Depois da 16ª vitória, dono da Penske não se cansa e diz que há somente uma razão para disputar Indy 500: vencer

Roger Penske já venceu mais que qualquer outra pessoa em Indianápolis. São 16 Indy 500,,quatro vezes mais que os pilotos que mais venceram. A vitória de Juan Pablo Montoya no último domingo matou um jejum de seis anos, a terceira maior da história da equipe. Apesar de tudo isso e mesmo aos 78 anos de idade, Penske só pensa em vencer de novo

Nenhum homem venceu mais em Indianápolis do que Roger Penske. Nenhum piloto entre as lendas que passaram pelo cockpit de sua equipe conseguiram sequer passar perto do que conseguiu a Penske. São 16 vitórias. Quatro vezes mais que os pilotos que mais conquistaram o troféu. No momento, Penske já está olhando para a 17ª vitória.
 
Quando Juan Pablo Montoya venceu no último domingo, quebrou uma sequência de seis anos sem conquistar a maior corrida dos Estados Unidos. Apenas outras duas vezes a Penske esperou tanto. Entre as duas primeiras vitórias, entre 1972 e 1979, foram sete anos. E mais sete entre 1994 e 2001. Agora, aos 78 anos, ele vê tudo nos trilhos de novo.
 
"Para mim, eu venho aqui por uma razão. É vencer. Eu quero voltar o quanto der e ser parte deste grupo. tenho esse tipo de pessoal trabalhando por nós e sendo companheiros de equipe. Para mim, Indianápolis é um ótimo lugar para pensar 'Ei, é aqui que nós miramos'", avaliou à ESPN americana.
Roger Penske com Helio Castroneves, responsável por três das suas 16 vitórias(Foto: IndyCar)
"Não dá para olhar no retrovisor. Todos os anos nós estamos aqui. Temos um comprometimento com nosso pessoal. Queremos ganhar", afirmou.
 
Fora a corrida e as vitórias, o lendário dono contou um pouco de sua história de amor mútuo, ao que parece, com Indianápolis. Onde ele vai desde 1951, simplesmente.
 
"É um lugar tão bom para correr, simplesmente correr com todo mundo. É um lugar onde eu estive desde 1951, com meu pai, e então venho ver o que acontece aqui todos os anos. Você esquece até andar lá no dia da corrida, olhar para cima e para baixo da reta e pensar 'Nossa, o que eu estou fazendo aqui?", contou.
 
Logo a Penske, que era uma equipe de quase nenhuma expressão quando correu a Indy 500 pela primeira vez, em 1969. Mark Donohue era o piloto numa equipe que tinha Karl Kainhofer como o mecânico-chefe de um pequeno grupo. Donohue, além de piloto, era engenheiro formado por uma das universidades mais academicamente laureadas do mundo, a Brown. E assim o time inovou, e demorou mais três anos para ver a primeira vez.
 
"Eu acho que as pessoas em Indianápolis pensaram que éramos alunos da faculdade com os cortes de cabelo da equipe e rodas polidas. Nós limpávamos nossa garagem toda noite, e isso era algo que as pessoas não entendiam. Trouxemos alguma tecnologia, começamos a olhar para informações coletadas", contou. 
 
"Mark era um engenheiro de Brown, e certamente isso era parte de tudo. Mas nós éramos comprometidos. Não estávamos lá nos divertindo apenas – estávamos para correr. E acho que nesse ponto começamos a trazer o esporte para um nível mais alto", encerrou o súper vencedor.
 
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