Penske exalta cautela de McLaughlin nos ovais: “Só tem um ano de experiência”
Engenheiro da Penske, Ben Bretzman destacou a dedicação e tranquilidade do piloto neozelandês em aprender sobre os desafiadores traçados da categoria
A performance de Scott McLaughlin nas duas etapas da temporada 2022 da Indy despertou um clima otimista na equipe Penske. Logo em seu segundo ano na categoria, o neozelandês conquistou a pole-position e venceu a primeira etapa em St. Pete e terminou em segundo lugar no GP Texas. O resultado no oval texano foi ainda mais impactante para a equipe, pois o piloto mostrou uma postura mais cautelosa devido à falta de experiência em provas realizadas nessas configurações.
McLaughlin foi formado em categorias de carros de turismo no automobilismo australiano, no qual competiu em circuitos mistos. Mesmo sem um histórico em ovais, o piloto foi contratado pela Penske para correr na Indy em 2021.
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Diante de uma nova realidade, o piloto foi em busca do aprendizado para saber sobre como lidar em situações inéditas nos ovais. Para evitar erros de estreante, McLaughlin adotou uma postura mais conservadora no início, o que gerou resultados surpreendentes logo em seu ano de estreia, como o segundo lugar no GP do Texas e uma quarta colocação no oval de Gateway.

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A abordagem cautelosa do neozelandês diante de uma nova realidade chamou atenção do seu novo engenheiro para a temporada 2022, Ben Bretzman, que exaltou a dedicação e o comportamento de McLaughlin durante o trabalho na busca por um maior aprendizado sobre os circuitos ovais.
“Quando o assisti no ano passado, eu sabia que seria muito bem sucedido em Indianápolis, por causa da maneira como guia e aborda as coisas”, começou, em entrevista ao site RACER. “Em um oval, há muita troca de configuração, administração do tráfego, e sobre como gerenciar o carro. E ele não fica muito nervoso com nada”, acrescentou.
Bretzman destacou que a tranquilidade nos ovais é um dos principais aspectos que fizeram McLaughlin evoluir rapidamente na Indy. “Ele sabe como obter uma boa velocidade em todas as situações, seja em um circuito, uma pista de rua ou oval. Ele é naturalmente bom em fazer isso, por se manter muito controlado e calmo em sua abordagem. Ele é muito suave. São tipos de coisas que você pede a um piloto”, exaltou.
Para a temporada 2022, o engenheiro quer manter um contato próximo com o piloto para que consiga passar uma maior quantidade de dados e ensiná-lo a conduzir o carro da Penske de uma maneira mais competitiva nos desafiadores ovais.
“Estamos nisso juntos. Ao fazer isso por mais de 20 anos, tenho tentado ajudá-lo a entender por que as coisas são do jeito que são, por que os carros se posicionam de determinada maneira, por que certos pilotos dirigem de uma determinada forma, por que as ovais são do jeito que são. Ele pega tudo super rápido, mas ainda assim, ele só tem um ano de experiência na Indy”, disse.
“Conversamos sobre por que todas as configurações são do jeito que são. Há muitas coisas que provavelmente não fazem sentido para um piloto como Scott que nunca guiou em um oval”, completou.

Mesmo com a liderança do Campeonato de Pilotos em 2022, Bretzman afirmou que McLaughlin ainda tem muito que fazer para desenvolver o carro #3. “Temos que aprender todas essas coisas, e quero ter certeza de que vamos aprender tudo isso juntos, para que ele possa saber o que quer ajustar. É muito importante para nós ensiná-lo o que cada uma das partes do carro faz, assim ele pode me ajudar a fazer o carro andar mais rápido. E ele definitivamente está absorvendo tudo e tornando isso seu principal foco”.
A postura dedicada do neozelandês na busca pela melhor adaptação à categoria e ao carro tem conquistado o corpo técnico da Penske. “Todo grupo de engenharia e equipe acreditam nele. Todos nós temos um conhecimento e sabemos o que fazer no carro. Então, estamos trabalhando a partir dessa abordagem com Scott e, uma vez que algo seja entendido, porque este carro é tão diferente de qualquer coisa que ele já correu antes, vamos para o próximo [passo]”, salientou.
“Scott só quer aprender tudo sobre carros e também está focado, principalmente no que precisa fazer para ser melhor. Leva tempo para realmente experimentar todas as diferentes situações e reunir novos conhecimentos sobre os carros e as pistas”, concluiu.
Mas antes de adquirir mais experiência em ovais, McLaughlin vai retornar ao cockpit da Penske para competir no circuito de rua do GP de Long Beach, terceira etapa da temporada 2022 da Indy.
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