Williams apoia McLaren e Red Bull e diz que FIA criou “confusão incômoda” em Mônaco
James Vowles citou George Russell e Oscar Piastri, também prejudicados pela falha no medidor de velocidade nos boxes de Mônaco, e admitiu que a confusão criada pela FIA o deixou desconfortável
A decisão da FIA de devolver o pódio do GP de Mônaco a Pierre Gasly após admitir que houve falha na medição da velocidade no pit-lane causou surpresa a James Vowles. O chefe da Williams classificou o episódio como “uma confusão” e ainda manifestou apoio às rivais Red Bull e McLaren, que notificaram a FIA e agora têm 96 horas para resolver se seguem com a apelação.
Tudo começou quando, inconformada com os 10s de punição aplicados a Gasly por duas infrações ao limite de velocidade nos boxes em Mônaco, a Alpine acionou o direito de revisão. A sanção fez o francês cair de terceiro para sétimo.
Acontece que a esquadra de Enstone conseguiu apresentar um fato novo fornecido pela própria Formula One Management (FOM): a distância utilizada para calcular a velocidade de Gasly no pit-lane estava incorreta, o que teria levado a uma superestimação da velocidade do carro. Além disso, havia um problema nos sensores de cronometragem do pit-lane.
“Para ser franco, estou surpreso com a reintegração [de Gasly ao pódio]”, disse Vowles aos microfones da emissora britânica Sky Sports. “Não nos afeta diretamente, ele estava à frente de qualquer forma, mas acho que o problema é que isso cria uma certa confusão”, ponderou.
Só que o #10 não foi o único punido pelo mesmo motivo: Franco Colapinto, Lewis Hamilton, Oscar Piastri e George Russell também tiveram de pagar 5s, sendo que, no caso do #63 da Mercedes, o não cumprimento devido da primeira punição gerou um drive-through, deixando-o fora da zona de pontos.

“O que fazer com George? O que fazer com Piastri, que também deveria ter estado no pódio nessas circunstâncias? Essa é a confusão que me deixa desconfortável”, enfatizou o líder da Williams.
Logo depois da FIA bater o martelo, McLaren e Red Bull deram início ao processo de apelação, que primeiro consiste em notificar a federação sobre a intenção de recorrer e, após 96 horas (quatro dias), mediante análise dos argumentos apresentados pela Alpine na audiência, decidir se segue ou não com o apelo.
Sobre a atitude das rivais, Vowles disse que elas agiram “com razão”, e emendou: “Eu as apoio”.
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