Smedley vê Williams na “metade do caminho” para readquirir status de equipe de ponta na F1
Após fechar a temporada 2014 na terceira posição, à frente das poderosas Ferrari e McLaren, a Williams está otimista para 2015. Precisa, no entanto, manter os pés no chão e terminar o processo de reconstrução que é conduzido por Claire Williams e Mike O'Driscoll
Não é preciso se aprofundar muito para perceber as diferenças entre a Williams de 2013 e a de 2014. Basta olhar para a pontuação do time nos dois campeonatos: cinco pontos somados no ano passado contra 320 na temporada que terminou no último dia 23 de novembro com Felipe Massa e Valtteri Bottas no pódio em Abu Dhabi. A conta simples e direta nos leva à conclusão de que o desempenho foi 64 vezes melhor.
Entretanto, na mesma medida em que cresceu e passou a lutar pelas primeiras posições, a Williams mostrou que precisava reaprender a se comportar como grande para poder vencer corridas e, quem sabe, campeonatos. É esse um dos principais objetivos na fábrica de Grove na preparação para 2015.

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Em 2014, a Williams pela primeira vez desde 2005 conseguiu colocar dois pilotos no pódio em uma corrida. Tamanho crescimento, de fato, dá um prognóstico animador para a próxima temporada. Mas a equipe sabe que ainda há muito trabalho a ser feito para poder voltar a ser vitoriosa como foi na década de 1990.
Fazendo um balanço da temporada e já projetando o próximo ano, Claire Williams se mostrou satisfeita com o que a sua equipe conquistou em 2014 e quer mais. "Nós realmente demoramos para começar a somar pontos e pódios na temporada. Mas essa transição, esse salto do nono posto para o terceiro lugar entre os construtores, é motivo de muito orgulho. Estamos muito orgulhosos do trabalho que fizemos nessa temporada", avalia a inglesa.

Foi no dia 29 de dezembro de 2013 que o maior vencedor da história da F1 iniciou uma batalha sem precedentes por sua vida. Heptacampeão e aposentado pela segunda vez das pistas, Michael Schumacher passava férias com a família e os amigos em uma charmosa estação de esqui nos Alpes franceses, como foi bastante comum em anos anteriores, quando sofreu um grave acidente. Embora praticante habitual do esporte, o alemão não pôde evitar a queda enquanto esquiava com o filho, Mick, e bateu a cabeça com violência em uma pedra. Começava ali um drama que dura até hoje, há exatos 365 dias.


E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.
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