Pourchaire acerta estratégia de pit-stop e vence GP da Emília-Romanha. Fittipaldi é 2º

Théo Pourchaire, da ART, foi um dos que aproveitaram o safety-car ainda na volta 6 para trocar pneus e viu a vitória cair no seu colo. Enzo Fittipaldi se valeu da mesma estratégia para ir ao pódio com a Charouz

Théo Pourchaire se valeu da estratégia para conquistar a vitória no GP da Emília-Romanha, disputado neste domingo (24) em Ímola. Sétimo colocado na largada, o piloto da ART foi um dos que se beneficiaram pelo pit-stop no segundo-safety car da corrida, ainda na sexta volta, e cruzou a linha de chegada na frente.

O brasileiro Enzo Fittipaldi também se valeu da mesma tática, marcando os primeiros pontos da Charouz no ano ao completar em segundo, subindo 13 posições no grid. Ralph Boschung, da Campos, fechou o pódio.

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Pourchaire era só felicidade após a vitória no GP da Emília-Romanha (Foto: F2)

A largada viu um insano Boschung jogar o carro para o lado de fora e surpreender os rivais, pulando de quarto para primeiro logo após a primeira curva. Quem também teve um início ótimo foi Roy Nissany, sexto no grid, que achou espaço entre os dois primeiros e até chegou a ficar na ponta, mas foi superado por Boschung. Quem acabou se dando mal foi o pole-position Jüri Vips, que se viu fora do top-3 após os ataques dos rivais.

Entre os brasileiros, Felipe Drugovich, da MP Motorsport, ganhou três posições, subindo para nono. Já Enzo Fittipaldi conseguiu fechar a primeira volta na 11ª colocação depois de partir em 15º.

Foi ainda na largada também que o primeiro safety-car do dia foi acionado: no meio do bolo, com todo mundo tentando encontrar espaço, Denis Hauger, da Prema, foi acertado em cheio na lateral por Jack Doohan. O piloto da Virtuosi ainda foi para os boxes, numa tentativa de voltar à prova, mas o carro estava danificado o bastante, forçando-o a abandonar.

A relargada foi dada na volta 5 da corrida, mas o carro de segurança teve de realizar nova intervenção no giro seguinte: Vips rodou sozinho, batendo no muro.

Esse foi o momento que decidiu o GP: nove dos 18 carros que permaneciam na pista resolveram parar para trocar pneus, entre eles, o trio que até então liderava, composto por Boschung, Nissany e Ayumu Isawa (Dams). Quem também aproveitou a janela para fazer o seu pit-stop foi Fittipaldi.

Drugovich, por sua vez, ficou no grupo dos que não optaram pela parada prematura, pulando imediatamente para quarto, atrás, na sequência, de Liam Lawson (Carlin), Marcus Armstrong (Hitech) e Jehan Daruvala (Prema).

O safety-car de Vips acabou decidindo a corrida (Foto: F2)

A relargada foi novamente tranquila, com Daruvala puxando a fila. O indiano começou, então, a emplacar uma sequência de voltas mais rápidas, na tentativa de abrir o máximo possível de vantagem e se beneficiar de outro provável safety-car.

E ele quase veio no giro 21: Nissany passou do limite do asfalto e acabou batendo. Só que o acidente foi a metros da entrada do pit-lane. Com isso, o piloto da Dams conseguiu controlar o carro e parar dentro dos boxes.

A batida de Nissany, porém, deixou muitos detritos. Com isso, a direção de prova optou por fechar a entrada dos boxes e acionar o VSC até a pista ser limpa.

Cada vez mais, a corrida se desenhava para a vitória de um dos pilotos que pararam no safety-car da batida de Vips, e o primeiro da lista era Pourchaire, que aparecia em décimo, à frente de Boschung.

Mais uma relargada sem incidentes aconteceu, e com o pit-lane finalmente liberado, alguns pilotos que ainda não tinham feito o pit-stop resolveram parar, entre eles o líder Daruvala, que voltou apenas em 14ª. Armstrong assumiu a ponta, puxando Drugovich consigo.

Na volta 28, o brasileiro foi para a liderança com a parada de Armstrong — que teve problemas e retornou apenas em 16º. Àquela altura, a estratégia era muito clara: esperar por um safety-car para, ao menos, completar com o máximo possível de pontos. Era isso ou ver o dia ir por água abaixo.

No pelotão da frente, quem aparecia muito bem era Fittipaldi, em sétimo, porém o quarto da lista entre os que pararam ainda no início.

Enzo Fittipaldi conquistou a segunda posição na corrida em Ímola (Foto: F2)

Na volta 31, Logan Sargeant ultrapassou Boschung em disputa que, na prática, valeria a segunda posição da prova. Fittipaldi vinha no encalço da dupla. Na sequência, o representante da Carlin errou, sendo deixado para trás por Boschung e Enzo. O brasileiro vinha muito próximo do suíço da Campos, até que conseguiu fazer a ultrapassagem para assumir o posto que daria a ele a segunda colocação.

A três voltas do fim, Lawson bateu forte e provocou mais uma vez a entrada do safety-car. Era tudo o que os pilotos que ainda não tinham feito suas trocas de pneus precisavam, mas Drugovich não entrou nos boxes logo após a intervenção do carro de segurança. Isso o fez perder tempo demais, permitindo a aproximação dos rivais.

No penúltimo giro do GP da Emília-Romanha, ainda sob safety-car, Drugovich e Marino Sato enfim pararam, deixando a vitória no colo de Pourchaire, com Fittipaldi em segundo e Boschung em terceiro. O brasileiro da MP ainda conseguiu retornar em décimo, marcando um ponto.

F2 2022, GP da Emília-Romanha, Ímola, Corrida 2:

1T POURCHAIREART 35 voltas
2E FITTIPALDICharouz+0.388
3R BOSCHUNGCampos+0.729
4C NOVALAKMP+1.497
5A IWASADAMS+1.806
6F VESTIART+2.122
7L SARGEANTCarlin+2.592
8D BECKMANNCharouz+3.229
9J DARUVALAPrema+4.191
10F DRUGOVICHMP+4.396
11M SATOVirtuosi+4.893
12J HUGHESVan Amersfoort+5.044
13M ARMSTRONGHitech+6.287
14O CALDWELLCampos+6.745
15R VERSCHOORTrident+7.271
16C WILLIAMSTrident+7.763
17A CORDEELVan Amersfoort+1:21.403
18L LAWSONCarlinNC
19R NISSANYDAMSNC
20J VIPSHitechNC
21J DOOHANVirtuosiNC
22D HAUGERPremaNC
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