Indy 2021 entrega ótimas corridas, mostra grid forte e coroa justo campeão inédito

A disputa pelo título foi bem morna na final em Long Beach, mas nada que tenha impedido mais uma boa corrida e, principalmente, que tenha diminuído uma temporada sensacional da Indy 2021, com batalha de gerações e brigas bem abertas

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A Indy 2021 chegou ao fim neste domingo (26). E o título de Álex Palou, que já era bem esperado, veio em um muito bom GP de Long Beach, seguindo a tônica de quase todo o restante do campeonato. Ainda que a disputa pela taça não tenha sido linda na decisão, a prova voltou a ter boas brigas e histórias.

O campeonato foi fechado com chave de ouro, pois. Resumir a Indy 2021 a Palou seria muito injusto com tudo que aconteceu de bom. Mesmo assim, já teria valido a pena, afinal, não é toda hora que um piloto europeu chega nos EUA e, no segundo ano, leva o caneco para casa. Aos 24 anos, como se fora um veterano.

Não vamos resumir a ele o texto, mas precisamos falar de Palou, como não? Tão jovem, mas tão seguro de si, o piloto acabou com a dita maldição do carro #10 da Ganassi, aquele em que ninguém conseguia render desde a aposentadoria de Dario Franchitti. Mas fez muito mais do que isso, com um título incontestável.

Álex Palou saiu campeão da Indy 2021 (Foto: IndyCar)

A saga de Palou tem vários prismas interessantes, como o sucesso de um europeu que fez base por lá, mas também no Japão, abrindo novos mercados e portas para outros jovens talentosos. E, lógico, é o triunfo de uma excelente geração de jovens da Indy, que realmente parecia que teria um campeão a qualquer momento.

Ao mesmo tempo em que furou a fila de nomes como Pato O’Ward e Colton Herta, Palou não ofuscou totalmente esses caras. Pato, por exemplo, chegou à prova final com chances de título com uma McLaren que ainda não está pronta.

Herta, por sua vez, só não brigou taça por problemas diversos da Andretti, mas venceu três corridas. E Rinus VeeKay, mesmo caindo de nível após um acidente de bicicleta, ganhou corrida e mudou de patamar. É uma incrível nova geração e que tem tudo para ameaçar Scott Dixon e Josef Newgarden pelos próximos anos.

O grid como um todo, aliás, foi um dos destaques da Indy 2021. Os jovens, os veteranos, os que chegaram agora, os vindos da Europa. Todos os grupos viveram bons momentos e tiveram suas figuras marcantes. Um deles, aliás, se encaixa em várias dessas categorias: Romain Grosjean.

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Romain Grosjean compartilha a alegria por ser competitivo na Indy (Foto: IndyCar)

Em um papel de novato aos 35 anos, Romain já seria uma bela história se só tivesse corrido. Menos de um ano trás, o francês escapava da morte em um acidente gravíssimo no Bahrein, perdia a vaga na F1 e mergulhava no desconhecido na Indy. Acabou se apaixonando. E fazendo os fãs se apaixonarem.

No melhor estilo showman, Grosjean empilhou ótimas atuações, fez pole, pódios e quase foi o novato do ano mesmo fazendo três corridas a menos que os rivais. Ah, tudo isso com uma Dale Coyne, modesta equipe do grid. O resultado disso tudo? Contrato com a Andretti para 2022 e a descoberta que, sim, dá para correr em ovais. Que venha a Indy 500 e a temporada completa para Romain.

As corridas apertadas, os vencedores inéditos, o campeão quase novato, Grosjean, os garotos. E ainda um grande ano de Newgarden, um ótimo Graham Rahal, os momentos brilhantes de Will Power e Alexander Rossi, Helio Castroneves fazendo história com a quarta Indy 500, a redenção de Marcus Ericsson.

Todos os ingredientes tornaram o 2021 da Indy inesquecível, mas, mais do que isso: apontam na direção de um futuro glorioso. Com o grid crescendo em número e em qualidade e o interesse voltando dentro e fora dos EUA, a Indy está pronta para, depois de tanta turbulência causada por uma ruptura no fim do século passado, fazer seu voo de cruzeiro. E ir cada vez mais alto.

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