Terreno de novo autódromo do RJ é campo minado ativo, revelam documentos

Documentos obtidos pela Agência Sportlight revelam que varredura do terreno no Camboatá, onde o regime Bolsonaro pretende construir autódromo para receber a Fórmula 1, não foi completa. Local serviu como paiol de armas e para treinamento militar do Exército no passado

Investigativo através da Lei de Acesso à Informação revelam que o terreno conhecido como 'Camboatá', em Deodoro, subúrbio da Central, local escolhido para construção do novo autódromo do Rio de Janeiro, ainda é um campo minado ativo.
 
Nem mesmo a “operação de descontaminação mecanizada e manual” realizada pelo “1º Batalhão de Engenharia de Combate” (RJ) em 2014 e 2015, quando se realizou a “detecção, varredura, limpeza e neutralização de artefatos” é capaz de assegurar risco zero e total ausência de tais artefatos.
 
Trechos do 'Relatório Final da Força Tarefa Camboatá', elaborado pelo '1º Batalhão de Engenharia de Combate' (RJ) e encaminhado ao 'Comando Militar do Leste', citam um impressionante número de “167.000 (cento e sessenta e sete mil) artefatos e estilhaços de granadas e explosivos” localizados e neutralizados no 'imóvel Camboatá' no período dessa varredura de 2014 e 2015.
 
Mas a grande revelação que pode colocar Lewis Hamilton e a F1 em risco vem em três linhas sem maior destaque em meio ao relatório: em decorrência de limitação do material e da técnica necessária para execução da tarefa, a varredura não foi realizada em todo o terreno.
Documento mostra que varredura no terreno não foi completa (Foto: Reprodução/Agência Sportlight)
A lacuna na varredura que impede assegurar risco zero para o pretendido futuro autódromo e a reportagem completa estão aqui na matéria assinada por Lúcio de Castro.
 

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