhecimento de todos os segredos dos seus carros para o ano que vem e convocaram uma reunião de emergência, que foi feita nas instalações da Williams.
 
“Uma pessoa na sua posição não deve estar autorizada a trabalhar para uma equipe durante um ano. Do contrário, a confiança se interrompe permanentemente”, afirmou Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren.  O dirigente francês foi endossado por Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull.
 
“Vamos ter um grande problema com isso se ele acabar em outra equipe. Você deposita grande confiança nessas pessoas em um cargo como o que ocupava Budkowski. Ele esteve numa posição extremamente privilegiada, esteve nos túneis de vento com a gente, vendo detalhes íntimos dos carros do ano que vem”, declarou o taurino durante entrevista coletiva. “Acho que o fato desses três meses fora até que ele apareça em uma equipe rival é totalmente inapropriado. Espero que não seja o caso e tenho certeza de que vamos debater isso de forma séria na próxima reunião do Grupo de Estratégia”, detalhou.
 
Em alerta, Toto Wolff, chefe da Mercedes, também refletiu a respeito e pediu transparência à F1. “Pessoalmente, me dou bem com Budkowski e lhe desejo sucesso em sua carreira, mas precisamos reavaliar os tempos entre a ocupação de um cargo e outro. Precisamos ser transparentes com a FIA e lhe dar acesso, e para ter a confiança completa das equipes, é importante ter certa estabilidade e entender o quão rápido alguém pode deixar a FIA e se unir a uma equipe rival”, declarou.
 

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Chefe de operações da Force India, Otmar Szafnauer também é contrário a um tempo tão curto de ‘quarentena’ dado ao engenheiro. “Três meses não é o bastante, acho. Acho que tem de ser de um ano, tem de ser um tempo suficientemente longo para que a tecnologia que ele conhece não seja obsoleta, mas tampouco seja de vanguarda. Há algumas regras esportivas que nos proíbem vender os carros atuais justamente pelo mesmo motivo”, pontuou.

 
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