Sem sucesso, Ecclestone sugere às equipes retorno dos motores V8: “Ninguém quer mudar, todos estão felizes”

Bernie Ecclestone sugeriu um retorno dos motores V8 à F1 na reunião do Grupo de Estratégia, mas a ideia foi rechaçada pelas equipes. Sobre a Marussia, que leiloou cerca de 1000 itens há alguns dias, Ecclestone fez questão de não descartar. Segundo o chefão, se conseguir provar que tem dinheiro para fazer toda a temporada, tem as portas abertas na F1

O diretor-geral da F1, Bernie Ecclestone, tentou fazer a F1 voltar aos motores V8 durante a última reunião do ano do Grupo de Estratégia da F1, na última quinta (18). Mas as equipes acharam por bem passar adiante a oportunidade e manter o projeto do V6 turbinados que apenas estrearam em 2014.
 
Ecclestone convencer as equipes de que o V8 deveria voltar à F1 em 2016, mas as escuderias não se animaram e preferiram permanecer com os V6 turbo. Em tempos de cortes de custos, mudar todo o projeto dos motores não pareceu promissor aos times participantes.
 
"Ninguém quer mudar os motores, todos estão felizes. A situação do motor mão mudou. Não é exatamente um grande progresso. O próximo passo é ter outra reunião em janeiro, e os times terão de aparecer com algo positivo. Se não for assim, teremos que dizer que vai continuar da forma como está", afirmou.
 
As regulamentações do motor V6 turbo são válidas até o final de 2020 e só podem ser modificadas caso o Grupo de Estratégia vote unanimamente em favor disso. O que, para Bernie, é impossível. Ecclestone, inclusive, pretende encontrar uma forma de mudar a necessidade da unanimidade nas reuniões futuras.
Max Chilton (Foto: Getty Images)
"Você nunca vai conseguir isso, porque a Mercedes nunca vai concordar. Para 2016, gostaríamos de conseguir mesmo sem ser unânime. Isso é para a reunião de janeiro. Essas pessoas não parecem estar fazendo qualquer questão de poupar gastos", observou.
 
Enquanto, em abril, o Grupo de Estratégia resolveu vetar o teto orçamentário de cerca de R$ 497 milhões, a crise das equipes não auxiliadas por grandes construtoras apenas se agravou. Na última semana, a Marussia vendeu quase 1000 itens de sua fábrica num leilão feito para aportar recursos e pagar parte das dívidas. 
 
Como ainda tem lugar na lista de equipes para o grid de 2015, Bernie diz que se a equipe conseguir alguém para provar que a Marussia tem o dinheiro necessário para participar da próxima temporada, irá receber os cerca de R$ 140 milhões de prêmio pelo nono lugar no Mundial de Construtores em 2014.
 
"Se a Marussia puder achar alguém que possa provar que eles têm dinheiro o bastante para todo o ano, e concordarmos que eles estão certos, deixaremos as coisas como elas estão", seguiu.
 
Sobre Paul Walsh, que havia sido apontado como favorito para se tornar o novo presidente do conselho acionário da F1 e essa semana foi anunciado como diretor, Ecclestone disse que seu nome nunca foi realmente analisado. 
 
"Nunca foi discutido pela diretoria, então nunca foi oferecido a ele", garantiu.
 
No entanto, o conselho acionário vai precisar de um novo presidente, já que o atual, Peter Brabeck passa por sérios problemas de saúde.
 
"Vamos achar alguém. Muitas pessoas estão sendo analisadas. Provavelmente vai sair no próximo encontro da diretoria, ano que vem. Não quero ser presidente do conselho acionário. É a última coisa que eu preciso", encerrou. 
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