Rodadas duplas e largada parada são novas tentativas da Indy para recuperar público norte-americano

Bem atrás da Nascar em termos de popularidade, a Indy terá largadas paradas e rodadas duplas em 2013, novidades introduzidas com o objetivo de fazer a categoria crescer novamente nos Estados Unidos

[Especial Indy 2013]

Com cinco favoritos ao título, Indy vive expectativa
de temporada mais equilibrada da história em 2013
Indy abre 2013 com Castroneves favorito, 
Kanaan correndo por fora e Bia em busca de afirmação
Indy introduz novas regras, aumenta calendário 
e reinicia em 2013 busca por popularidade
As imagens do Especial Indy 2013
 

As largadas paradas e as rodadas duplas são as grandes novidades da Indy para 2013. Elas ainda vão demorar em estrear, só depois das 500 Milhas de Indianápolis, mas já são bastante aguardadas por todos desde que foram anunciadas. Essas mudanças, radicais, representam mais uma tentativa da organização da Indy de recuperar a popularidade perdida pela categoria nos últimos anos — a Nascar é, de longe, o campeonato mais popular dos Estados Unidos.

Rodadas duplas não são inéditas, já foram testadas em uma noite de sábado no Texas, em 2011, mas agora voltam com um formato novo. Em vez de duas corridas curtas, duas provas com distância completa serão disputadas, uma no sábado, outra no domingo, nos circuitos de rua de Detroit, Toronto e Houston — nas duas últimas etapas, uma das baterias terá largada parada seguindo procedimento bem semelhante ao utilizado na F1.

Só que muita gente ainda duvida do sucesso dessas medidas, seja pelo lado físico, seja pelo retorno de público. “Fisicamente, eu acho que será muito difícil para os pilotos, pois essas coisas são difíceis de pilotar e você está no limite no fim da corrida. E depois precisa voltar para o carro de novo, vamos ver como será”, falou o tetracampeão Dario Franchitti em janeiro. Seu companheiro, Scott Dixon, adotou outro discurso: “Acho que todos ficarão um pouco empolgados com isso”.

Essas medidas foram introduzidas pelo antigo CEO da categoria, Randy Bernard, que, em meio a inúmeros atritos com as equipes nos últimos anos, acabou demitido. Seu lugar foi assumido por Jeff Belskus. Antigo dirigente da liga de rodeio dos Estados Unidos, Bernard segue atuando apenas como consultor, mas não apita em mais nada. Mesmo assim, seus últimos atos foram mantidos.

O objetivo da direção da Indy é atrair público (Foto: IndyCar/LAT USA)

Mas mais mudanças podem vir por aí nos próximos anos. Recentemente, um relatório elaborado por uma empresa de consultoria a pedido da Hullman & Company, a empresa proprietária da Indy, sugeriu modificações como fazer um calendário de 15 corridas em 19 finais de semana, seguindo o exemplo de outras ligas esportivas norte-americanas, como a NFL (futebol americano).

As provas terão outro ingrediente adicional que deve aumentar um pouco as brigas por posições — especialmente pela liderança: a partir de 2013, como acontece na Nascar, o piloto que liderar uma volta receberá uma bonificação de um ponto. Quem liderar o maior número de voltas recebe dois pontos e, o pole-position, recebe mais um ponto, assim, a pontuação máxima de uma etapa é 54. Para ganhar esse tento a mais, algumas equipes devem tentar mudar um pouco a estratégia ou retardar pit-stops apenas para passarem, ao menos, uma vez em primeiro lugar pela linha de chegada.

Falando em estratégia, a organização mudou as distâncias de quatro etapas para tentar anular as táticas de economia de combustível que deixavam essas provas mais chatas. As corridas de São Petersburgo, Milwaukee e Mid-Ohio aumentaram em dez, 25 e cinco voltas, respectivamente, enquanto a de Long Beach terá apenas 80 voltas, cinco a menos que nos últimos anos.

No âmbito técnico, as muitas punições por trocas de motor registradas em 2012 devem continuar sendo comuns — ou até mesmo mais frequentes. Um ano após a introdução de novas marcas, a Indy decidiu ampliar a milhagem mínima requerida para a troca de uma unidade, tudo pensando no corte de gastos. A punição para trocas não autorizadas continua sendo a perda de dez posições no grid de largada.

 

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube