Elas superaram câncer de mama e medo na pista da Copa GP. Edijane e Vivianne resumem aventura: “Nos sentimos livres”

Edijane Santos e Vivianne Elias foram as homenageadas da Copa Grande Prêmio de Kart na etapa do Outubro Rosa. Vencedoras na vida, puderam se divertir e até celebrar o fato de não segurarem a 'lanterna' em sua bateria. E já querem correr novamente

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Elas chegaram com torcidas próprias, muito apoio e sem obrigação de vitória. Um clima favorável para qualquer atleta. Mas, em seus rostos, estampavam tensão. Foi a vida que as ensinou a encarar assim as novidades. Sempre inquietas, mas não com medo. E com coragem para descobrir e solucionar o que for proposto em seus futuros. Edijane Santos e Vivianne Elias poderiam terminar na posição que fosse na bateria da categoria Leves da Copa Grande Prêmio de Kart. No Outubro Rosa, elas eram as campeãs, as homenageadas. Tudo que a organização do campeoanto queria é que ambas, ao final da noite, transformassem a angústia da novidade em pilotar um kart em fellicidade.

E tudo deu certo. Assim foi.

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As duas pilotas tocaram num kart pela primeira vez. E isso foi possível por terem superado cãncer de mama há alguns anos. Edijane descobriu aos 29 anos, hoje tem 33. Já Vivianne teve a doença diagnosticada aos 36 anos, hoje tem 51. Passaram por duras batalhas e acabaram deixando a derrota para lá. Venceram. Tal como na pista da Granja Viana. Não foram as últimas em sua bateria. E celebraram.

"Quando me avisaram que não havia sido a última…". Edijane começou a falar sobre sua participação e o 14° lugar, entre 15 pilotos, e parou de repente. Sorriu. Não precisava falar mais nada, de fato.

Já Vivianne chegou até a "atacar" os outros pilotos – na pista, claro. "Esse negócio de olhar para trás não era para mim, eu não conseguia me mexer no carro, quem dirá olhar para trás. Eu me guiava pelo barulho, não tive essa manha. Quando conseguia me soltar um pouco mais, o pessoal passava perto e eu ficava 'eu vou alcançar, eu vou pegar."

Edijane Santos na terceira etapa da Copa GP (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

"Foi uma aventura": Edijane resumiu assim a participação. Claro, a vida as calejou, então um pouco de medo sempre há. Alta velocidade, curvas rápidas… Não foi fácil. "Eu fiquei com medo sim, de me machucar, de virar, essas coisas. Eu fiquei muito medrosa depois que eu operei, tenho pavor de me machucar. Pensei que se eu acelerasse e capotasse ia me machucar, por isso fui bem devagar. Mas pelo menos não fomos as últimas…", contou.

Viviane só lamentou a chuva, que aumentou um pouco o receio: "O máximo em que já andei foi a 160 km/h, reto, aqui na curva dá pavor. Medo de virar, eu sei que a pista é ótima, queria acelerar, mas dá medo. Mas não virei, não capotei, só senti quando estva garoando dar uma deslizada."

Vivianne Elias na Copa GP (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Medo vencido, qual a sensação que ficou? "Eu me senti em uma liberdade… Aquele vento na cara foi uma sensação muito boa. Adorei!", disse Edijane. Vivianne foi ainda mais sucinta: "Amei!"

Elas já planejam ir para a pista novamente. No ritmo delas, curtindo a aventura, as sensações. A vida as ensinou a ser assim. Arrependimento? "Nenhum. Queremos correr de novo."

Projeto Cereja

O projeto Cereja apoiou a Copa Grande Prêmio de Kart e nos ajudou a encontrar Vivianne e Edijane. O projeto é um trabalho voluntário junto a equipe de mastologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio da Escola Paulista de Medicina, que trata da realização de tatuagem de aréola ou micropigmentação de aréola em mulheres que passaram por mastectomia após o câncer de mama.

Troféus da  Copa GP, em homenagem ao Outubro Rosa (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

O Cereja atende pacientes que fizeram tratamento no hospital São Paulo, no ambulatório de mastologia, apelidado com carinho de 'Casa da Mama'. Viviane Baptista é a dermomicropigmentadora certificada que atende, voluntariamente, as mulheres que necessitam do tratamento. E explica o nome:

"Se chama Cereja pois, depois de todo o tratamento, feita a masectomia e de ter reconstruído a mama, muitas perdem a aréola. Quando fazemos nas pacientes, consideramos que era a "cereja que faltava no bolo", para simbolizar que isso foi vencido."

É possível conhecer mais sobre o projeto clicando aqui. O GRANDE PRÊMIO só pode agradecer pela parceria e pela participação de vivianne e Edijane, que abrilhantaram a Copa e tornaram a terceira etapa de nosso campeonato a mais especial até aqui.

A Copa Grande Prêmio tem coorganização da Amika – Associação de Amigos do Kart Amador.

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