Sem F1 e Libertadores na Globo, Galvão Bueno decide se aposentar da TV após Copa

Galvão Bueno anunciou que a partida entre Brasil e Chile, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, será a última que fará da seleção no Maracanã

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O fim de uma era se aproxima. Galvão Bueno aproveitou o jogo de futebol marcado para a noite desta quinta-feira (24), entre Brasil e Chile, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, para cravar: será a última partida que vai narrar da seleção brasileira no lendário estádio do Maracanã, ao menos na televisão. O narrador tem contrato até o fim do ano e pensa em encerrar a história de narrações na TV.

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O anúncio veio por meio de uma postagem nas redes sociais. “Jogo de despedidas. Último jogo da seleção no Brasil antes da Copa, último jogo de Tite no Brasil como técnico da seleção e meu último jogo no Maracanã em televisão”, afirmou.

Aos 71 anos de idade, Galvão está na Globo desde 1981, com uma saída que durou pouco em 1992. Ao longo de todo o período que esteve na emissora carioca, foi o titular das narrações da Fórmula 1. A voz do narrador embalou os títulos de Nelson Piquet, Ayrton Senna e outras inúmeras histórias do Mundial. Associou-se, sem dúvidas, à imagem da F1 no Brasil.

Segundo apurou o GRANDE PRÊMIO, Bueno, apesar de gostar muito da Globo, não ficou muito satisfeito com algumas perdas de eventos esportivos. Nos últimos anos, a emissora perdeu os direitos da F1, da Copa Libertadores, do Mundial de Clubes de futebol e da Champions League, por exemplo.

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Garoto-propaganda da rede social TikTok, Galvão não falou em se aposentar de vez e parar de trabalhar, mas em encerrar as narrações na TV aberta. Em entrevista ao jornal O Globo, disse que “muito provavelmente [ainda fará] muita coisa nesse mundo digital e outras plataformas do Grupo Globo”.

“Eu tenho contrato com a Globo até o fim do ano. E a gente resolveu que iríamos investir muito na minha participação na Olimpíada e, esse ano, seria seleção brasileira e Copa do Mundo. E estamos conversando para ver o que será depois do dia 18 de dezembro, que é o dia da final. Espero estar com saúde para estar lá”, declarou a O Globo.

“Temos até lá para resolver o que vai acontecer. Eu diria que hoje tenho uma consciência de que seria minha última Copa do Mundo narrando em TV. Tudo tem seu tempo. Ao mesmo tempo, que termina o contrato para essa minha sequência de 41 anos na Globo, com trabalho do dia a dia, programa, narração de jogos, com essas coisas, a tendência nessa conversa é que isso pare depois da Copa do Mundo. Mas estamos negociando outras coisas. Outros caminhos”, prosseguiu.

“A nossa conversa nesse momento é: o que irá acontecer, como deixaremos as portas abertas e que porta será utilizada depois do dia 18 de dezembro [final da Copa do Mundo e última narração do contrato]. É impossível você dizer no mundo ‘não, nunca mais’. A vida me ensinou isso. Mas neste momento eu diria que narração em TV aberta não mais”, finalizou ao veículo carioca do Grupo Globo.

Menos de um ano atrás, depois das Olimpíadas de Tóquio, Galvão dissera, em entrevista ao site Notícias da TV, que tinha expectativa de fazer parte da cobertura dos Jogos de Paris, em 2024, e que tinha “adiado a aposentadoria por tempo indeterminado”.

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