Favoritíssimo, Palou chega à decisão com regulamento ao lado. Só não pode exagerar

Álex Palou tem a faca, o queijo e o regulamento na mão para ser campeão da Indy em 2021, mas não pode cair no erro de achar que apenas basta completar o GP de Long Beach. Se fizer o feijão com arroz, a taça é dele

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Álex Palou tem tudo a seu favor para ser campeão da Indy no fim de semana, no GP de Long Beach. O catalão, afinal, chega na última corrida do ano com 35 pontos de folga na liderança em cima de Pato O’Ward, vivendo o melhor momento e tendo o grande carro da temporada nas mãos. Difícil ter um cenário mais agradável em uma decisão.

A análise do favoritismo de Palou precisa começar pela pontuação, é lógico. 35 pontos em uma corrida é um caminhão de vantagem, especialmente porque a Indy aboliu o sistema de pontos dobrados na prova final, ou seja, são 54 pontos em jogo e nada mais.

Assim, ainda que O’Ward vença, faça pole e lidere o maior número de voltas, Palou se garante como campeão com um simples 11º lugar, o que lhe renderia 19 pontos, batendo os mesmos 536 que Pato pode alcançar e levando a melhor em cima do concorrente no desempate.

Álex Palou está muito perto do título de 2021 e pode usar o regulamento a seu favor (Foto: IndyCar)

O fator Ganassi é outro que precisa vir no topo de qualquer análise. Por vezes relegada a um papel secundário nas conquistas de Scott Dixon, a equipe mostra em 2021 que também pode brilhar com outros pilotos. E o caso de Palou é um espetáculo, afinal, é o primeiro ano do catalão na gigante equipe.

Ainda que não seja um domínio sobrenatural, a Ganassi é, sim, a dona do melhor carro de 2021 e vem tendo parte fundamental no processo de construção da conquista de Álex. A tabela de pontos mostra bem, com Dixon em quarto e Marcus Ericsson no quinto lugar, ambos ainda com chances de top-3.

O momento também é todo de Palou no duelo. O’Ward não vem mal, mas enfrenta repetidas dificuldades com a McLaren, como a total falta de adaptação aos pneus duros em praticamente todas as pistas. Álex, enquanto isso, driblou os azares com vitória e segundo lugar nas duas primeiras corridas da maratona final da Indy.

Álex Palou quase conquistou título já em Laguna Seca (Foto: IndyCar)

Vantagem boa, melhor momento e carro, tudo isso é verdade e indica que Palou pode muito bem jogar com o regulamento na final. Só não pode exagerar. Montoya, em 2015, é o melhor exemplo do que o catalão não deve fazer. O colombiano, ali, exagerou na administração da liderança e, em sexto na corrida final, em Sonoma, perdeu para Dixon no desempate.

A grande diferença é que ali ainda havia a pontuação dobrada e que, claro, Dixon é um piloto que já se mostrou de chegada. Hoje o cenário é outro, com menos pontos em jogo e dois jovens, quase novatos, buscando a taça. Para Palou, é fugir do azar e fazer o que fez o ano todo. Dificilmente perderá assim.

A final da Indy acontece já no domingo que vem, com as ruas de Long Beach definindo o campeão da temporada 2021. Palou e O’Ward definem quem fica com a taça.

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