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O fraco desempenho da Williams no fim de semana do GP da Hungria era esperado mesmo que Felipe Massa estivesse num dos carros em vez de Paul di Resta. O motivo? A pouca capacidade que a equipe possui de se sair bem em pistas onde o downforce é alto e fala até mais alto que a potência do motor. É isso que o diretor-técnico do time de Grove, Paddy Lowe, deseja mudar para o resto de 2017 e sobretudo 2018. Nesta linha, a Williams está conduzindo experiências grandes durante os testes deste meio de semana em Hungaroring.
Segundo Lowe – que, é bom lembrar, chegou à Williams quando o projeto deste ano estava pronto -, o time tem o objetivo de melhorar certos aspectos para atacar a próxima corrida deste ano em pista que exige enorme downforce: o GP de Singapura, em Marina Bay. Lowe sabe, no entanto, que os problemas fundamentais são de projeto e, portanto, podem ser completamente resolvidos apenas para o ano que vem.
"Há algumas mudanças significativas que estamos testando. Estamos fazendo algumas coisas interessantes no setor de Pesquisa e Desenvolvimento. São coisas relevantes para este ano, mas algumas coisas que precisamos aprender e entender para o ano que vem. É um trabalho importante que está acontecendo", revelou. "É uma série de experimentos que estamos conduzindo. Onde isso nos leva em termos de corrida é apenas uma projeção", explicou.
Paddy Lowe é o novo diretor-técnico da Williams (Foto: Williams)
"Eu disse para o pessoal que esse era um bom fim de semana para nos motivar a tornar o carro mais rápido. Creio que seja a melhor forma de sintetizar: temos muito trabalho a fazer e precisamos ser melhores do que somos hoje. Então é isso que vamos fazer", seguiu.
"Existe um padrão claro: não temos o desempenho que deveríamos em circuitos de grandes downforce: Mônaco, Hungria e Singapura. Mas não vou descansar antes de chegarmos onde precisamos, então vamos ver o que conseguimos fazer até Singapura. Muito disso tudo é o aspecto fundamental do design, coisas que só poderão ser resolvidas para o ano que vem", argumentou.
Ainda segundo Lowe, a Williams ainda pensa em disputar o quarto lugar do Mundial de Construtores com a Force India, apesar de neste momento estar muito atrás: são
41 pontos da equipe inglesa contra 101 da rival. E o diretor sabe que a diferença só é tão grande por conta das oportunidades perdidas pela Williams.
"Não iremos abrir mão disso. Podemos ser fortes em mais algumas provas do calendário desse ano. Espero que de fato sejamos em algumas das que ainda vêm aí… Nossa meta é aprender a transformar o desempenho em pontos, o que não fizemos bem na primeira metade da temporada. A afirmação para a primeira parte da temporada é que poderíamos fazer melhor – poderíamos fazer muito melhor – e vamos voltar para a segunda metade com essa mentalidade", encerrou.
Lance Stroll nesta terça-feira (1) e Luca Ghiotto na quarta são os pilotos que guiam para a Williams.
CASO VÁ BEM EM TESTE, KUBICA DEVE VIRAR TITULAR DA RENAULT JÁ A PARTIR DO GP DA BÉLGICA"
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