F3

‘Herdeira’ da F3 Euro, Euro Masters vive “pior momento” e foca em grid de 15 carros, diz equipe

A Euro Masters – campeonato que ‘herdou’ carros e calendário da F3 Europeia, agora fundida com GP3 – começa 2019 em clima de incerteza. Frits van Amersfoort, chefe da equipe que carrega o sobrenome, revela dificuldades para encher o grid
Warm Up / Redação GP, de Berlim
A transição dos dias de F3 Europeia para Euro Masters não acontece de forma tranquila. A nova categoria, agora servindo como preliminar de etapas do DTM, sofre para cativar a atenção de pilotos. Para Frits van Amersfoort, chefe da equipe Van Amersfoort, trata-se de um momento “horrível” para um campeonato que vai nascer com a meta de formar um grid de 15 carros.
 
“Esse é o pior momento de todos nos fórmulas quando você pensa na F3. O mercado [de pilotos] está muito ruim”, lamentou van Amersfoort, entrevistado pela revista ‘Autosport’. “Todos os campeonatos diferentes estão uns contra os outros a respeito de quantos pilotos terão. É horrível”, seguiu.
 
“Todos os dias eu falo para mim mesmo, ‘relaxa Frits, eles vão aparecer’, mas não é fácil. Eu tenho muita confiança de que podemos conseguir 14 ou 15 carros na European Masters para levar o campeonato adiante”, comentou.
 
Um grid de 15 carros já representa uma queda significativa para um campeonato que teve 27 participantes diferentes – 21 em tempo integral – durante 2018.
A Euro Masters substitui a F3 Euro, mas nasce com dificuldades (Foto: FIA F3)
A Euro Masters é fruto da mudança promovida pela FIA no sistema de formação de pilotos. Com duas das categorias promovidas pela federação – F3 Euro e GP3 – competindo pelo mesmo nicho, optou-se pela união dos campeonatos, competindo agora com o carro da GP3 e atendendo por FIA F3. A Euro Masters surgiu do ‘vácuo’ deixado pela F3 Euro, aproveitando o carro e a condição de campeonato suporte do DTM.
 
A solução da Euro Masters para atrair mais pilotos é modificar o formato da pré-temporada. Depois de inicialmente banir testes privados, permitindo apenas as atividades coletivas, o campeonato voltou atrás nesta quarta-feira (30). O objetivo é, com tempo de pista liberado em janeiro e fevereiro, afirmar-se como opção viável aos pilotos ainda sem planos definidos para 2019.