Wolff diz que Mercedes está sofrendo "muitos tsunamis" com pressão pelo descongelamento de motores

Diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff falou que se sentiu feito de vilão durante as discussões sobre o descongelamento dos motores durante a temporada. Para Wolff, a Mercedes está sofrendo ataques múltiplos

Apenas alguns dias após garantir matematicamente o título mundial de construtores, o diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, disse que a equipe está sofrendo ataques múltiplos das equipes mais tradicionais. Ainda na Rússia, o Grupo de Desenvolvimento da F1 votou pelo descongelamento das regras de mudança dos motores durante a temporada. Apenas a Mercedes, a Lotus e a Williams, equipes que serão empurradas pelos motores alemães em 2015, votaram contra o projeto.
 
No entanto, para que a mudança passe a valer já para o próximo ano, a Mercedes terá que concordar, o que não está inclinada a fazer. 
 
"Acabamos de ganhar um campeonato e já estamos encarando muitos tsunamis nos acertando de vários lados com a intenção de restabelecer a ordem. É o que a história nos mostra com com McLaren, Ferrari e Red Bull", disse.
 
Perguntado se acredita ter sido tratado como o vilão da história na discussão sobre o congelamento, Wolff disse que sim e reafirmou o compromisso com as regras que estiverem valendo.
 
"Absolutamente, sim. Mas provavelmente é o preço por vencer. Vocês viram no passado, com a Red Bull, que eles foram de um pequeno time legal e eram vistos como algo diferente.Você acaba ficando com o momento contra você, e isso é o que acontece. Queremos ser justos e respeitosos com as regras. Há alguém governando e há regras, e não há nada fora isso que queiramos seguir", seguiu.
Toto Wolff, diretor-executivo da Mercedes (Foto: Getty Images)
Apesar de insatisfeito com as circunstâncias, Wolff falou que a Mercedes tem as bases para manter o domínio na categoria no futuro próximo. 
 
"Alguém disse que os gols de ontem não vencem os jogos de amanhã. Você não pode confiar na história e dizer que é como sempre foi. Não acredito nisso. Esse jogo ganhou muito mais ritmo do que há anos, mas creio que temos todo o necessário", falou o chefe.
 
"Temos grandes pessoas, os recursos certos e dois excelentes pilotos. São os ingredientes necessários para estar no topo. Mas também temos de ser realistas em termos do que podemos esperar dos próximas anos, e isso é a próxima meta para mantermos o que fazemos. As coisas terminam algumas vezes, mas esperamos estar longe do nosso fim", encerrou.
 
A F1 tem o construtor campeão já garantido, mas a temporada ainda vai definir quem será o dono do título entre os pilotos. O GP dos Estados Unidos, no dia 2 de novembro, dá sequência no calendário.

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