A MotoGP chega à última etapa da temporada 2024 com Jorge Martín e Francesco Bagnaia disputando o título do Mundial de Pilotos. Separados por 24 pontos, os dois vão se enfrentar em Barcelona com motos iguais e campanhas bastante parecidas. Mas onde reside a diferença entre eles? O GRANDE PREMIUM analisa

Tal qual aconteceu nos últimos dois anos, a MotoGP vai definir o título de 2024 apenas na última etapa. E, de novo, em um confronto entre Jorge Martín e Francesco Bagnaia. Desta vez, porém, é o espanhol que chega à Barcelona em vantagem.

O traçado catalão entrou na programação de última hora para substituir o circuito Ricardo Tormo, já que a Comunidade Valenciana vive uma tragédia climática provocada por uma DANA (Depressão Isolada em Níveis Altos), que causou intensas chuvas e fortes inundações, deixando um rastro de destruição, mais de 200 mortos e centenas de desaparecidos.

Na segunda parada do ano em Montmeló, Martín chega com uma situação para lá de confortável. Com 37 pontos ainda em jogo, o espanhol de Madri tem 24 de frente e, assim, pode assegurar o título ainda na sprint. Tudo que precisa é abrir dois pontos mais de vantagem, uma vez que o critério de desempate — o número de vitórias em GP — favorece ao italiano.

Bicampeão, Pecco precisa vencer, mas isso não basta. O tricampeonato só vira em 2024 na base de um grande revés do piloto da Pramac ou de outros (muitos) rivais que possam se colocar entre os dois para roubar pontos do #89.

Jorge Martín e Francesco Bagnaia vão se enfrentar uma última vez em Barcelona em 2024 (Foto: Divulgação/ MotoGP)

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Mas a posição frágil desta última corrida não reflete completamente a campanha de Bagnaia. O italiano foi quem mais venceu corridas em 2024, somando um total de 16 triunfos: dez em GPs e seis em sprints. Martín, por sua vez, faturou dez vitórias: três em GPs e sete em sprints.

Martín leva vantagem também no quesito poles, já que conseguiu sete contra as cinco de Pecco. O italiano, porém, fez muito mais voltas na liderança. Nas estatísticas oficiais da MotoGP, o piloto de Torino puxou a fila em 313 giros, contra 266 de Martín.

Em termos de voltas mais rápidas, o placar também é mais favorável a Bagnaia, com 11 (cinco em sprint e seis em GP) a seis (quatro em sprint e seis em GP).

A grande diferença entre eles, contudo, está nos erros. Bagnaia errou muito mais. O titular da Ducati registrou oito abandonos no ano — cinco só em sprints —, contra três de Martín. E é a campanha mais regular do espanhol que tem feito toda a diferença. O próprio Pecco já assumiu que está pagando pelo volume excessivo de erros que cometeu em 2024.

“Esta é a minha melhor temporada, mas também aquela em que mais errei e em que mais caí”, assumiu Pecco após o GP da Tailândia.

Chegando para a etapa final, os erros pesam em cima de Bagnaia e ameaçam colocar um ponto final — ou ao menos uma vírgula — na série vitoriosa dele.

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