Último remanescente da primeira temporada da F1 em 1950, Robert Manzon morre aos 97 anos

Robert Manzon, morto aos 97 anos de idade, era o último piloto a participar e da temporada inaugural da F1, em 1950, e também a pontuar no ano. Manzon passou por Gordini, Rosier e Ferrari durante seis anos na categoria, onde chegou a fazer dois pódios

Morreu, aos 97 anos, o ex-piloto Robert Manzon. Se o nome sozinho não traz recordações instantâneas, o título que o ex-piloto carregava é impressionante: último remanescente ainda vivo a participar da primeira temporada da F1, no distante ano de 1950. Era também o piloto mais velho ainda vivo a já ter pontuado em um GP. A causa da morte do ex-piloto ainda são desconhecidas.
 
Francês, filho de imigrantes italianos, Manzon. Em 1950, já após ter tido a carreira atrapalhada pela Segunda Guerra Mundial, chegou à F1 pela Gordini. Estreou em Mônaco, batendo no futuro campeão Giuseppe Farina. Depois, em seu GP caseiro, na França, chegou no quarto lugar, marcando três pontos. Ainda participou de mais uma prova naquele ano, na Itália. 
Robert Manzon era o último piloto participante de GPs na primeira temporada da F1 ainda vivo (Foto: Getty Images)
A carreira da Manzon na F1 não se encerrou por aí. Entre 1950 e 1956, quando se aposentou, ele participou de  pelo menos uma corrida por ano por Rosier e Ferrari, além da Gordini. Marcou dois pódios, ambos com terceiras colocações, na Bélgica, em 1952, e na França, em 1954. Foram 28 largadas. 

O piloto mais velho a já ter largado numa corrida da F1 é Robert La Caze, também com 97 anos, que participou do GP do Marrocos de 1958. La Caze nasceu pouco menos de dois meses antes de Manzon.

 
Manzon deixa seu filho, Jean-Pierre, e sua filha, Danielle. 
 
MUDOU DE IDEIA
Embora sempre tenha se posicionado contra o descongelamento do desenvolvimento dos motores na F1, Toto Wolff, chefe da Mercedes, acredita que a decisão da FIA vai favorecer os atuais campeões no futuro, porque agora vão ter a chance de aperfeiçoar o já poderoso motor V6, além do próprio carro, e isso vai representar uma grande vantagem frente aos adversários, especialmente se levar em conta o domínio que a equipe alemã impôs durante a temporada 2014.
 
No início deste mês, a entidade que rege o esporte reconheceu que havia, de fato, uma brecha no regulamento que limitava a evolução das unidades de força e acabou acatando o pedido de Ferrari e Renault para a regra fosse revista. A única fornecedora de motor que está fora da nova diretiva técnica é a Honda, que vai entregar motores à McLaren neste ano.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

 

ABERTA A MUDANÇAS
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) disse que está aberta a ajustes com relação ao novo sistema para a obtenção da superlicença na F1, especialmente se ficar clara a necessidade de alguma alteração no que diz respeito às categorias de base.
 
Como parte de um esforço para reforçar os critérios para a aquisição da licença obrigatória da F1, a entidade máxima do automobilismo implantou uma idade mínima para os pilotos, além da exigência de 40 pontos somados em campeonatos de acesso. Porém, as categorias escolhidas e a pontuação atribuída a elas tem causado controvérsia, principalmente por causa da F-2, que sequer existe e que possui o valor máximo em pontos.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO.

TEM APELO
Fornecedora única de pneu na F1, a Pirelli entende que o retorno de pneus mais largos na F1 para os próximos anos pode ajudar a aumentar o espetáculo e tornar as corridas mais atraentes.
 
Tanto a FIA quanto as equipes, atualmente, trabalham em propostas que tornem o esporte mais emocionante e que dificultem mais a vida dos pilotos. Entre as sugestões estudadas, está o aumento na largura dos pneus, o que ajudaria a melhorar a aderência dos carros em curvas. Motores de 1.000 cv também estão na pauta.

Leia a reportagem completa no GRANDE PRÊMIO. 

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube