Líder, Porto admite que vai evitar “manobras excepcionais” na fase final da USF2000

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Kiko Porto negou falta de ritmo na pista de Nova Jersey e falou sobre o psicológico necessário na briga pelo título da USF2000

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O acidente de Ed Carpenter em Gateway (Vídeo: NBC)

Kiko Porto defende a liderança da USF2000 na rodada tripla de Nova Jersey. Com apenas duas etapas restantes ao fim do campeonato, o brasileiro da DEForce Racing acumula uma vantagem de 19 pontos contra Michael d’Orlando, da Cape Motorsports, o principal adversário na briga pelo título.

A próxima etapa será no New Jersey Motorsports Park, em Millville. Curiosamente, Porto não disputou a etapa do ano passado no circuito por estar infectado pela Covid-19. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o brasileiro afirma que falta de ritmo na pista não será um problema.

“Com certeza, não [sobre falta de ritmo]. Especialmente porque em New Jersey, antes da etapa do ano passado, tínhamos treinado e feito primeiro e segundo tempo em todos os treinos. Era uma pista onde a gente vinha com um arsenal forte, a equipe acertou em alguns acertos. Meu companheiro de equipe, na corrida em que perdi, se mostrou forte em todo o fim de semana. Inclusive, após a etapa de Mid-Ohio, a gente testou lá e sai com tempos muito bons, acima do esperado. Isso é algo muito bom e estou muito feliz com o resultado”, disse Kiko.

Como exemplo, Porto relembrou a etapa de Road America do campeonato. Mesmo sendo sua estreia em Elkhart Lake, o pernambucano venceu a corrida 1 e foi quinto colocado na prova seguinte. O resultado ajudou a abrir vantagem na disputa contra d’Orlando.

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Kiko Porto venceu em Elkhart Lake (Foto: USF2000)

“E um exemplo de uma pista que era para ser muito ruim e foi a melhor do campeonato foi Road America. Nunca tinha andado lá, cheguei no primeiro tempo e fui primeiro. Quando o cara encaixa com a pista é sempre bem especial, principalmente a gente que sempre está se preparando forte. A DEForce já deu uma atenção para New Jersey sabendo que seria uma etapa muito importante, e aproveitar. No ano passado, pelo que analisei, a Cape que é a equipe do Michael d’Orlando não estava tão rápida em New Jersey, então vamos ver como eles vão se comportar este ano. Com certeza já devem ter treinado lá para se preparar um pouco mais, já que foi uma pista não tão boa para ele, mas vamos para cima porque lá temos boas chances”, completou.

Líder do campeonato com apenas três corridas restantes, Kiko também falou sobre a preparação psicológica feita para se manter em primeiro e garantir o título da USF2000. O brasileiro reconhece que os pontos estão ao seu favor e que vai evitar movimentos bruscos que podem render erros graves nas corridas finais da temporada.

“Eu acho que a coisa mais normal de se acontecer nesta parte do campeonato é você pensar em toda ocasião no campeonato. Os pontos agora são seus aliados e você precisa andar com eles debaixo do braço o tempo inteiro. Lógico, o que me fez chegar até aqui e ser líder do campeonato foi ser agressivo, foi continuar arriscando. A gente não pode deixar de ter esta parte natural do piloto, mas é lógico que se forem aquelas manobras excepcionais, a gente vai dar uma evitada, porque o risco é bem grande, inclusive passei por um perrengue em Road America. Fui dividir a curva lado a lado e acabei recebendo um toque, estava em primeiro. São este tipo de situações que precisamos evitar. Agora, o pessoal não tem muito o que perder no final do campeonato, vão estar muito mais agressivos. Só eu que tenho o que perder, é mais manejar isso e conseguir usar isso ao nosso favor. Eu acho que 19 pontos é uma pontuação não muito grande, mas dá para brincar com esta questão de administração de campeonato. E vamos para cima”, concluiu.

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