A F1 comemora oficialmente 75 anos neste 13 de maio. Para celebrar a data, o GRANDE PREMIUM preparou um especial sobre a primeira corrida da história do Mundial, o GP da Inglaterra de 1950. Confira todos os pilotos que compuseram o grid na ocasião

Neste dia 13 de maio de 2025, a Fórmula 1 celebra exatos 75 anos de existência, desde a primeira corrida da história, em 1950. O GP da Inglaterra daquele ano foi o pontapé inicial de uma história que se aproxima do centenário, repleta de momentos imortalizados nos livros do esporte. E tudo começou em Silverstone, com uma corrida vencida pela Alfa Romeo de Giuseppe ‘Nino’ Farina — o primeiro campeão de todos os tempos.

Em homenagem à celebração histórica da categoria, o GRANDE PREMIUM lista todos os pilotos que compuseram o grid daquela corrida, além de pequenos perfis sobre a vida de cada um, fotos e estatísticas sobre as carreiras depois daquela estreia. Em uma época de nascimento para a F1, naturalmente, os pilotos precisavam manter outras profissões para sobreviver, visto que o esporte demoraria até se profissionalizar.

No total, 21 pilotos alinharam para a prova que iniciou a história da F1 — e apenas 12 cruzaram a linha de chegada. Farina venceu com a Alfa Romeo no que seria o caminho do título, e a montadora italiana emendou logo o primeiro 1-2-3 da história com Luigi Fagioli em segundo e Reg Parnell em terceiro. Juan Manuel Fangio, grande destaque da década e futuro pentacampeão mundial, teve problemas no carro e abandonou.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Largada do GP da Inglaterra de 1950 (Foto: Reprodução)

Confira os pilotos que competiram no GP da Inglaterra de 1950

Alfa Romeo

Nino Farina

Nino Farina (Foto: Rainer Nyberg)

Nascido em 1930, em Turim, Emilio Giuseppe ‘Nino’ Farina foi o primeiro campeão mundial da Fórmula 1, em 1950, pela Alfa Romeo. Formado em economia, começou nas corridas de montanha nos anos 1920 antes de correr pela Maserati e depois pela Ferrari. Em 1946, venceu o GP das Nações com a Alfa Romeo. No ano seguinte, passou a brilhar também com a Maserati. Em 1950, ganhou três GPs e superou Juan Manuel Fangio para conquistar o título inaugural da F1. Seguiu competitivo até 1953, quando venceu pela quinta e última vez. Deixou a F1 após a temporada 1955. Morreu em 1966, num acidente de carro enquanto ia acompanhar o GP da França.

  • Idade em 1950: 43 anos
  • Títulos: 1 (1950)
  • Vitórias: 5
  • Poles: 5
  • Pódios: 20
  • Pontos: 127,33
  • Corridas disputadas: 33
  • Melhor posição final de corrida: 1°
  • Melhor posição final de campeonato: 1°

Luigi Fagioli

Luigi Fagioli (Foto: Reprodução)

Luigi Cristiano Fagioli nasceu em Osimo, Itália, em 1898, e foi um dos grandes veteranos do início da F1. Começou a correr em 1925 e brilhou nos anos 1930 com Maserati, Ferrari e Mercedes. Após a Segunda Guerra, voltou às pistas com a Alfa Romeo em 1950, formando o trio lendário com Farina e Fangio. Ficou em terceiro no campeonato inaugural, com quatro segundos lugares. Em 1951, venceu o GP da França ao dividir carro com Fangio, tornando-se o mais velho vencedor da F1 (53 anos) e o único nascido no século XIX a vencer uma prova. Morreu em 1952 após acidente em Mônaco, em prova de carros esportivos.

  • Idade: 51
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 1
  • Poles: 0
  • Pódios: 6
  • Pontos: 32
  • Corridas disputadas: 7
  • Melhor posição final de corrida: 1°
  • Melhor posição final de campeonato: 3º

Juan Manuel Fangio

Juan Manuel Fangio (Foto: Rainer Nyberg)

Argentino nascido em Balcarce, em 1911, Juan Manuel Fangio começou no automobilismo sul-americano antes de se destacar na Europa no pós-guerra. Estreou na F1 com a Alfa Romeo e venceu três corridas, ficando em segundo no campeonato de 1950. Conquistou o primeiro título em 1951, ainda pela equipe italiana, e tornou-se o maior nome da década, somando cinco títulos mundiais entre 1951 e 1957 por quatro times diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Mercedes e Ferrari. Famoso pelo estilo técnico e preciso, é considerado um dos maiores pilotos da história. Aposentou-se em 1958 e morreu em 1995, aos 84 anos, por insuficiência renal crônica.

  • Idade: 39
  • Títulos: 5 (1951,1954, 1955, 1956, 1957)
  • Vitórias: 24
  • Poles: 29
  • Pódios: 35
  • Pontos: 277,64
  • Corridas disputadas: 51
  • Melhor posição final de corrida: 1°
  • Melhor posição final de campeonato: 1°

Reg Parnell

Reg Parnell (Foto: Reprodução)

Britânico de Derby, Reg Parnell construiu carreira sólida no automobilismo britânico antes da F1. Disputou o GP da Inglaterra de 1950 com a Alfa Romeo e foi terceiro, entrando no primeiro pódio da história. Teve participações esporádicas até 1954, alternando bons resultados e corridas por fora do campeonato. Após encerrar a carreira nas pistas, tornou-se chefe de equipe e dirigente técnico, inclusive comandando a Aston Martin. Morreu subitamente em 1964, vítima de peritonite.

  • Idade: 38
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 1
  • Pontos: 9
  • Corridas disputadas: 6
  • Melhor posição final de corrida: 3º
  • Melhor posição final de campeonato: 10º

Alta

Geoffrey Crossley

Geoffrey Crossley (Foto: Patrice Vatan)

O britânico Geoff Crossley nasceu em Baslow, em 1921, e teve uma trajetória breve na categoria. Antes, competiu em eventos menores e, após a guerra, passou a correr com o carro da Alta. Em Silverstone, largou do fim do grid e abandonou com problemas mecânicos. Ainda naquele ano, correu na Bélgica e terminou em nono. Com dificuldades financeiras para manter o carro, encerrou a carreira em seguida. Em 1955, tentou um breve retorno com um carro próprio, mas desistiu após maus resultados em etapas extraoficiais. Morreu em 2002, vítima de um AVC.

  • Idade: 29
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 2
  • Melhor posição final de corrida: 9°
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Joe Kelly

Joe Kelly (Foto: Reprodução)

Joseph Kelly, irlandês de Dublin, disputou apenas duas corridas na F1 — e as duas na Inglaterra. O primeiro, claro, foi o de 1950, quando ficou de fora da classificação final por terminar 13 voltas atrás. Depois, voltou em 1951 e repetiu o resultado. Sem um grande equipamento em mãos, concentrou-se em corridas fora do Mundial. Em 1952, adaptou sua Alta com motor Bristol e a renomeou IRA, mas nunca voltou à F1. Após um grave acidente em 1955, deixou as pistas e virou concessionário da Ferrari na Irlanda, encerrando a carreira como piloto. Morreu em 1993, aos 80 anos.

  • Idade: 37
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 2
  • Melhor posição final de corrida: NC
  • Melhor posição final de campeonato: NC

ERA

Peter Walker

Peter Walker (Foto: Reprodução)

O britânico Peter Walker teve uma participação curtíssima no primeiro GP da história da F1. Largou em décimo e deu apenas duas voltas antes de ceder o carro a Tony Rolt, que também abandonou a prova. Walker teve destaque posterior ao terminar em sétimo com a BRM no GP da Inglaterra de 1951. Ainda correu duas vezes por Maserati e Connaught em 1955, mas abandonou em ambas. Teve mais destaque em categorias de carros esportivos e chegou a vencer as 24 Horas de Le Mans em 1951. Encerrou a carreira após um grave acidente, em 1956. Morreu em 1984, aos 71 anos.

  • Idade: 38
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 4
  • Melhor posição final de corrida: 7°
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Tony Rolt

Tony Rolt (Foto: Reprodução)

O britânico Tony Rolt começou a correr em 1936, com apenas 18 anos, e teve a carreira interrompida pela Segunda Guerra Mundial, durante a qual foi condecorado por tentativas de fuga de um campo de prisioneiros. Retomou as corridas em 1948, pela Alfa Romeo. Em 1950, participou do GP da Inglaterra, revezando o carro com Peter Walker, mas abandonou com problemas técnicos. Competiu em apenas outros dois GPs, em 1953 e 1955, mas não completou nenhuma das provas. Brilhou mesmo em disputas de resistência e venceu as 24 Horas de Le Mans de 1953 com a Jaguar. Morreu em 2008, tendo sido o último membro vivo do grid inaugural.

  • Idade: 32
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 3
  • Melhor posição final de corrida: NC
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Leslie Johnson

Leslie Johnson (Foto: Reprodução)

Nascido em 1912, o britânico Leslie Johnson ficou conhecido pela carreira em provas de endurance e disputou apenas uma corrida na F1: justamente a primeira de todas, em 1950 com a ERA. No entanto, não teve grande desempenho e abandonou. Depois, continuou a competir em provas como 24 Horas de Le Mans e Rali de Monte Carlo. Sofrendo de problemas cardíacos, morreu em 1959 após um infarto.

  • Idade: 38
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 1
  • Melhor posição final de corrida: NC
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Bob Gerard

Bob Gerard (Foto: Reprodução)

Bob Gerard teve carreira sólida no automobilismo britânico, com bons resultados fora da F1. Terminou em sexto na corrida inaugural da categoria, resultado repetido em Mônaco — quando escapou de um acidente coletivo. Disputou esporadicamente o Mundial até 1957, quase sempre com carros próprios, mas nunca pontuou. Após a aposentadoria, virou chefe de equipe em provas menores. Morreu em 1990, aos 76 anos.

  • Idade: 36
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 8
  • Melhor posição final de corrida: 6º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Cuth Harrison

Cuth Harrison (Foto: Reprodução)

Mais conhecido por correr com carros esportivos, Cuth Harrison participou de apenas três GPs da F1, todos em 1950. O único que completou, porém, foi justamente o da Inglaterra, em sétimo. Em Mônaco, foi envolvido em acidente na largada, antes de abandonar na Itália por quebra mecânica. Após 1950, deixou a F1 e voltou ao trial, onde foi campeão britânico em 1952. Fundador da conhecida concessionária TC Harrison Ford, morreu em 1981, aos 74 anos.

  • Idade: 43
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 3
  • Melhor posição final de corrida: 7º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Maserati

Príncipe Bira

Príncipe Bira (Foto: Rainer Nyberg)

Membro da Dinastia Chakri, da Tailândia, Birabongse Bhanudej Bhanubandh iniciou a carreira no automobilismo europeu nos anos 1930. Após a guerra, retornou à ativa e participou da corrida inaugural da F1 pela Maserati. Teve destaque em provas fora do campeonato, conquistando uma vitória em 1951 e outra em 1954. Encerrou a carreira nas pistas em 1955. Além da trajetória como piloto, foi velejador e disputou os Jogos Olímpicos em 1956, 1960, 1964 e 1972. Morreu em 1985, aos 71 anos, vítima de um ataque cardíaco.

  • Idade: 36
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 8
  • Corridas disputadas: 19
  • Melhor posição final de corrida: 4°
  • Melhor posição final de campeonato: 8°

Emmanuel de Graffenried

Emmanuel de Graffenried (Foto: Reprodução)

Francês radicado na Suíça, Emmanuel de Graffenried começou a correr nos anos 1930 e foi bastante competitivo na era pré-F1. Chegou a vencer o GP da Inglaterra de 1949, um ano antes da criação da categoria. Disputou o Mundial até 1956, mas teve mais destaque em provas fora do campeonato. Após se aposentar, participou de eventos históricos como o jubileu de Silverstone e fez a última exibição em um carro de corrida em 1998. Morreu em 2007, aos 92 anos, como o penúltimo remanescente do primeiro grid de largada da história da F1.

  • Idade: 36
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 9
  • Corridas disputadas: 22
  • Melhor posição final de corrida: 4°
  • Melhor posição final de campeonato: 8°

Louis Chiron

Louis Chiron (Foto: Patrice Vatan)

Veterano monegasco, Louis Chiron teve carreira destacada antes da F1, com vitórias em GPs europeus nos anos 1930, incluindo o de Mônaco de 1931. Foi o único piloto local a vencer no Principado até Charles Leclerc, que repetiu o feito em 2024. Retornou após a guerra com a Maserati e foi terceiro na corrida de casa em 1950, aos 50 anos. Disputou corridas até 1955, quase sempre com equipes particulares. É o piloto mais velho a disputar uma corrida de F1, com 55 anos. Em 1958, aos 58, chegou a participar dos treinos para a etapa de Monte Carlo, mas não esteve no grid de largada. Após a aposentadoria, passou a atuar como organizador da corrida local. Morreu em 1979, aos 79 anos, e dá nome a uma das curvas do traçado monegasco.

  • Idade: 50
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 1
  • Pontos: 4
  • Corridas disputadas: 15
  • Melhor posição final de corrida: 3°
  • Melhor posição final de campeonato: 10°

David Hampshire

David Hampshire (Foto: Reprodução)

David Hampshire iniciou a carreira nos anos 1930 e voltou após a guerra com boas atuações em provas nacionais. Na F1, disputou apenas dois GPs: na Inglaterra e França, ambos em 1950. Participou de mais provas extracampeonato e venceu corridas menores com ERA e Maserati. Encerrou a carreira pouco depois do início da F1 e morreu em 1990, aos 76 anos.

  • Idade: 32
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 2
  • Melhor posição final de corrida: 9º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

David Murray

David Murray (Foto: Reprodução)

Escocês com carreira tardia, David Murray era dono de uma concessionária e correu como piloto particular. Disputou apenas quatro GPs da F1, entre 1950 e 1952, mas não terminou nenhum. Mais tarde, fundou a equipe Ecurie Ecosse, que teve sucesso em Le Mans. Morreu em um acidente de carro na Espanha, em 1973, aos 63 anos.

  • Idade: 41
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 4
  • Melhor posição final de corrida: NC
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Joe Fry

Joe Fry (Foto: Reprodução)

Membro da família dona da tradicional marca britânica Fry’s Chocolate, Joe Fry foi mais conhecido no automobilismo por disputar corridas de montanha, as hillclimbs. Na F1 participou apenas da primeira prova, mas abandonou com problemas mecânicos. Morreu ainda em 1950, aos 34 anos, em um acidente durante uma corrida de montanha em Blandford.

  • Idade: 34
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 1
  • Melhor posição final de corrida: 10º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Brian Shawe-Taylor

Brian Shawe-Taylor (Foto: Reprodução)

Irlandês de Dublin, Brian Shawe-Taylor iniciou a carreira no automobilismo nos anos 1930. Teve carreira discreta no esporte, com bons resultados em provas nacionais e um pódio no GP da Holanda de 1949. Alinhou no histórico GP da Inglaterra de 1950 em dupla com Joe Fry e abandonou após uma falha mecânica. Depois, ainda disputou a etapa inglesa em 1951 — largou em quinto e terminou em oitavo. Após essa experiência, retirou-se das competições. Morreu em 1999, aos 88 anos.

  • Idade: 35
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 2
  • Melhor posição final de corrida: 8º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Talbot-Lago

Yves Giraud-Cabantous

Yves Giraud Cabantous (Foto: Patrice Vatan)

Yves Giraud-Cabantous iniciou a carreira nos anos 1930, competindo com carros esportivos. Disputou as tradicionais 24 Horas de Le Mans em 11 oportunidades e teve o segundo lugar de 1938 como melhor resultado. Após a guerra, foi competitivo em GPs franceses, o que o levou à corrida de estreia da F1. Disputou 13 etapas pelo Mundial entre 1950 e 1953. Encerrou a carreira na metade da década e deixou as pistas. Morreu em 1973, aos 74 anos.

  • Idade: 51
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 5
  • Corridas disputadas: 14
  • Melhor posição final de corrida: 4º
  • Melhor posição final de campeonato: 14º

Eugène Martin

Eugène Martin (Foto: Reprodução)

Nascido em 1915, o francês Eugène Martin disputou diversos GPs europeus no período pré-F1. Pelo Mundial, participou apenas de duas etapas, ambas em 1950: na Inglaterra, onde abandonou com problemas no motor, e na Suíça, quando sofreu acidente grave e fraturou a perna, encerrando sua passagem pela categoria. Tentou correr em 1954, mas se acidentou novamente e abandonou o automobilismo de vez. Atuou depois como engenheiro. Morreu em 2006, aos 93 anos.

  • Idade: 35
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 2
  • Melhor posição final de corrida: NC
  • Melhor posição final de campeonato: NC

Louis Rosier

Louis Rosier (Foto: Reprodução)

Louis Rosier iniciou a carreira nos anos 1930 como um nome conhecido nos GPs europeus e nas corridas de carros esportivos. Disputou nove edições das 24 Horas de Le Mans, venceu em 1950 ao lado do filho, Jean-Louis Rosier, e mantém até hoje a marca de editar a única dupla entre pai e filho que conseguiu a glória na prova. Na F1, disputou 38 corridas entre 1950 e 1956, além de diversas provas extraoficiais. Subiu ao pódio duas vezes na primeira temporada, mas teve mais sucesso nas corridas fora do campeonato — venceu oito vezes e ainda se tornou um dos pilotos de maior sucesso em provas não oficiais. Morreu em 1956 após um acidente na Coupe du Salon, corrida disputada em Montlhéry, na França.

  • Idade: 44
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 2
  • Pontos: 18
  • Corridas disputadas: 38
  • Melhor posição final de corrida: 3º
  • Melhor posição final de campeonato: 4º

Philippe Jean Armand Étancelin

Philippe Étancelin (Foto: Patrice Valan)

Philippe Jean Armand Étancelin iniciou a carreira no automobilismo em 1926, disputando GPs europeus. Nos anos 1930, correu duas vezes as 24 Horas de Le Mans e venceu a prova em 1934. Após a guerra, voltou às pistas por Delage e Talbot-Lago, conquistando bons resultados em provas menores. Estreou na F1 aos 53 anos, no GP da Inglaterra de 1950, e ainda somou dois quintos lugares naquele ano. Até 1952, disputou outras 11 provas, sem grande sucesso. Em 1953, após novo pódio em prova extraoficial, aposentou-se das competições, fazendo apenas aparições esporádicas em eventos com carros históricos até meados dos anos 1970. Morreu em 1981, aos 84 anos.

  • Idade: 53
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 3
  • Corridas disputadas: 12
  • Melhor posição final de corrida: 5º
  • Melhor posição final de campeonato: 18º

Johnny Claes

Johnny Claes (Foto: Reprodução)

Britânico radicado na Bélgica, Johnny Claes tornou-se piloto após atuar como tradutor numa corrida na França, em 1947. Estreou com uma Talbot-Lago e obteve bons resultados em provas independentes, especialmente no GP das Fronteiras, que venceu duas vezes. Participou do Mundial de F1 entre 1950 e 1955, mas sem pontuar. Como melhor resultado, obteve um sétimo lugar em Mônaco. Correu também de F2 e em ralis, vencendo o exigente Liège-Roma-Liège, em 1953. Em 1955, subiu ao pódio das 24 Horas de Le Mans. Diagnosticado com tuberculose, morreu em 1956, aos 39 anos.

  • Idade: 33
  • Títulos: 0
  • Vitórias: 0
  • Poles: 0
  • Pódios: 0
  • Pontos: 0
  • Corridas disputadas: 23
  • Melhor posição final de corrida: 7º
  • Melhor posição final de campeonato: NC

OUÇA A SÉRIE ESPECIAL SOBRE OS 75 ANOS DA FÓRMULA 1:
▶️
 Popular e em forma: como a Fórmula 1 chega aos 75 anos | Paddockast #184
▶️ Como Ecclestone moldou F1 e deu relevância em anos de guerra | Paddockast #185
▶️ Eddie Jordan e o adeus do último dos garagistas da Fórmula 1 | Paddockast #186
▶️ Do impacto dos V6 híbridos à chance dos V10: qual é o futuro da F1? | Paddockast #187
▶️É assim que acaba? O que história da F1 revela sobre a crise da Red Bull | Paddockast #188
▶️Novo Senna? O peso em cima dos atletas brasileiros depois de Ayrton | Paddockast #190

Outras opções: Android | Castbox | Deezer | Google Podcasts | Listen Notes | iTunes | playerFM | Spreaker

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar