Herta tem faca e queijo na mão para consolidar passeio da Honda em Toronto
Colton Herta confirmou o favoritismo da Andretti e foi o piloto mais rápido na classificação. Resta cumprir tarefa no domingo contra a ameaça de Álex Palou
Tão previsível quanto o domínio de Álex Palou na Indy 2025 é o favoritismo da Andretti nos circuitos urbanos da categoria. Na última visita às ruas na temporada, Colton Herta saiu com uma das poles mais previsíveis do ano. Foi o único no Fast 6 a fazer uma marca abaixo de 1 minuto, e tem a oportunidade, no domingo, de repetir o feito de 2024, quando venceu no Exhibition Place com certa tranquilidade.
Mesmo ainda sem vencer na temporada, é impressionante a consistência de Herta nos circuitos de rua ao ponto de largar na primeira fila em todas as provas urbanas de 2025. Em Detroit, também largou da pole, mas foi prejudicado pelas eternas estratégias equivocadas da Andretti, algo que também aconteceu em Long Beach. Já em St. Pete, viu a confiabilidade trair.
E não existem dúvidas de que há o favoritismo claro para Colton no domingo. É manter o ritmo que o time tem apresentado durante todo o fim de semana, acertar as estratégias e contar também com a sorte para afastar o incômodo jejum que vive. Especialmente depois da classificação ruim de Kyle Kirkwood, que com problemas, sai apenas em sexto.
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Mas, é claro, que nunca dá para descartar Álex Palou, que larga da primeira fila. Com 7 vitórias em 12 corridas disputadas, o espanhol vive uma temporada absolutamente histórica e já deixou muito claro que não vai tirar o pé em nenhum momento. E com Kirkwood saindo em sexto, Pato O’Ward em décimo e Scott Dixon somente em 17º, há a possibilidade de mais vantagem ser construída antes de Laguna Seca, que pode ser uma chance real de matchpoint.
E tudo isso, é claro, com mais um fracasso da Chevrolet. Seja com Penske ou McLaren, a montadora viu o ritmo ficar muito abaixo nas ruas de Toronto. Dos 12 pilotos que avançaram do primeiro segmento, apenas três tinham o motor americano. Com apenas 1 vitória em 12 etapas até aqui, a fase da Chevy é longe de ser boa, e, nas ruas, o desempenho é de se arrastar.
Toronto também merece críticas pela estrutura. Tudo bem que é uma prova clássica do calendário e que representa a única saída da Indy nos Estados Unidos no ano, mas não tem condições do asfalto apresentar as condições que foram vistas até aqui. Por sinal, a classificação quase foi atrasada por conta dos trabalhos na curva 3. Sem contar o paddock e o pitlane que parecem pequenos demais para o grid atual. É hora de rever algumas coisas.
De qualquer forma, o GP de Toronto não tem lá um histórico de ser uma prova de grandes emoções. O domingo guarda a possibilidade de um vencedor diferente na temporada, mas com aquele cheirinho de que o final pode ser igual ao de outras sete corridas de 2025.
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