A Fórmula 1 é performance e inovação, mas também é estética. Com a temporada de lançamento dos carros para 2026 finalizada, o GRANDE PREMIUM traz o ranking dos carros mais bonitos do grid

A temporada 2026 da Fórmula 1 ainda não começou, mas os carros já estão em pista no tribunal mais implacável de todos: o do design. Com um novo regulamento técnico, mudanças profundas de conceito e soluções aerodinâmicas bem distintas entre as equipes, a categoria entregou um grid visualmente mais diverso — e, inevitavelmente, mais controverso.

Porque beleza, claro, é subjetiva. Mas isso não significa que não possa ser debatida, comparada e, principalmente, julgada. Algumas equipes acertaram em cheio na harmonia entre identidade, cores e formas. Outras até tiveram boas ideias, mas tropeçaram na execução. E houve quem simplesmente ignorou qualquer noção de elegância em nome da funcionalidade — ou nem isso.

Pensando nisso, o GRANDE PREMIUM organizou um ranking dos carros mais bonitos da F1 2026, do melhor ao pior, sem medo de assumir preferências e provocar o debate. Como são 11 equipes no grid, uma delas ficou fora da lista oficial e levou um prêmio especial — simbólico, claro — de “galã feio da F1”. Porque, convenhamos, nem todo mundo nasceu para brilhar na passarela — muito menos na pista.

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Cadillac

A Cadillac chegou à Fórmula 1 com os dois pés na porta no quesito estético. A equipe dos Estados Unidos apostou em uma combinação de preto e branco, com cada cor se sobressaindo em um lado do carro — trazendo memórias da BAR de 1999. Ao contrário de outras equipes do grid que têm duas cores de semelhante destaque, a Cadillac mandou muito bem ao usar o degradê para mesclar as diferentes tonalidades. Os detalhes inspirados no logo da marca na parte de trás dão o toque final em um belíssimo carro.

Cadillac deu show no primeiro carro da equipe na Fórmula 1 (Foto: Cadillac)

Haas

A Haas manteve o carro branco com detalhes em preto e vermelho, cor que ganhou um pouco mais de destaque pelos laços com a Toyota. Além de ser uma combinação que orna naturalmente, o time americano foi bem ao deixar o branco como dominante no modelo e não tentar seguir caminho semelhante ao da Cadillac, o que seria mais difícil com três cores. O simples que funcionou muito bem.

A Haas mostrou como o simples funciona com o VF-26 (Foto: Haas)

Red Bull

Após dez temporadas com o visual fosco que marcou a era-Max Verstappen praticamente inalterado, a Red Bull inicia oficialmente a parceria com a Ford de cara nova. Claro que a pintura manteve tradições da equipe, como os logos da marca de energéticos na tampa do motor e no bico. Mas a base passa a ter um azul mais forte, com pequenos elementos um pouco mais escuros que dão uma sensação de camuflagem ao serem vistos de longe. A volta do círculo branco ao redor do número traz uma nostalgia que remete aos dias de Sebastian Vettel e completa bem o visual dos taurinos.

Após dez anos, a Red Bull chegou para 2026 de cara nova (Foto: Red Bull)

McLaren

Time que está ganhando não se mexe, certo? A McLaren resgatou o histórico laranja em 2017 e testou algumas tonalidades e combinações com cores diferentes até conseguir emplacar o visual mesclado com preto que vem usando nos últimos anos. Após muitas décadas sem uma cara própria, variando de acordo com o principal patrocinador — o que, verdade seja dita, rendeu algumas pinturas icônicas —, é legal ver a equipe britânica apostando na construção de uma identidade própria. E, por mais que seja praticamente o mesmo de 2025, é um carro inconfundível e muito bonito.

McLaren mantém a bonita combinação de laranja e preto no MCL40 (Foto: McLaren)

Ferrari

Talvez o carro que divida mais opiniões entre os fãs da F1. A pintura com o branco na tampa do motor e contornando o cockpit lembra os modelos da Ferrari pilotados por Niki Lauda. Considerando a aparente intransigência da HP na aplicação do logo azul no carro, é uma boa saída para integrar de forma minimamente agradável. Ficaria ainda melhor se as asas dianteira e traseira não fossem pretas para combinar mais com o resto, mas não é isso que estraga a SF-26.

Ame-o ou odeie-o, ninguém é indiferente ao carro da Ferrari para F1 2026 (Foto: Ferrari)

Racing Bulls

A Racing Bulls é uma das equipes do grid atual que mais mudou de identidade ao longo da trajetória na F1, mas acertou em cheio no ano passado ao apresentar um carro branco com detalhes azuis. Para 2026, manteve o visual, aumentando a presença do azul, que foi aplicado com linhas um pouco mais agressivas. Uma bela continuidade, que pode dar o tom do time italiano nos próximos anos.

Racing Bulls evoluiu o bonito visual que estreou em 2025 (Foto: Red Bull Content Pool)

Mercedes

A Mercedes acerta ao seguir mesclando o tradicional prateado da marca com o preto que marcou época com Lewis Hamilton. Porém, as cores dialogam muito mal no W17. As linhas em turquesa da Petronas dividem bem as cores ao ver o carro pela lateral, mas o preto e o prata se encontram na parte superior em uma transição muito malfeita e esquisita. Tivesse apostado em um degradê mais suave, como fez a Cadillac, poderia ter ficado muito melhor.

Mercedes não soube mesclar bem prata com preto no W17 (Foto: Mercedes)

Audi

Decepção é a palavra que melhor define o primeiro carro da Audi na F1. Prata, preto e laranja — sim, segundo a paleta Pantone, a traseira do R26 é laranja, não vermelha — formaram uma combinação muito bonita. Mas a disposição das cores em “blocos” deixou o carro com um visual engessado e sem graça. Sem contar a falta de criatividade da equipe alemã, que simplesmente aplicou os logos dos patrocinadores à pintura conceito revelada previamente e mandou o carro para pista. Prometeu muito, mas entregou pouco.

Audi prometeu muito, mas entregou pouco no visual do R26 (Foto: Audi)

Aston Martin

A Aston Martin é uma das equipes que aposta na continuidade, com o tradicional verde e detalhes em tom marca texto. Mas, dessa vez, o time britânico trouxe um preto na lateral que mais parece que acabou a tinta na hora de imprimir o envelopamento do carro. A asa traseira azul por causa da Aramco também fica totalmente destoante do resto. O degradê com a bandeira do Reino Unido no bico foi um toque legal, mas muito pequeno. O AMR26 é a prova de como detalhes malfeitos podem estragar um visual bonito.

Aston Martin enfeiou o AMR26 com alguns detalhes destoantes (Foto: Aston Martin)

Williams

A Williams é a equipe que teve um dos maiores downgrades em termos de beleza nos últimos anos. O FW48 até tem um tom bonito de azul, mas com basicamente nenhum elemento para aprimorar o visual, fazendo o carro parecer totalmente liso visto de frente. No lado, traz um azul mais claro e branco de dois patrocinadores, mas sem nenhum diálogo entre as cores. Muito sem graça, ainda mais em comparação com o visual ousado que foi escolhido pelos fãs para os testes em Barcelona — como a equipe não participou, a pintura foi à pista apenas no shakedown em Silverstone.

A Williams trouxe um FW48 com pouca inspiração (Foto: Williams)

Prêmio galã feio da F1: Alpine

Não é à toa que a Alpine não entra oficialmente no ranking. Azul e rosa não formam uma combinação que dialogue muito bem, ainda mais sem uma borda branca ligando ambas e suavizando o choque entre as cores. Além disso, a aplicação na parte frontal faz parecer que tem uma pintura sobre outra. De longe, o carro mais feio do grid da F1.

A Alpine não consegue acertar na combinação do azul com o rosa da patrocinadora (Foto: Alpine)

Fórmula 1 retorna à pista de 11 a 13 de fevereiro, no Bahrein, para a primeira de duas baterias de testes coletivos da pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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