Ex-Williams, Smedley assume como consultor da F1 para contar ao público sobre lado técnico “pouco visto”

Rob Smedley deixou a Williams, mas não deixa a F1. O dirigente foi anunciado como consultor técnico, cargo que promete interação com o público. Trabalhando ao lado do Liberty Media, Smedley vai ajudar a contar sobre o funcionamento das escuderias, trazendo informações sobre um lado técnico "não visto, ou pouco visto"

Rob Smedley não tardou em voltar a trabalhar na Fórmula 1. O engenheiro, que deixou a Williams ao fim de 2018, foi anunciado neste sábado (16) como novo consultor técnico da categoria. O cargo, apesar do nome, tem muito a ver com o público: de acordo com Smedley, o objetivo é trabalhar ao lado do Liberty Media para esclarecer o aspecto técnico, melhorando a comunicação a respeito de uma área "rica, mas pouco vista".
 
"É uma questão de passar uma mensagem coerente a respeito do lado técnico da F1", disse Smedley, entrevistado pelo site oficial da F1. "Como as coisas acontecem, os motivos para certas decisões serem tomadas, levar isso para plataformas distintas e, tomara, tentar contar uma história melhor sobre a F1. É realmente uma tentativa de levar a beleza interna da F1 ao público, aos fãs", seguiu.
Rob Smedley (Foto: Glenn Dunbar/Williams)
"Conversei com o Ross [Brawn] e nós dois somos da opinião de que existe um conteúdo técnico muito rico. Dados, a forma com que as equipes operam, e isso acaba não sendo contado. Isso é parte da história que sustenta a F1 e que o público acaba nunca vendo, ou vendo muito pouco. Existe uma oportunidade na nossa frente e precisamos fazer algo nesse nível", refletiu.
 
Smedley, portanto, chega ao Liberty Media para cumprir função distinta da de Ross Brawn. O ex-chefe de equipe agoora tem voz ativa e ganhou papel importante nos rumos da categoria.
 
A nova fase da carreira de Smedley vem após anos de trabalho em equipes como Ferrari e Williams. A experiência acumulada faz o britânico acreditar que o público ainda pode consumir mais conteúdo sobre o funcionamento das equipes.
 
"Já foi dito que eu tomei essa decisão para sair um pouco das usinas das equipes. Mesmo assim, ainda tenho uma paixão imensa pela F1 e espero que essa sejja uma forma de contribuir um pouco com o esporte, explicando ao público o que eu aprendi nos últimos 20 anos de F1 como engenheiro. Não falo só da questão técnica ou operacional, mas também do lado humano. As coisas que fazem todos esses homens e mulheres que trabalham na F1 a se comprometer e se dedicar", encerrou.

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