Vettel e Alonso resgatam “duelo antigo” por vaga de Stroll na Aston Martin em 2021

Segundo o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Sebastian Vettel e Fernando Alonso, que lutaram pelos títulos das temporadas de 2010 e 2012 da Fórmula 1, travam uma nova disputa: dessa vez, por um cockpit na equipe britânica, hoje Racing Point, e que vai passar a ter o nome da montadora britânica no ano que vem

“Um duelo antigo está de volta”. É assim que o jornal italiano La Gazzetta dello Sport noticia, na manhã desta sexta-feira (26), que Fernando Alonso e Sebastian Vettel disputam um cockpit na Fórmula 1 para a temporada 2021. Mas não se trata de um lugar na Mercedes ou na Renault, que ainda não definiram as suas duplas para o ano que vem, e sim na Aston Martin, futuro nome da Racing Point. Além da disputa de dois campeões mundiais por uma vaga em uma equipe hoje integrante do pelotão intermediário, chama a atenção que o periódico diz que a luta é pelo lugar hoje ocupado pelo canadense Lance Stroll, filho do dono da equipe, o bilionário Lawrence Stroll.

Segundo fontes do jornal, Vettel, depois de ter batido às portas da Mercedes, chegou a conversar com a Renault. Entretanto, a marca francesa, embora tenha assegurado a permanência na Fórmula 1, atravessa um período de crise financeira, que culminou inclusive na demissão de milhares de funcionários ao redor do mundo. Assim, com valores proibitivos para a nova realidade da equipe de Enstone, a Aston Martin, financeiramente turbinada pelos euros de Lawrence Stroll, surge como boa opção.

Ainda de acordo com o La Gazzetta dello Sport, as negociações giram em torno de um contrato plurianual, o que é desejado pelos dois lados. A bagagem de um tetracampeão como Sebastian Vettel é considerada como elemento fundamental para que a equipe de Silverstone dê um importante salto de qualidade.

Fernando Alonso e Sebastian Vettel
Fernando Alonso e Sebastian Vettel na luta por uma vaga na Aston Martin? É o que diz o La Gazzetta dello Sport (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Mesmo sendo filho do dono da equipe, Lance Stroll, que vai para sua quarta temporada na Fórmula 1, ainda não conseguiu deslanchar na categoria, tendo como raros bons momentos o pódio no GP do Azerbaijão e a conquista de um lugar na primeira fila do GP da Itália, ambos em 2017 com a Williams.

Em contrapartida, Sérgio Pérez, que tem contrato até 2022, parece seguro, não somente por trazer a experiência para as garagens da Racing Point, mas também pelo patrocínio. Estima-se que o mexicano de Guadalajara, apoiado pelo conglomerado de empresas do bilionário Carlos Slim, leve um orçamento de € 15 milhões (R$ 91,2 milhões) por ano à equipe.

O jornal fala até mesmo no valor do salário estipulado para Vettel, cerca de € 12 milhões (R$ 72,9 milhões) por temporada, além de um lugar no conselho de investidores da equipe.

Por outro lado, Alonso jamais descartou por completo um retorno à Fórmula 1. Desde que deixou a categoria, em 2018, o bicampeão do mundo fala sobre a possibilidade de voltar, desde que tenha às mãos um carro competitivo. A parceria entre Racing Point, futura Aston Martin, e a Mercedes, bem como o dinheiro investido por Lawrence Stroll, fazem com que a equipe de Silverstone seja uma opção tentadora caso o espanhol queira voltar ao grid da principal categoria do automobilismo mundial.

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