‘Quase 100%’, Piquet diz que ainda sente dores, mas revela chave para voltar à rotina de vitórias na F3 Brasil: “Confiança”

Pedro Piquet conquistou sua décima vitória consecutiva na temporada que o consagrou como bicampeão da F3 Brasil. Mas apesar do domínio exercido em Curitiba na tarde de sábado (17), o jovem brasiliense não teve uma jornada fácil: culpa das dores e do mês sem preparo físico em razão da recuperação depois da forte batida sofrida na Porsche Cup, em setembro

A grande vitória conquistada por Pedro Piquet na abertura da sétima e penúltima etapa da F3 Brasil em 2015, em Curitiba, deu a entender que foi tudo fácil e tranquilo para o jovem piloto de 17 anos. Engano tremendo. Pois o bicampeão da principal categoria de formação de talentos do automobilismo nacional teve de lidar com algumas dores e também com o cansaço. Tudo, no fim das contas, ainda em decorrência do terrível acidente sofrido durante etapa da Porsche Cup em Goiânia, ocorrido no mês de setembro.

Mas como então Pedro Piquet reverteu a dificuldade em mais um domínio na F3 Brasil? O talentoso brasilense falou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO nos boxes da equipe Cesário no Autódromo Internacional de Curitiba. E disse que a grande chave que abriu as portas de mais uma vitória na carreira foi a confiança no seu potencial e na sua pilotagem.

Piquet contou que sua pilotagem não ficou abalada em momento algum, e que a confiança foi aumentando a cada volta completada em Curitiba. “Talvez tenha sido um pouco difícil porque fiquei muito tempo sem entrar no carro, e isso aparentou um pouco no primeiro treino. Quando você fica sem treinar, você perde um pouco da referência, o domínio do carro”, explicou Piquet que, depois usar o capacete de layout idêntico ao do pai, o mítico Nelson Piquet, venceu pela décima vez na temporada 2015. No geral, ele está invicto desde abril na categoria.

Pedro Piquet e a doce rotina de vitórias que nem o grave acidente em Goiânia interrompeu (Foto: Luca Bassani)

“Mas na classificação já estava andando bem e consegui fazer minha melhor volta aqui”, lembrou Pedro, que anotou 1min11s137 como melhor tempo, 0s3 mais rápido que a marca que lhe garantiu a pole-position na última vez em que esteve em Curitiba, na rodada dupla realizada em agosto.

“No começo foi meio difícil, ainda estava testando o carro. No segundo treino, choveu, e isso foi mais difícil para a gente porque queríamos andar mais no seco. Mas a classificação foi ótima. O primeiro jogo de pneus foi bom, mas o segundo foi espetacular”, comemorou o piloto, que relatou algumas dificuldades também ao longo da prova.

“A mão ainda tá um pouquinho inchada, e isso atrapalhou um pouco na corrida, exigiu muita força. E também estava um mês sem fazer exercício físico, então perdi um pouco do preparo, cansei um pouquinho no fim da corrida, o que não acontece muito. Mas isso só vai melhorar”, garantiu Piquet.

Pedro Piquet na frente dos adversários: imagem recorrente na F3 Brasil (Foto: Luca Bassani)

Com o resultado de sábado em Curitiba, Pedro começa a prova deste domingo em sexto lugar no grid, considerando a regra do grid invertido. Mas diante de todo o retrospecto vencedor, Piquet tem tudo para emendar mais uma conquista em 2015 na F3 Brasil. Que pode marcar sua despedida da categoria. Ou não.

Questionado se vai correr a última prova do ano, em Interlagos, em 13 de dezembro, Piquet prefere esperar a definição dos testes de pré-temporada da F3 Europeia, onde vai correr no ano que vem.

“Geralmente, tem os treinos em Valência nessa época, com todas as equipes andando juntas, e acho que até lá já vou ter fechado com alguém. Às vezes, esses treinos são de segunda a quarta, sabe? Se for assim, aí dá. Mas se for entre terça e sexta, aí não daria. Mas se não tiver conflito, vou correr em Interlagos, sim”, finalizou o bicampeão da F3 Brasil.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube