Williams nega importância de nacionalidade de Sargeant em promoção à F1
Chefe da equipe de Grove, Jost Capito afirmou que fato de Logan Sargeant ser americano — em uma F1 cada vez mais apaixonada por tal mercado — em nada influenciou decisão de promovê-lo à titularidade em 2023
Logan Sargeant irá assumir a segunda vaga na Williams em 2023 — isso, claro, se o piloto conseguir reunir pontos suficientes para receber a superlicença da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). A presença do americano na próxima temporada irá recolocar os Estados Unidos no grid da Fórmula 1 após oito anos — Alexander Rossi foi o último representante do país, em 2015.
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Mas, de acordo com o chefe da Williams, Jost Capito, a nacionalidade de Sargeant em nada tem a ver com sua promoção à F1. A categoria vê sua popularidade aumentar exponencialmente em terras americanas, o chamado ‘efeito Drive to Survive’. Em 2023, por exemplo, a Fórmula 1 irá disputar três corridas nos Estados Unidos.
“É bom para a Fórmula 1 ter um piloto americano, mas não escolhemos Logan pelo fato dele ser americano — escolhemos ele por causa de seu sucesso e seu passado no esporte”, justificou Capito.

“Se contratamos pilotos para nossa Academia, é com o objetivo de colocá-los em um carro de F1. Se você tem um jovem piloto que está pronto, e há uma vaga disponível, precisa fazer acontecer — do contrário, está fazendo algo de errado. Por isso chegamos a conclusão de que isso era a coisa certa a se fazer. É legal que Logan seja americano, mas isso não iniciou a decisão”, completou.
Questionado se o timing do anúncio — no sábado de ações da F1 em Austin, para o GP dos Estados Unidos —, o chefe da Williams constatou o óbvio. O marketing é um fator também, afinal. “Bom, não somos estúpidos, né? Tínhamos de anunciar isso na hora certa”, disse.

O chefe da Williams afirmou que Sargeant tornou-se sério postulante à vaga ainda em Silverstone — na 7ª etapa da Fórmula 2 2022, o americano comandou a tabela de tempos nos treinos livres, foi pole-position e venceu a corrida principal.
“Penso que, a partir de Silverstone, pensamos: ‘ok, Logan está pronto’. Claro, estava muito cedo na temporada e não dá para se comprometer a isso, porque muitas coisas estavam por vir. Então tivemos de conversar com outros pilotos também e avaliar nossas opções. E isso nos ajudou a tomar a decisão final, e também cobrir o risco caso Logan, por qualquer motivo, não consiga a superlicença. Acreditamos que ele vá conseguir os pontos, claro”, esclareceu Capito.

Por fim, Capito negou a percepção de que Sargeant evoluiu mais cedo do que o esperado.
“Não, na verdade. Mas você nunca sabe como o desenvolvimento acontece. E, pela minha história, sou conhecido por dar chances aos jovens rapidamente — porque esse é o melhor jeito de descobrir qual é o verdadeiro potencial. Se você que alguém está pronto, como Logan nesta temporada, então tomamos essa decisão. Ele não estaria perdido se tivéssemos decidido que ele precisaria de outro ano na F2 — teria feito isso também. Mas vemos que, como um novato, vencer corridas e ter ótima performance na classificação… é a coisa certa a se fazer”, finalizou o chefe da Williams.
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