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Ericsson vê Indy com mais “brigas de verdade” do que F1 por ausência do DRS: “Você não espera para passar”

Por conta das zonas de DRS, Marcus Ericsson passou anos esperando longas retas para ultrapassar na Fórmula 1. A situação é outra na Indy, onde o sueco sente que prevalece a tentativa de ganhar terreno em qualquer oportunidade

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Marcus Ericsson agora vive em um mundo ser DRS, e está gostando do que vê. O piloto sueco, que perdeu vaga na F1 e optou pela Indy em 2019, defendeu que a categoria americana tem disputas de melhor qualidade na pista. O motivo é simples: sem o artifício para se aproximar nas retas, os pilotos precisam buscar posições sempre que possível.
 
“Uma das melhores coisas que eu encontrei na Indy até aqui é que, por não termos DRS, isso significa que temos muito mais brigas de verdade na pista, roda com roda e a cada curva”, escreveu Ericsson no Twitter, reagindo à notícia de que a F1 vai ter três zonas de asa-móvel no Bahrein. “Você não espera uma zona de DRS para ultrapassar, você simplesmente vai quando uma chance aparece. O DRS pode gerar mais ultrapassagens, mas está mesmo trazendo mais brigas na pista, que é o que nós queremos ver?”, seguiu.
 
A Indy, mesmo que abrindo mão do DRS, tem sua forma de facilitar ultrapassagens. O push-to-pass permite que, dentro de um limite de tempo e de acionamentos, pilotos ganhem potência extra em qualquer parte da pista. Para Ericsson, é “uma boa ferramenta para ultrapassar na saída [das curvas], quando o piloto fica na defensiva na entrada”.
Marcus Ericsson ainda dá os primeiros passos na Indy (Foto: Chris Owens/Indy)
“Não estou dizendo que sei a resposta”, seguiu. “Só sei que, do ponto de vista do piloto, você precisa ser mais agressivo [na Indy] e correr atrás quando aparece uma chance, onde quer que seja na pista, ao invés de esperar um DRS e passar do jeito ‘seguro’”, encerrou.
 
Ericsson representa a Schmidt-Peterson na Indy, formando dupla com James Hinchcliffe. As duas primeiras aparições do sueco no grid americano não renderam resultados marcantes, com um abandono em St. Pete e um 15º lugar em Austin.