Toques e gosto amargo: o GP da Itália dos brasileiros da Fórmula 2 e Fórmula 3

O fim de semana parecia bem promissor aos cinco brasileiros das categorias de suporte da Fórmula 1, mas o gosto ficou amargo até para Enzo Fittipaldi, único a pontuar

O fim de semana em Monza também serviu para as categorias de suporte Fórmula 2 e Fórmula 3. Apesar da expectativa por pontos, o sentimento após as rodadas duplas é amargo para a maioria dos brasileiros que entraram na pista.

Felipe Drugovich, que corre na F2 pela MP Motorsport, amargou o segundo fim de semana consecutivo sem pontos. Ele foi 16º no sábado e abandonou no domingo após toque com Roy Nissany, da Trident, caindo para a 11ª colocação na tabela do campeonato.

“Não foi o fim de semana que esperava. Foi bem difícil desde o treino livre, quando testei algo que não deu certo. A classificação não foi incrível, não tiramos o máximo que podíamos, a bandeira vermelha foi uma pena. Tive uma largada ruim na corrida 1, e depois disso, foi difícil compensar por conta da velocidade de reta. Consertamos isso na corrida 2 e o ritmo era OK. Larguei de 15º e estava indo para o top-10, mas Nissany me acertou e rodei. Não foi um grande fim de semana, mas vamos voltar em Mugello. Gosto da pista pelo simulador, então estou empolgado”, disse o paranaense.

Felipe Drugovich passou sem pontos de novo (Foto: F2)

Pedro Piquet, da Trident, também amargou rodada sem pontos. O piloto chegou no domingo com a esperança de um top-8, mas também se envolveu em toque e saiu de Monza zerado. Agora, ocupa a 19ª posição no campeonato.

“A classificação foi muito estranha. Fui parado por uma bandeira vermelha durante minha volta rápida. Mesmo assim, eu não tinha velocidade suficiente. O domingo começou bem, ganhei algumas posições e briguei por pontos. Infelizmente, tive contato com outro veículo e quebrei a asa dianteira. Nada poderia ser feito. Agora vamos para Mugello, a pista parece boa, estou animado por poder correr lá”, citou Pedro.

Mesmo sem pontuar, Guilherme Samaia, da Campos, registrou o melhor resultado na temporada 2020. Ficou com a 14ª posição na corrida disputada no domingo.

“Não foi fácil. Na primeira corrida meu carro estava saindo muito de frente e depois vimos que havia uma parte quebrada na asa dianteira, do lado esquerdo. Além disso, eu praticamente não treinei e quando a equipe trocou o motor já era a classificação, quando a gente anda em configuração completamente diferente. A gente melhorou o início de corrida, mas do meio para a frente eu comecei a perder eficiência de freio e também em estabilidade, e isso me fez segurar um pouco mais o ritmo. Vamos trabalhar para investigar porque isso aconteceu e voltar melhor na próxima em Mugello”, disse Samaia.

Enzo Fittipaldi foi o único brasileiro a pontuar no fim de semana, com o 9º lugar na corrida 1 da Fórmula 3, mas o gosto é amargo. O piloto da HWA chegou a liderar a disputa do domingo, mas um pneu furado após um toque o fez terminar em 19º.

“Não sei nem o que falar, a gente tinha todas as condições de sair com a vitória hoje. Infelizmente ela não veio, mas vou continuar lutando. Conseguimos ótimas ultrapassagens ontem e hoje andamos forte, no ritmo dos ponteiros e liderando a corrida até sofrer o toque que resultou no pneu furado. Obrigado a todos pela torcida aqui em Monza”, disse Enzo.

Igor Fraga, da Charouz, ficou mais uma rodada sem pontuar. O piloto chegou a largar em sétimo na corrida 1, mas se envolveu em acidente que prejudicou o fim de semana inteiro. Os companheiros Michael Belov e Roman Stanek somaram pontos.

A próxima etapa das duas categorias acontece em Mugello, Itália, nos dias 5 e 6 de setembro. Será a última rodada da Fórmula 3, que tem Oscar Piastri como líder.

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