Williams minimiza gestão de energia e espera “dinâmica interessante” em ‘nova’ F1

James Vowles, chefe da Williams, disse que a F1 2026 terá corridas mais movimentadas devido à gestão de energia, e minimizou os problemas que podem trazer. O britânico também elogiou os motores da Mercedes

A Fórmula 1 terá uma grande mudança de regulamento na temporada 2026, com a aerodinâmica e os motores sendo os principais envolvidos. James Vowles, chefe da Williams, saiu em defesa das regras novas e disse que a categoria terá uma dinâmica interessante. O britânico também elogiou as unidades de potência da Mercedes, que deve largar na frente em relação às rivais com o motor.

Além de modificações no âmbito das unidades de potência, com a parte elétrica passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável, a aerodinâmica dos carros também enfrentará uma verdadeira revolução com o novo regulamento, incluindo o fim do DRS, o retorno da aerodinâmica ativa e a redução significativa do efeito-solo.

Charles Leclerc, Lance Stroll e Alexander Albon – comandado por Vowles – alertaram para o risco da categoria se tornar excessivamente focada na gestão de energia, ao ponto de que os pilotos tenham de tirar o pé nas retas para economizar. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trabalha para evitar que isso aconteça.

Por outro lado, o chefe da Williams acredita que a economia de energia pode gerar corridas mais movimentadas, com mais ultrapassagens e disputas por posições.

Parte elétrica será responsável por 50% da potência dos carros da F1 2026 (Foto: Reprodução/FIA)

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“Haverá uma desaceleração? Sim. E isso será ruim? Não, porque acho que há uma dinâmica bastante interessante e ultrapassagens começando a acontecer no ano que vem”, afirmou Vowles à mídia.

Durante a maior parte da atual era dos motores V6 turbo-híbridos, a Mercedes tem sido a referência em termos de desempenho e confiabilidade do motor. James recordou a passagem pela equipe e elogiou a forma como trabalham. A tendência é de que a montadora alemã tenha os motores mais potentes da F1 2026.

“Tenho o prazer de trabalhar para e com a Mercedes há mais de 20 anos, sendo 15 deles na área de produção de motores. São realmente bons em pensar nos problemas que você irá encontrar no ano seguinte e se antecipar ao programa. É isso que estou vendo no momento”, ressaltou.

“Eles têm sido muito bons. As sessões de simulador que fazemos não estão focadas apenas neste ano, mas na próxima temporada também. E já estamos trabalhando nos problemas”, salientou.

James Vowles (Foto: Williams)

“Isso não significa que você está à frente de todos os outros. Significa apenas que você fez uma boa preparação”, encerrou o chefe da Williams.

Fórmula 1 retorna de 19 a 21 de setembro com o GP do Azerbaijão, 17ª etapa da temporada 2025.

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