5 coisas que aprendemos com o GP de Milwaukee, 16ª etapa da Indy 2025

Da vitória de Christian Rasmussen ao plano maluco de Colton Herta na Fórmula 2, os principais aprendizados que tivemos com o fim de semana da Indy em Milwaukee

O GP de Milwaukee da Indy não tinha o cenário mais empolgante do mundo. Afinal, Álex Palou já era o campeão da temporada 2025 e pouco estava em disputa em West Allis. E precisamos admitir também que as primeiras 200 voltas da corrida indicavam mais um monólogo do espanhol. Porém, veio a garoa que interferiu completamente nas estratégias e no stint final.

Com isso, Christian Rasmussen aproveitou e conquistou uma vitória completamente improvável com a Carpenter. Foi a primeira visita do piloto dinamarquês ao Victory Lane. E o GRANDE PRÊMIO apresenta os principais aprendizados do fim de semana em West Allis.

Rasmussen é um verdadeiro piloto Carpenter

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Christian Rasmussen (Foto: IndyCar)

Que vitória, a de Christian Rasmussen em Milwaukee. O piloto dinamarquês já vinha se destacando nos ovais em 2025, mas a forma com que jantou a concorrência nas voltas finais, inclusive com Álex Palou, foi um dos grandes destaques de toda a temporada da Indy. E o estilo que podemos ver de Christian é esse: de um piloto que se encaixa muito bem na filosofia da Ed Carpenter Racing. Grande resultado e um sopro de imprevisibilidade na Indy.

Palou desbloqueou ovais curtos: vai virar problema

Qual era a criptonita de Álex Palou na Indy? Os ovais. Porém, o tetracampeão acabou com isso em 2025 ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis e ver uma das etapas de Iowa cair em seu colo. Porém, o que foi visto em Milwaukee foi absolutamente assustador. Uma pole dominante e simplesmente 199 voltas lideradas. Ainda bem que a chuva mudou o cenário na reta final e permitiu a vitória de Rasmussen, mas Álex parece cada vez menos sem falhas na Indy.

Siegel, Siegel…

A fase já não é legal, e Nolan Siegel conseguiu rodar e bater sozinho ainda na primeira volta em Milwaukee. Com só 200 pontos, o piloto só não coloca a McLaren em risco no Winner’s Circle porque Sting Ray Robb é incompetente o suficiente para conseguir resultados melhores. Porém, a realidade é que Nolan não evolui como esperado e está muito abaixo do que o time papaia deseja. Ele não precisa ser como Pato O’Ward e Christian Lundgaard, mas 22º no campeonato é difícil de defender.

Herta na F2? É melhor cair na realidade

Colton Herta (Foto: IndyCar)

Colton Herta bateu na classificação e fez uma corrida razoável, se recuperando até o 11º lugar. Mas o americano virou manchete por conta do bombástico plano de transferência para a Fórmula 2 em 2026, visando conquistar os pontos restantes da superlicença para correr na Fórmula 1 em 2027. Menos, não é? Sequer vai ser top-5 na temporada e foi engolido por Kyle Kirkwood. Precisa cair na real que não é nem piloto de elite na Indy para querer se aventurar na Europa.

Malukas pode ser bom sinal de rejuvenescimento na Penske

Se Will Power vai ficar na Penske, ainda não sabemos. Já criticamos aqui que a enrolação da equipe é completamente desnecessária, mas se o desejo do time da Carolina do Norte é de rejuvenescimento, David Malukas é, sim, uma boa opção. O piloto da Foyt largou da primeira fila, liderou voltas e ainda emplacou um top-10 mesmo com o equívoco estratégico. Com direito ao segundo lugar na Indy 500, vive boa temporada.

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