Smolyar domina de ponta a ponta e vence corrida 2 da F3 na Hungria. Collet é 9º

Alexander Smolyar só precisou manter a ponta com segurança na largada para vencer a corrida 2 da F3 na Hungria, realizada neste domingo (31). Caio Collet ultrapassou Victor Martins no fim e terminou em nono

Alexander Smolyar não teve dificuldades para vencer a corrida principal da F3 na Hungria, realizada neste domingo (31). O piloto da MP partiu na pole-position, manteve a ponta e não foi ameaçado em nenhum momento ao longo das 24 voltas, garantindo o primeiro triunfo na temporada 2022.

Zane Maloney e Oliver Bearman cruzaram a linha de chegada praticamente juntos, mas o segundo lugar ficou com o piloto de Barbados por um bico de carro.

O quarto lugar merece menção, porque Zak O’Sullivan ousou ao colocar pneus slicks quando a pista começou a formar trilho e ultrapassou nada menos do que sete carros em uma volta. Faltou tempo para incomodar o trio que subiu ao pódio, mas foi um belo resultado do representante da Carlin.

Jak Crowford ficou em quinto, com Juan Manuel Correa em sexto. Kush Maini terminou em sétimo, seguido por Arthur Leclerc. Caio Collet conseguiu ultrapassar Victor Martins na curva final e completou em nono, deixando o francês em décimo.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

Largada da F3 na Hungria (Foto: Reprodução/F3)

Os carros alinharam com pneus de chuva, uma vez que a pista de Hungaroring estava bem molhada no início da corrida. No grid, uma mudança: Leclerc caía de quarto para nono após uma penalização. Com isso, Collet, vencedor da sprint race no sábado, subia um posto, alinhando em oitavo.

Smolyar era o pole-position, mas os olhos estavam voltados para as quartas e quintas filas, uma vez que os três principais postulantes ao título estavam lá: Isack Hadjar, o líder com 104 pontos, apenas em décimo, com Victor Martins, segundo na tabela, em oitavo, à frente de Leclerc, que é o terceiro no Mundial.

Entre o trio, quem levou a melhor foi Martins, que ganhou duas posições na largada. Já o líder Hadjar teve um começo de prova muito ruim, caindo oito posições e completando a primeira volta em 18º.

Na frente, Smolyar se defendeu bem do ataque por fora de Maloney, mantendo a ponta. Collet também fazia um início sólido, não perdendo posições. Nas primeiras cinco voltas, o que se viu foi o piloto da MP abrindo vantagem na liderança, com Bearman se aproximando do representante da Trident para brigar pelo segundo lugar.

Enquanto isso, Collet começou o ataque para cima de Grégoire Saucy na disputa pelo sétimo posto. Logo atrás, era Leclerc quem ficava a menos de 1s de David Vidales e tentava subir para nono.

Na volta sete, o irmão mais novo de Charles Leclerc foi para a ultrapassagem, mas o piloto da Campos se valeu da preferência na curva e deixou para o rival apenas uma opção: a área de escape. Na sequência, porém, o monegasco contou com o erro de Vidales e assumiu a oitava colocação.

A 15 voltas do fim, alguns pilotos já perguntavam às suas equipes se podiam parar para trocar pneus para pista seca. A pista, no entanto, ainda não formava trilhos, mas a ausência da chuva indicava que mais alguns giros, e a janela de pit-stop poderia ser usada para arriscar slicks.

Na volta 11, Leclerc marcava novamente a melhor volta, tirando consideravelmente a diferença para Collet. No giro anterior, o piloto da Prema fora quase 1s mais rápido que o brasileiro, encostando de vez. Caio passou a fazer um traçado mais defensivo.

Logo atrás, a briga era boa entre Roman Stanek, Reece Ushijima e Vidales pela décima posição. Numa bobeada do inglês da Van Amersfoort, Stanek subia um posto e partia à caça de Vidales. Enquanto isso, Leclerc chegava de vez em Collet e tentou a ultrapassagem, mas o brasileiro conseguiu se defender bem.

No giro 15, o piloto da MP sucumbiu à pressão: Leclerc forçou Collet a abrir na saída da curva — a famosa espalhada — e conseguiu a ultrapassagem, assumindo o oitavo lugar. Na volta seguinte, um erro de Saucy facilitou a vida do monegasco, que não teve dificuldades de subir para sétimo.

Atrás, a briga Stanek/Vidales se intensificava. O piloto da Trident conseguia a ultrapassagem e pulava para décimo, mas Vidales deu o troco quase que imediatamente e retomou a posição. No entanto, não demorou muito para Stanek forçar ainda mais o ritmo e deixar o rival para trás.

Enquanto as disputas na pista nas posições intermediárias aconteciam, Smolyar seguia tranquilo na primeira posição, administrando a vantagem de 5s conquistada no início da corrida. Maloney, na verdade, é que tinha de lidar com a pressão de Bearman, que se mantinha a menos de 1s do piloto da Trident.

O segundo lugar foi decidido por um bico de carro entre Maloney e Bearman na Hungria (Foto: F3)

A pista começou a formar trilho a cinco voltas do fim, mas os pilotos que tinham arriscado pneus para pista seca ainda não conseguiam virar tão rápido. Os candidatos ao título, portanto, optavam pela segurança e permaneciam com os pneus de chuva, já buscando água para não perder desempenho.

Na volta 19, uma briga direta pelo campeonato aconteceu: Leclerc, que vinha bem rápido, fez uma bela manobra sobre Martins e conquistou a sexta posição.

A três voltas do fim, quem havia optado por slicks começava a fazer tempos absurdamente mais rápidos, como era o caso de Correa e O’Sullivan. Curva a curva, eles iam passando pelos adversários com muita facilidade e já apareciam em 11º e 12º, respectivamente, a uma volta do fim.

A turma da frente, mesmo vendo os pneus de chuva cada vez mais ruins, escolhiam a segurança, uma vez que a corrida caminhava para o fim. E foi assim até a bandeirada. E sorte do trio que subiu ao pódio, porque O’Sullivan conquistou nada menos do que sete posições em uma volta e completou em quarto.

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar