A comemoração de Power (Foto: IndyCar)
Se a Penske era toda olhos para o pole Helio Castroneves — e ele fazia por merecer com sua tocada —, não deixa de ser surpresa ver que o vencedor da primeira prova em Detroit tenha sido Will Power. 16º no grid, o australiano contou com uma tática diferenciada e a sorte para triunfar neste sábado (31). Mais sorte teve ao saber que o líder do campeonato e recém-vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Ryan Hunter-Reay, bateu na última volta, reduzindo drasticamente a diferença entre os dois no campeonato.
A prova correta de Castroneves não lhe rendeu nem o pódio: encaixotado após uma parada nos pits, o brasileiro ficou em quinto lugar, atrás de um empolgado-como-nunca Graham Rahal, do compatriota Tony Kanaan e de Justin Wilson — que parecia nem querer nada desta corrida.
Confira como foi a corrida 1 do GP de Detroit
Um problema de menor importância afligiu Helio e a Penske no momento em que foi dada a ordem para os motores serem ligados: o ‘starter’ não funcionou, e o brasileiro acabou saindo atrasado dos pits. Na largada para valer, Castroneves partiu bem e não deu chances a James Hinchcliffe, que acabou perdendo o segundo lugar para Jack Hawksworth. Kanaan pulou de oitavo para quinto.
Largada do GP de Detroit (Foto: IndyCar)
Diferente do que aconteceu nas 500 Milhas de Indianápolis, a primeira amarela surgiu em seis voltas, e justamente ocasionada por quem não se esperava: em briga com Will Power, Simon Pagenaud se viu espremido no muro e teve a suspensão dianteira esquerda do carro #77 quebrada. Power não viu o piloto francês por estar preocupado em não ser ultrapassado por Marco Andretti, que vinha à sua direita.
Relargada na nona, quem apareceu bem lá atrás foi Graham Rahal, passando uma penca de pilotos e saltando de décimo a sexto. A amarela voltou na 16ª por causa do acidente de Mike Conway: o quarto colocado, que vinha pressionando Hinchcliffe, errou a manobra da curva 12 e bateu. Novo desespero para Ed Carpenter, que vê de novo o carro #20 batido – na semana passada, foi justamente Hinchcliffe que o jogou no muro na Indy 500.
A parada serviu para os ponteiros irem aos pits. Foi lá que Hawksworth ficou: o disco de freio da roda dianteira esquerda simplesmente quebrou. E de novo o jovem e promissor inglês via o azar lhe vencer. Rahal aproveitou para assumir a ponta, optando por uma tática diferente, trazendo Andretti e Power na sequência
O filho de Bobby encaixou uma série de voltas rápidas com seus pneus pretos e abriu confortável vantagem até que parasse na volta 27; na seguinte, Andretti foi e deu a Power a ponta. O australiano da Penske trocou seus pneus e reabasteceu na 30. Mikhail Aleshin, último no grid, assumiu a primeira posição, apenas por dois giros. A corrida restabelecia seu ritmo inicial, com Castroneves retomando o comando da corrida.
Castroneves vinha comandando a corrida em Detroit (Foto: Getty Images)
A prova denotou um fato curioso: os pneus macios, que deveriam deixar os carros mais rápidos, simplesmente acabavam com a vida de quem os usava. Eram duas ou três voltas de bom desempenho, e logo se degradavam. Tanto é que Rahal logo chamou a equipe do pai para se livrar logo deles, antecipando a segunda parada.
A volta 38, a terceira depois da metade da proba, marcou a presença da terceira bandeira amarela: desta vez, Josef Newgarden foi o causador, batendo na curva 7. A paralisação demorou mais do que o comum porque a barreira de pneus foi acertada e borrifou água na passagem. Coisas que Detroit sempre reserva com carinho para macular sua imagem.
Novamente em ação, Castroneves não teve dificuldade alguma em abrir distância para Hinchcliffe. Logo atrás, Kanaan passou de sétimo a quinto superando Hunter-Reay e Montoya com facilidade.
A partir da volta 47, os primeiros colocados iniciaram suas novas paradas, promovendo novamente Power à condição de líder, com Kanaan e Rahal no embalo. Os três fizeram sua visita final aos pits depois, alçando Briscoe.
Então segundo colocado, Andretti passou a segurar o pelotão de forma muito lenta para tentar economizar combustível e não parar mais. O norte-americano foi tão lento que permitiu à turma Power/Rahal/Kanaan voltar à frente de Castroneves. Lá no bololô, Aleshin tentava recuperar a ultrapassagem que tomara de Helio em uma freada. Não conseguiu, e se deu mal: Hinchcliffe vinha embalado atrás e tocou no carro do russo, fazendo com que rodasse e provocasse mais uma amarela.
Assim, a ordem mostrava um Briscoe que rezava para que a prova tivesse mais interrupções, tendo Power, Rahal e Kanaan em seu cangote australiano. Faltando 12 giros para o fim, veio a verde.
Desde 2012 que Briscoe não chegava a liderar uma prova (Foto: Getty Images)
Briscoe só aguentou uma volta: um errinho na entrada de uma curva permitiu a Power voltar ao primeiro posto. Rahal não perdeu tanto tempo e foi na balada de Power na passagem seguinte. Kanaan não precisou passar o australiano – foi aos boxes.
Não demorou muito para que o arretado Rahal colasse em Power para buscar a vitória. Parecia ter muito mais equipamento em condições. Mas o esboço de ataque durou apenas duas voltas. Depois de ter cometido um errinho, uma leve diferença foi aberta e só foi diminuída no giro final. O pódio ficou intacto.
Wilson fez uma prova burocrática e sem brilho. E ainda assim foi quarto. Castroneves cruzou colado no inglês. Ainda antes do fim, os retardatários Hakwsworth e Aleshin se acharam na pista. Sobrou para Hunter-Reay, que colhe as consequências do cansaço pós-vitória na Indy 500.
Indy, GP de Detroit, final, corrida 1:
|
1 |
12 |
WILL POWER |
AUS |
PENSKE CHEVROLET |
70 voltas |
|
|
2 |
15 |
GRAHAM RAHAL |
EUA |
RLL HONDA |
+0.330 |
|
|
3 |
10 |
TONY KANAAN |
BRA |
GANASSI CHEVROLET |
+5.509 |
|
|
4 |
19 |
JUSTIN WILSON |
ING |
DALE COYNE HONDA |
+8.595 |
|
|
5 |
6 |
HELIO CASTRONEVES |
BRA |
PENSKE CHEVROLET |
+10.736 |
|
|
6 |
27 |
JAMES HINCHCLIFFE |
CAN |
ANDRETTI HONDA |
+11.507 |
|
|
7 |
34 |
CARLOS MUÑOZ |
COL |
ANDRETTI HONDA |
+14.881 |
|
|
8 |
18 |
CARLOS HUERTAS |
COL |
DALE COYNE HONDA |
+26.596 |
|
|
9 |
83 |
CHARLIE KIMBALL |
EUA |
GANASSI CHEVROLET |
+32.585 |
|
|
10 |
25 |
MARCO ANDRETTI |
EUA |
ANDRETTI HONDA |
+33.181 |
|
|
11 |
9 |
SCOTT DIXON |
NZL |
GANASSI CHEVROLET |
+33.352 |
|
|
12 |
2 |
JUAN PABLO MONTOYA |
COL |
PENSKE CHEVROLET |
+34.009 |
|
|
13 |
11 |
SÉBASTIEN BOURDAIS |
FRA |
KV CHEVROLET |
+36.024 |
|
|
14 |
17 |
SEBASTIÁN SAAVEDRA |
COL |
KV CHEVROLET |
+37.053 |
|
|
15 |
8 |
RYAN BRISCOE |
AUS |
GANASSI CHEVROLET |
+56.663 |
|
|
16 |
28 |
RYAN HUNTER-REAY |
EUA |
ANDRETTI HONDA |
+1 volta |
NC |
|
17 |
7 |
MIKHAIL ALESHIN |
RUS |
SCHMIDT HONDA |
+2 voltas |
NC |
|
18 |
14 |
TAKUMA SATO |
JAP |
FOYT HONDA |
+4 voltas |
|
|
19 |
98 |
JACK HAWKSWORTH |
ING |
BRYAN HERTA HONDA |
+5 voltas |
NC |
|
20 |
67 |
JOSEF NEWGARDEN |
EUA |
FISHER HARTMAN HONDA |
+34 voltas |
NC |
|
21 |
20 |
MIKE CONWAY |
ING |
CARPENTER CHEVROLET |
+56 voltas |
NC |
|
22 |
77 |
SIMON PAGENAUD |
FRA |
SCHMIDT PETERSON HONDA |
+66 voltas |
NC |
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