Lando Norris respondeu Oscar Piastri e venceu um GP da Hungria que teve construção muito parecida com a do GP da Bélgica, mas com os papéis invertidos. E, assim como em Spa, a McLaren que vinha atrás, mas com pneus melhores, não conseguiu fazer a ultrapassagem. O fim de semana ainda teve novas boas performances de George Russell e Charles Leclerc, enquanto Lewis Hamilton se afundou de várias formas
O GP da Hungria esquentou novamente a disputa pelo título da F1 2025. A corrida do último domingo (3), vencida por Lando Norris, mostrou também outra vez uma versão de Oscar Piastri longe da perfeição, permitindo brechas para o inglês sonhar forte com o campeonato.
O pódio foi completado por George Russell, outra vez aproveitando as oportunidades que apareceram e somando bons pontos. Em quarto, Charles Leclerc foi o retrato da decepção depois de largar da pole e ver tudo ruir em questão de minutos, da estratégia aos problemas de rendimento do carro, tudo veio junto.
A ‘F1 B’ brilhou na Hungria em fim de semana duro para quase todo mundo lá da frente. Fernando Alonso foi quinto, seguido pelo pupilo Gabriel Bortoleto, em etapa inspiradíssima. Lance Stroll e Liam Lawson vieram na sequência, com Max Verstappen atrás, num dos desempenhos mais fracos da Red Bull desde a chegada do neerlandês por lá. Kimi Antonelli completou o top-10, enfim pontuando em uma corrida na Europa. Lewis Hamilton ficou fora da zona de pontos e deu declarações extremamente dramáticas pós-sessões, jogando a toalha na Ferrari.
O Ranking GP parte para mais uma distribuição de notas, do vencedor Norris a Oliver Bearman, que teve problemas no carro e abandonou quando brigava por pontos.

As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum.
1º) Lando Norris – 8.0 – Uma das menores notas para vencedores de corrida no ano, hein? É que Norris merece elogios por ter aproveitado a chance, pelo cuidado que teve com os pneus já bem gastos, mas não dá para fingir que não foi mal na classificação, pior ainda na primeira volta. No fim, mereceu a vitória por ter executado bem a corrida da maneira que ela se ofereceu, só que é fato que a tática meio que caiu do céu ali.
2º) Oscar Piastri – 7.0 – Fez classificação e começo de corrida um pouco melhores que Norris, mas foi burocrático ao perseguir Leclerc no início e, depois, quando viu que Lando estava na tática certa, precisava ter feito coisa melhor com pneus bem mais novos. Não fez e ainda realizou uns ataques totalmente desesperados nos metros derradeiros. A brecha para Norris foi dada de novo.
3º) George Russell – 8.5 – O rei do oportunismo da F1 2025 teve mais um episódio desses na Hungria. Russell não tinha carro para pódio, mas as coisas se apresentaram para ele. E George aproveitou, claro. Destaque para o ritmo que imprimiu no stint final e, principalmente, para a largada. Faz um grande temporada.

4º) Charles Leclerc – 8.0 – Leclerc, certamente, receberia a maior nota do fim de semana, mas deu uma surtada naquele final e, sinceramente, escapou de punição pior pela jogada de carro em cima de Russell. A frustração é totalmente compreensível, mas precisamos ser justos aqui com os critérios de sempre. De resto, uma das poles mais inesperadas do ano e um desempenho que era fantástico até a Ferrari acabar com tudo na tática e na performance. Merecia bem mais.
5º) Fernando Alonso – 9.0 – Grande fim de semana de Alonso. Além do quinto lugar e de comandar a ‘F1 B’ praticamente o tempo todo, o espanhol ainda teve de lidar com dores e, mesmo assim, entregou tudo. Não é um ano consistente do bicampeão, muito longe disso, mas os bons momentos são especiais.
6º) Gabriel Bortoleto – 9.0 – A melhor atuação do brasileiro na F1. Consistente de novo, mas mais do que isso: foi para cima do pelotão intermediário e ganhou terreno importante. Só faltou tirar Alonso da frente, mas uma ótima exibição e muitos pontos na conta. Vai para as férias em alta.
7º) Lance Stroll – 8.0 – Alonso foi superior, mas isso não quer dizer que Stroll tenha ido mal. O canadense levou para casa um bom resultado e passou perto de desafiar Bortoleto depois das paradas. Bom trabalho.
8º) Liam Lawson – 8.0 – A cena de Lawson segurando Verstappen por várias voltas foi, certamente, especial para o neozelandês. Uma resposta, ainda que tardia, ao episódio da demissão tão cedo que sofreu na temporada, ainda na Red Bull. Vem se recuperando e desafiando Hadjar.
9º) Max Verstappen – 5.5 – Impressionante ver que Verstappen ficou em nono sem punição, acidente, toque, nada. Foi o ritmo real do tetracampeão em uma Red Bull que, na Hungria, estava especialmente horrorosa. Valeu por ter ido ao Q3 e aos pontos, não tinha carro nem para isso.
10º) Kimi Antonelli – 5.5 – Antonelli, finalmente, saiu do zero em etapas disputadas na Europa. Quer dizer que foi bem na Hungria? De jeito nenhum, mas talvez tenha sido um ponto para iniciar recuperação, ganhar confiança. Precisa entregar muito mais do que isso com uma Mercedes.

11º) Isack Hadjar – 6.0 – Curioso que Hadjar liderava a Racing Bulls até o Q3, em que fez só uma tentativa e, dali para frente, perdeu Lawson de vista. O duelo dos dois tem começado a ser decidido nos detalhes e, neles, o neozelandês tem respondido bem. Isack precisava frequentar mais os top-10, mas é ainda um ótimo ano de novato.
12º) Lewis Hamilton – 2.0 – Um fim de semana terrível de Hamilton nas pistas e, talvez, ainda pior fora delas. O heptacampeão fez mais uma classificação péssima e não se recuperou na prova, mas ao se chamar de “inútil” e sugerir que a Ferrari troque de piloto, Lewis mostrou um lado que ninguém gosta de ver. Não faz sentido se jogar tão para baixo assim, é ele quem tem de ser o primeiro a acreditar.
13º) Nico Hülkenberg – 4.5 – Foi facilmente batido por Bortoleto e não passou perto dos pontos. Ajudou Gabriel ali ao atrapalhar Stroll, mas foi basicamente isso que fez de bom. Precisa voltar a se classificar bem, são quatro corridas seguidas largando atrás do 14º lugar. Aí complica para reagir, por mais que Nico já tenha feito uns milagres.
14º) Carlos Sainz – 4.5 – Assim como a Red Bull, a Williams e a Alpine eram equipes que não tinham muito o que fazer na Hungria, os carros não andam bem lá. Sainz foi melhor que Albon, pelo menos isso. Mas só isso.
15º) Alexander Albon – 4.0 – Uma classificação terrível e uma reação tímida na corrida. Não tinha ritmo, uma das piores provas de Albon em 2025.

16º) Esteban Ocon – 4.5 – A Haas não viveu um grande fim de semana, nem Ocon. Tentou dar o bote na tática, não funcionou. Corrida bem discreta.
17º) Yuki Tsunoda – 2.5 – Um fim de semana pífio da Red Bull, é verdade, mas Tsunoda não se ajuda. Ainda que tenha andado mais próximo de Verstappen em volta rápida, só andou para trás depois.
18º) Franco Colapinto – 4.5 – A Alpine era, de novo, a pior equipe do fim de semana. Mas Colapinto superou Gasly no sábado e no domingo. Fez uma péssima largada, diga-se.
19º) Pierre Gasly – 3.5 – Muito mal, ainda que vendido pela falta de performance dos franceses. Punido na corrida, para piorar tudo e ficar atrás de Colapinto.
NC) Oliver Bearman – 5.0 – Deu azar que o carro quebrou, mas estava ali perto dos pontos com Hadjar, Antonelli. Bearman fazia, desde a classificação, fim de semana melhor que o de Ocon.

GP da Hungria – 8.0 – Foi uma boa edição de GP da Hungria. E exatamente com as características que a pista entrega, aliás: disputas apertadas, batalhas estratégicas. Muito mais braço dos pilotos e menos DRS resolvendo tudo. A pole de Leclerc também ajudou a levantar a avaliação e embolou mais as coisas.
Melhor GP – GP da Inglaterra – 9.0
Pior GP – GP do Japão – 2.0
Média: 6.6
MÉDIA DA TEMPORADA:
1º) Oscar Piastri – 7.8
2º) George Russell – 7.4
3º) Max Verstappen – 7.3
4º) Alexander Albon – 7.1
5º) Lando Norris – 7.0
6º) Charles Leclerc – 7.0
7º) Nico Hülkenberg – 6.5
8º) Pierre Gasly – 6.2
9º) Fernando Alonso – 6.2
10º) Isack Hadjar – 6.1
11º) Lewis Hamilton – 5.9
12º) Esteban Ocon – 5.7
13º) Gabriel Bortoleto – 5.5
14º) Kimi Antonelli – 5.5
15º) Oliver Bearman – 5.5
16º) Carlos Sainz – 5.1
17º) Liam Lawson – 4.9
18º) Lance Stroll – 4.5
19º) Yuki Tsunoda – 3.9
20º) Franco Colapinto – 3.8
21º) Jack Doohan – 2.4
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