Maior pontuador dos últimos dois anos, Rahal credita crescimento da Honda na Indy a ex-chefe de motores da Ferrari na F1

Graham Rahal tem sido o principal piloto da Honda nos últimos dois anos na Indy - ninguém empurrado pelo motor japonês fez mais pontos que ele em 2015 ou 2016. Agora, num 2017 em que a Honda aparece como ameaça real ao domínio da Chevrolet, Rahal dá crédito a um homem em especial: o diretor-técnico David Salters, diretor-técnico desde dezembro de 2015 e ex-chefe de desenvolvimento dos motores da Ferrari na F1

 

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Graham Rahal foi o piloto empurrado por motor Honda que mais pontuou nas últimas duas temporadas da Indy. Quarto colocado no campeonato em 2015 e quinto em 2016 – atrás sempre de pilotos da Penske, Ganassi e Carpenter, parceiras da Chevrolet -, o norte-americano conhece bem o kit aerodinâmico da marca japonesa. E 2017 mostrou, até agora, uma grande diferença de competitividade. Após duas vitórias, a Honda mostra uma franca evolução. Segundo Rahal, o maior responsável por essa evolução é David Salters, ex-chefe do desenvolvimento dos motores da Ferrari na F1.

 

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Salters chefiou o departamento de desenvolvimento de motor da Ferrari, mas foi contratado pela Honda no fim de 2015 com a intenção de tirar o enorme buraco em que a marca japonesa havia se metido em relação à rival da Indy. Diretor-técnico, Salters chegou quando o projeto de 2016 estava praticamente pronto, mas o trabalho para o ano seguinte começou a ser desenvolvido.

 
Segundo Rahal, o maior desafio que Salters venceu foi mudar a mentalidade da Honda – que antes dele era extremamente conservadora. Por isso a surpresa de agora, num 2017 em que os kits aerodinâmicos foram congelados, a Honda se aproximou tão bruscamente da Chevrolet.
Graham Rahal (Foto: IndyCar)
"O que estamos vendo é uma mudança de mentalidade na Honda comparado a esse mesmo momento no ano passado", afirmou. "Havia uma mentalidade muito conservadora na parte de equipar o motor, o mapeamento também, mas agora eles estão ultrapassando limites. Por isso vocês têm visto alguns problemas de confiabilidade, mas em algum momento você precisa forçar para tirar tudo que [o motor] pode entregar", avaliou.
 
"David Salters, que chegou à Honda vindo da Ferrari F1 no final do ano retrasado é uma das principais forças nesse processo. Todo mundo na Honda tem sido muito responsável pelas melhorias, mas acredito que ele [Salters] tenha um efeito enorme", seguiu. "Desde o primeiro dia teve a mentalidade de empurrar barreiras, está fazendo isso e o motor está melhor, muito rápido", elogiou.
 
Rahal lembrou que o kit aerodinâmico ainda está abaixo do da Chevrolet, mas a Honda conseguiu trabalhar ao redor dele.
 
"Nosso kit aerodinâmico para circuitos mistos e de rua é deficiente – nossos novos parceiros de Honda, a Ganassi, puderam confirmar isso – e obviamente não deu para mudar isso por causa do congelamento dos kits para esse ano. Mas neste momento o motor está superando essa deficiência em alguns aspectos. Aí dá para sentir o arrasto fazer efeito", relatou.
 
Falando em Ganassi, que passou da Chevrolet para a Honda este ano, Max Chilton corroborou o dito pelo filho de Bobby Rahal. "É definitivamente um motor mais forte de ter e melhor também no consumo de combustível. Dá para argumentar que não tem o mesmo downforce no pacote da Chevrolet, mas você contra-argumenta com resultados", encerrou.
 
A temporada 2017 da Indy teve duas corridas até agora, em São Petersburgo e Long Beach, com vitórias de Sébastien Bourdais e James Hinchliffe, de Dale Coyne e Schmidt Peterson, ambos empurrados por motor da Honda. A próxima etapa acontece no próximo dia 23 de abril, em Barber, no Alabama.

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