Pourchaire vê temporada de pódios na Fórmula 2 ser coroada com título em Abu Dhabi

Foram dez idas ao top-3 em toda a temporada, performance que foi suficiente para bater Frederik Vesti e suas seis vitórias na disputa do título da Fórmula 2 2023

Foi mais difícil do que se esperava por conta da classificação ruim na sexta-feira — não foi além do 14º, posição que se manteve para as duas corridas da rodada de Abu Dhabi —, mas Théo Pourchaire confirmou o favoritismo e conquistou o título neste domingo (26), ao terminar em quinto e ver Frederik Vesti ser terceiro, porém sem a volta mais rápida. Uma conquista que, acima de tudo, coroa uma temporada inteira marcada pela regularidade convertida em pódios.

Ao todo, foram dez em 2023, caminhada que começou ainda na primeira rodada, no Bahrein. Depois do quinto lugar na corrida curta de sábado, cruzou a linha de chegada em primeiro na prova de domingo, coincidentemente repetindo o mesmo resultado do início do ano anterior, quando também venceu a corrida 2 em Sakhir.

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Só que se em 2022, o piloto da ART venceu outras duas vezes, este ano, parou por aí. A diferença, no entanto, é que Pourchaire entendeu como funcionava o jogo da Fórmula 2 e passou a enfileirar pódios rodada após rodada.

A etapa da Arábia Saudita foi desastrosa. Na sprint, uma barbeiragem sem tamanho para cima de Oliver Bearman e um 17º lugar na prova principal que o deixaram zerado. Mas as coisas começaram a mudar na Austrália, na corrida 2. Pourchaire voltou ao top-3 ao terminar em segundo. Depois, no Azerbaijão, foi terceiro, e mais uma vez no domingo, quando os pontos são cheios.

Pourchaire terminou a corrida 2 de Abu Dhabi em quinto (Foto: Alfa Romeo)

Dali em diante, embalou, só que viu Vesti crescer perigosamente com a vitória na corrida 2 de Mônaco. Pourchaire, no entanto, terminou em segundo, tentando marcar de perto aquele que seria seu principal adversário na temporada.

Na etapa seguinte, na Espanha, domínio da Prema, com Vesti voltando ao degrau mais alto do pódio na corrida sprint — vencera também em Jedá — e Bearman triunfando no domingo. Théo, no entanto, conseguiu ser segundo no sábado e ainda assinalou o tento extra da volta mais rápida.

Na Áustria, mais uma rodada fora do top-3 e o momento mais crítico do campeonato: com o terceiro lugar na corrida de domingo, Frederik colocou 20 de vantagem sobre Pourchaire, no que parecia ser um domínio do dinamarquês a partir dali, empurrado por uma espécie de renascimento da Prema após a temporada totalmente como coadjuvante em 2022.

Só que o jogo virou de vez na Inglaterra, num fim de semana em que Vesti foi vítima de uma batida tripla na prova principal após vencer a sprint. Pourchaire, por sua vez, capitalizou em cima dos infortúnios do rival, conquistando dois pódios em Silverstone e descontando 14 pontos no campeonato.

Vesti ainda respirou ao ver, na Hungria, Pourchaire novamente fora dos pódios, enquanto ele recebia bandeirada em segundo na chamada ‘feature race’. Só que a batida na Bélgica quando ainda levava o carro para o grid não o fez sequer largar para a prova de domingo. Erro bobo que custou caro.

Mas o pior ainda estava por vir, e foi numa trapalhada bisonha da tão vitoriosa Prema. Na Holanda, a equipe realizou um pit-stop apressado, devolvendo Vesti à pista com os pneus traseiros mal colocados. No meio da reta, o dinamarquês viu os compostos ficarem pelo meio do caminho, abandonando mais uma vez.

Pourchaire não venceu em Spa-Francorchamps, mas teve o seu melhor final de semana ao fechar a rodada com dois segundos lugares. De quebra, consolidou a liderança para de lá não sair mais. Ainda viu Vesti cometer mais um erro na Itália, penúltima rodada, numa tentativa de ultrapassagem mal calculada sobre Roman Stanek na corrida 2 em Monza. Naquela prova, Pourchaire terminou em terceiro e chegou em Abu Dhabi com os confortáveis 25 pontos que praticamente garantiram o título.

Só que a tarefa pela frente não seria nada fácil, pois ficou apenas em 14º na classificação, posição de largada que valeria para as duas corridas. Mas para quem foi mestre na regularidade, o desafio foi tirado de letra. Na sprint, um sétimo lugar providencial para o forçar Vesti a ser, no mínimo, terceiro com volta mais rápida. Pourchaire, por sua vez, teria de ser quarto para não depender de combinações, mas o quinto bastou para soltar o grito de campeão.

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