Copa GP ‘realiza sonhos’ e dá oportunidade única para loucos por kart amador. Com direito a lágrimas no final

A Copa Grande Prêmio de Kart não é disputada apenas por quem procura taças, glória. E, sim, por fanáticos por automobilismo que buscam estar entre os seus, se divertir, estar na pista, participar de uma comunidade unida por um assunto em comum

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A "'ideia maluca' que deu certo" por completo em seu primeiro ano, culminando na terceira colocação nas 500 Milhas da Granja Viana, é muito mais do que uma busca por troféus, vitórias, glória. Claro, é sim tudo isso, senão o GP não entregaria taças aos vencedores, não publicaria matérias sobre o campeonato, não levaria os melhores na pista para a maior prova de kart no Brasil. Mas é que ela vai além: busca unir em uma mesma comunidade, em um mesmo local, criar sentimentos iguais a quem gosta de automobilismo. E realizar sonhos: que seja o de correr uma competição de alto nível; que seja se classificar para as 500 Milhas e brigar por posição com Rubens Barrichello; que seja mais e mais, pois é impossível prever o que está por vir a partir da segunda edição.

Nesta segunda parte da reportagem contando a experiência vivida por todos da Scuderia GP na Copa Grande Prêmio e nas 500 Milhas, Allyson Nazário (o campeão da primeira edição do campeonato), Alicio del Nero e Alfredo Salvaia contam seus detalhes únicos vividos nos dias na Granja Viana. Contam sobre como foi realizar um sonho esperado por todos do kart amador.

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'Obrigado, Copa'

Alfredo Salvaia: "Agradeço ao pessoal do GP pela Copa, um evento muito legal. Por ser o primeiro ano foi muito bem trabalhado, organizado. O segundo ano vai bombar. Eu nem se o formato vai ser igual, mas tem tudo para bombar, porque muita gente vai atrás, ainda mais depois dessa vaga nas 500 Milhas. Vocês estão fazendo um bem muito grande para o kart amador."

'Equipe maravilhosa'

Allyson Nazário: "Espero que mais pessoas possam ter essa sensação, mas é claro que, no que depender de mim, não facilitarei as coisas, pois estarei em 2018 novamente atrás desta vaga com o GP. A equipe por completa foi maravilhosa! Os pilotos, os estrategistas, o pessoal do GP, enfim, um ambiente que claramente traria bons frutos… E fomos abençoados com o pódio no final!"

Alicio del Nero: "Foi muito legal vivenciar uma competição de nível profissional como as 500 Milhas, como o trabalho rápido das equipes de mecânicos no acerto e reparos do kart, a questão da estratégia de pneus (como faz diferença o tal do pneu "macio" com o pneu "duro"!), o setup do kart, enfim, um mundo totalmente diferente para mim e que valeu cada segundo vivenciado ali."

'Joinha do Barrichello'

AS: "Correr junto com os caras lá, Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Bia Figueiredo, é coisa de outro mundo. Você estar no kartódromo que você vai todo mês e chega um dia dá de cara com esses caras atravessando nos boxes, como se fosse coisa normal. mas é de outro mundo! Só de correr as 500 Milhas já é muito legal, e ainda tem essa parte dos caras que você acompanha há muitos anos na televisão, e também isso dentro da pista. Eu não vou esquecer de um pequeno detalhe, de meio segundo, que foi: eu estava na reta oposta, dei uma olhadinha para trás para não atrapalhar os outros e estava o Rubinho me ultrapassando e fez um joinha, porque eu não dificultei a passagem dele. Fica marcado na memória."

AN: "A emoção de dividir a pista com pilotos profissionais das principais categorias do automobilismo é indescritível. Não consigo colocar em palavras o que passa pela cabeça quando você está pilotando, olha para o lado e vê o capacete de caras como o Barrichello, Felipe Massa, Lucas DiGrassi, Bia Figueiredo. Esses caras são os melhores do nosso país no nosso esporte, e nós estamos lá, dividindo a pista com todos eles."

Allyson Nazário (Foto: Emerson Santos/One Media)

'Feliz e satisfeito só de estar ali'

AN: "Na corrida em si eu fui o responsável pela segunda perna da equipe. Depois de umas 6h de prova eu estava escalado para fazer mais uma perna de aproxiamadamente 1h, mas cheguei a comentar com alguém que se eu fosse embora para casa naquele momento, já iria plenamente feliz e satisfeito.

'Quero mais'

AZ: "Foi uma sensação inesquecível… Não tenho como descrever o quão importante foi para mim correr uma 500 Milhas com as feras do automobilismo nacional. Em 2009, quando comecei a brincar no kart amador, jamais poderia imaginar que viveria isso em pouco tempo. Um dia depois da prova eu estava com aquele gostinho de quero mais, dia após dia sempre com aquele pensamento de que eu quero de novo… Foi realmente incrível."

AN: "A sensação de participar de uma prova como as 500 Milhas foi fantástica para mim, em vários aspectos. Primeiro por ter sido a realização de um grande sonho, sempre acompanhei essa prova pela mídia e pensava que um dia conseguiria viabilizar a minha participação, e graças ao GRANDE PRÊMIO essa oportunidade apareceu muito mais cedo do que eu poderia imaginar. A cereja do bolo foi nosso troféu de 3º colocado, principalmente considerando todas as adversidades que nossa equipe enfrentou durante a prova. Fomos, corremos e subimos no pódio das 500 Milhas. Esse dia vai ficar para sempre na memória, com toda a certeza. Espero ter a chance de estar lá novamente em 2018 junto com a Scuderia GP!"

Alfredo Salvaia (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

'Ajuda ao kart amador'

AZ: "Gostaria de agradecer a Deus por esse privilégio, a toda equipe GP por estar fazendo história de pilotos amadores como a gente e ajudando muito a fomentar o kart amador, um trabalho de tirar o chapéu… E ano que vem estaremos juntos novamente, ainda mais fortes e experientes em busca de algo ainda maior."

'O choro de quem nunca desistiu'

AS: "O pré das 500 Milhas foi super natural, mas depois que eu fiz minha perna eu cheguei no box, entreguei o kart e cheguei no Renato (Ribeiro, chefe da equipe), a lágrima rolou, agradeci a oportunidade e até hoje fico lembrando de tudo, dá vontade de estar lá de novo. Comentei no final das 500 Milhas que eu entrei na pista com o pior jogo de pneus de toda a prova. Entrei com o laranja, quarta perna dele, depois que saí da pista o jogo foi trocado. Fui o mais lento de todo mundo. Mas aí entra algo de cabeça: você não pode se abalar. Acho que só passei um kart na pista, mais ninguém. Mas uma coisa importante é manter o foco no objetivo final, não pode esmorecer por isso. É até engraçado, porque a minha classificação foi sempre sendo o último do último: só participei da última etapa da Copa GP; consegui a última vaga para a final na preliminar; e na final fiquei com a última vaga; e nas 500 Milhas usando o pior pneu. E mesmo assim no resultado final é importante. Tem que servir de lição para todo mundo: nunca desistir, mesmo na pior situação possível."

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