Na Indy 500 que “representa tudo”, Davison, Howard e Wilson têm mesmo objetivo: a temporada completa

O GRANDE PRÊMIO ouviu três pilotos que só estarão nas 500 Milhas de Indianápolis em 2018. Jay Howard, JR Hildebrand e James Davison se derreteram pela prova, mas admitiram o desejo forte de estar no grid a temporada toda

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James Davison, Jay Howard e Stefan Wilson têm carreiras bem semelhantes. O trio se destacou anos atrás na Indy Lights e, hoje, basicamente vive das 500 Milhas de Indianápolis. Davison, Howard e Wilson ainda têm outras coisas em comum e contaram isso detalhadamente ao GRANDE PRÊMIO: sonham com a temporada completa da Indy pela primeira vez e colocam a Indy 500 acima de qualquer outra disputa.

 
Davison é australiano e representa a Foyt em parceria com a Jonathan Byrd e a Belardi em 2018. Já com 31 anos, declarou que a relação com a Indy é de muito tempo. James foi vice-campeão da Lights em 2009 e, desde então, vive de participações esporádicas na categoria principal, nunca tendo passado de duas provas – 2013 com a Dale Coyne.
 
"Isso aqui é minha vida, representa tudo. Eu cresci me dedicando totalmente às corridas, me apaixonei pela Indy no final dos anos 1990 e a Indy 500 é a grande corrida dela, uma das três maiores do mundo se não a maior. Se eu ganhar aqui, sei que serei tipo imortalizado, então é algo totalmente diferente de tudo", disse.
James Davison sabe que não vai ser fácil virar titular na Indy (Foto: IndyCar)

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Segundo o piloto já experiente, a disputa por uma vaga no grid da Indy é muito dura, mas jogar a toalha é algo que nunca passou por sua cabeça.

 
"Existe uma quantidade muito grande de pilotos disputando as mesmas poucas vagas no grid. É meu sonho estar na temporada completa, mas não tenho muito o que fazer, eu jogo com as cartas que eu tenho, eu tento de todas as formas, mas ainda não consegui. Mas não perdi as esperanças", explicou ao GP.
James Davison sabe que a Indy 500 significa tudo (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Jay Howard, dos três, é provavelmente quem mais se lamenta por nunca ter tido um campeonato completo. O britânico foi campeão da Lights em 2006, mas nunca conseguiu dar o passo seguinte. Empacou tanto que fez mais dois anos de Lights – 2007 e 2009 – e nunca passou de cinco provas num ano de Indy – em 2008 com a Roth e 2010 com a Sarah Fisher.
 
De acordo com Howard, a relação com a Indy 500 é de paixão o ano todo e de muita ansiedade durante 11 meses do ano.
 
"É completamente impossível eu definir em palavras o que significa essa corrida para mim. Acho que a melhor forma de tentar explicar é dizendo que, assim que tiro meu capacete depois da prova, imediatamente começo a pensar no ano que vem. Meu ano todo gira em torno disso, é a melhor coisa do mundo", falou ao GP.
Jay Howard é veterano, mas ainda sonha com a temporada cheia (Foto: IndyCar)

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Mesmo no alto de seus 37 anos, Jay também não desiste de lutar por uma vaguinha como titular. 

 
"Seria demais se eu conseguisse uma vaga na temporada completa, eu trabalho para isso, ainda que a Indy 500 seja a coisa mais importante para mim. Vale sempre tentar, eu sei lá se um dia vai acontecer, mas vale querer muito isso", seguiu.
Jay Howard está onde gostaria de estar (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Stefan Wilson é conhecido por grande parte do público como o irmão mais novo de Justin, mas o britânico também teve resultados interessantes na Lights e foi terceiro colocado em 2011 com a Andretti. Para ele, que corre com a mesma Andretti a edição 2018 da Indy 500, a corrida é o Monte Everest para qualquer piloto.
 
"A Indy 500 é o topo da minha carreira, o máximo que seria possível de atingir. Uma oportunidade única para eu mostrar o meu trabalho, aquele lugar em que eu saio do carro e tenho medo de não estar no ano que vem. É muito especial, é o Everest para qualquer piloto", comentou ao GP.
Stefan Wilson sonha com a temporada toda (Foto: IndyCar)
Stefan, que tem 28 anos e apenas duas corridas de Indy no currículo, é mais um que pensa em correr o ano todo, mas segue um pouco mais a linha de Howard, admitindo que não é fácil se colocar entre os 20, 25 pilotos titulares.
 
"Seria o cenário ideal estar na temporada completa da Indy, mas o momento não é dos melhores para mim nesse sentido, sou realista. Estar aqui já é bem especial e sei que é a prova que pode me ajudar a crescer. Enquanto isso, seria legal me fixar como alguém que sempre está entre os 33", completou.
A Indy 500 será apenas a terceira corrida de Stefan Wilson na Indy (Foto: IndyCar)
Curiosamente, o trio chegou a dividir grid na Lights em 2009, temporada que foi vencida por JR Hildebrand – outro que não é mais titular na Indy – e que revelou nomes como James Hinchcliffe e Charlie Kimball, figurinhas carimbadas da categoria.

O GRANDE PRÊMIO cobre in loco a edição 2018 das 500 Milhas de Indianápolis com o repórter Gabriel Curty e com o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe o noticiário aqui.
 

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