Smedley diz que primeiro passo para Williams corrigir problemas do FW37 é “admitir que há falhas”

Rob Smedley, chefe de performance da Williams, afirmou que o primeiro passo para que a equipe inglesa resolva seus problemas é admitir que tem falhas. O engenheiro britânico falou sobre as deficiências do FW37 em curvas de baixa e média velocidade, além do pouco rendimento em circuitos mais travados como o de Mônaco e o da Hungria e em pista molhada

Chefe de performance da Williams, Rob Smedley afirmou que o primeiro passo que a equipe inglesa deve tomar para corrigir seus problemas com o FW37 é admitir que existem falhas. O britânico se mostrou bastante crítico, mas disse que o time de Grove está aprendendo com seus erros em 2015.

Em 2014, a esquadra de Felipe Massa e Valtteri Bottas terminou o campeonato como o time mais próximo da Mercedes, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho nesta temporada e ainda viu a Ferrari saltar para a segunda colocação no Mundial. Ainda, a Williams se viu com problemas em circuitos de baixa velocidade, além do pouco rendimento do carro em pista molhada.

Rob Smedley (Foto: Getty Images)

"Uma das chaves para resolver um problema é admitir que você tem um e, em seguida, trabalhar como uma equipe para entendê-lo", disse o engenheiro inglês em entrevista ao site do canal ESPN. "Nós estamos em uma busca constante para entender a razão pela qual não conseguimos manter uma boa velocidade no meio da curva em trechos de baixa e média velocidade como fazem os nossos concorrentes. E estamos trabalhando nisso não só para este ano, mas também para o projeto de 2016", contou.

"Estamos constantemente tentando desenvolver esse processo. E assim que compreendermos isso, tentaremos levar ao carro — e se não como uma melhoria definitiva, talvez como uma compreensão melhor do problema", acrescentou.

Smedley também falou sobre as dificuldades da Williams com pista molhado, como aconteceu em Silverstone. Ainda assim, o britânico espera que o time tenha aprendido a lição e que não repita o desempenho sofrível nas próximas etapas, especialmente em Spa-Francorchamps, onde o tempo é sempre instável.

"Nós reconhecemos que temos um problema real com isso. Nós deveríamos sentar e fazer as coisas cuidadosamente — quase de maneira forense — e entender o que acontece com o desempenho em pista molhada", explicou o inglês.

"Em Silverstone, apesar de ter sido difícil na chuva, aquela condição nos ensinou muito em termos de administrar o carro com asfalto úmido ou bastante molhado. Não foi como Mônaco, onde nós sabíamos de que o panorama seria sombrio. Mas o GP da Inglaterra foi bom para nós, aprendemos muito", completou Rob.

"Quando formos para Spa, a esperança é colocar em prática tudo que tiramos de Silverstone. Não estou dizendo que vamos neutralizar o déficit, mas que tudo isso deve nos ajudar", encerrou o chefe.

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