Indy introduz novas regras, aumenta calendário e reinicia em 2013 busca por popularidade

Popularidade é a palavra de regra na Indy para 2013. A categoria norte-americana, que vem perdendo fãs para a Nascar a olhos vistos, investiu mais uma vez em mudanças nas regras para tentar atrair público e retomar a posição de destaque no cenário do esporte a motor nos EUA, principalmente

[Especial Indy 2013]

Rodadas duplas e largada parada são novas tentativas
da Indy para recuperar público norte-americano
Com cinco favoritos ao título, Indy vive expectativa
de temporada mais equilibrada da história em 2013
Indy abre 2013 com Castroneves favorito, Kanaan
correndo por fora e Bia em busca de afirmação
As imagens do Especial Indy 2013

Se 2012 começou para a Indy com a difícil tarefa de minimizar os efeitos da morte de Dan Wheldon no ano anterior, especialmente em termos de credibilidade e popularidade nos EUA, 2013 não inicia diferente. Embora a categoria norte-americana não tenha sofrido com mortes e fortes acidentes na temporada passada, o campeonato deixou muito a desejar. E isso se refletiu em números de audiência e de torcedores. A grande aposta do último ano era no carisma de Rubens Barrichello, recém-chegado após 19 temporadas na F1, além da introdução do novo chassi Dallara e dos motores Chevrolet e Lotus, que foram instituídos para fazer frente à Honda. Mas as coisas não saíram exatamente como os dirigentes da categoria previram no início do ano.

Indy inicia ano atrás de audiência e público cativo (Foto: Getty Images)

A competição na pista foi, mais uma vez, liderada por Will Power, mestre nos mistos, mas bastante inconsistente nos ovais. No fim, o melhor aproveitamento de Ryan Hunter-Reay na parte final do campeonato acabou levando a taça para as mãos da equipe de Michael Andretti. A disputa, digamos, foi morna durante o campeonato e uma das explicações talvez esteja na ausência de Dario Franchitti na briga.

Porém, outras situações ajudaram a deixar a temporada menos interessante: os motores da Lotus se mostraram um fiasco em termos de desempenho. A marca inglesa iniciou o ano com cinco carros e acabou apenas com um, o da HVM. De longe, a pior atuação foi em Indianápolis, onde os propulsores em nenhum momento ofereceram competitividade suficiente, fazendo Simona de Silvestro e Jean Alesi passarem vergonha diante do mundo inteiro que assistia a prova.

Além disso, equipes e pilotos sofreram com seguidas punições por troca de motores, o que provocava alterações constantes nos grids. Outro efeito negativo do ano foi a introdução de um formato diferenciado de classificação para corrida de Iowa, com as minicorridas formando as posições de largada. O sistema recebeu críticas e foi alterado para 2013. O calendário também foi outro ponto fraco. Como efeito imediato do acidente com Wheldon, a categoria reduziu bastante o número de ovais e ainda sofreu o cancelamento da etapa chinesa. Com isso, o campeonato teve apenas 15 corridas.

Mas o revés da Indy não parou por aí. Insatisfeitas com o comando de Randy Bernard, as equipes se mobilizaram por mudanças, e o executivo acabou demitido. Entretanto, o processo de alterações de regras permaneceu para 2013, ainda com o notório objetivo alcançar maior popularidade, especialmente nos EUA. Agora, a direção executiva da categoria está nas mãos de Jeff Belskus.

Assim, a Indy inicia o ano com 19 corridas, sendo três etapas com rodadas duplas e o inédito procedimento de largadas paradas. Além disso, a única prova fora do eixo EUA-Canadá é a prova brasileira, na pista montada no Anhembi, que acontece em 5 de maio. A abertura continua sendo em São Petersburgo, enquanto a final acontece no oval de Fontana. Ainda em maio, o foco é a tradicional corrida das 500 Milhas de Indianápolis, ainda o principal pilar de sustentação da categoria. Outra novidade também é o retorno do oval de Pocono, um dos grandes palcos da Nascar, ao calendário da Indy neste ano. Ainda assim, os ovais continuam em menor número: seis etapas, contra 13 em mistos.

Helio Castroneves começou 2012 em alta com a vitória em St. Pete (Foto: IndyCar/LAT USA)

Um ponto diferente em questão é a falta de renovação do grid da Indy. Dentre os pilotos que vão alinhar em St. Pete no próximo domingo, apenas um será rookie: o francês Tristan Vautier, campeão da Indy Lights no ano passado. Outro piloto que vai aparecer, mas apenas em provas esporádicas, como Barber e Indianápolis, é A.J. Allmendinger, que correrá pela tradicionalíssima Penske. Mas, salvo uma ou outra exceção, são as mesmas caras de sempre.

Sem ter um piloto de grande carisma vindo de fora desta vez, a Indy aposta nas pratas da casa mesmo e na esperança de um campeonato mais equilibrado, em função principalmente da melhor adaptação das equipes ao chassi DW12 e aos motores. No que diz respeito ainda aos times, a organização do campeonato ainda aumentou a premiação e o número de equipes contempladas.

Portanto, novamente a Indy se viu obrigada a mexer nas regras para tentar driblar a enorme atenção que a Nascar possui nos EUA e se redimir, atraindo público e retomando posição de destaque no esporte a motor. 

 

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