Temporada 2021 da Indy se aproxima da metade com seis fortes candidatos ao título

A temporada 2021 da Indy parte para a metade do campeonato na rodada dupla de Detroit e, a menos que o panorama mude muito, seis pilotos de quatro equipes diferentes disputam mais firmemente o título

Com seis corridas realizadas e dez provas pela frente, a temporada 2021 da Indy parte para a metade na rodada dupla de Detroit, no fim de semana do próximo dia 12. Com ainda muita água para rolar, ninguém deve ser completamente descartado, mas os maiores candidatos ao título já surgem mais naturalmente.

O GRANDE PRÊMIO, então, resolveu fazer um balanço da primeira metade da Indy 2021, apontando um grupo de seis pilotos como o de mais fortes candidatos ao caneco. Assim, avalia até aqui o desempenho de cada um deles, além de projetar o que deve vir por aí.

Antes de iniciar a análise, a menção a nomes como Colton Herta, Graham Rahal, Will Power e Alexander Rossi, que não estão muito próximos da liderança, sofrem com oscilação, mas têm histórico, equipe e qualidade para brigarem caso encaixem uma série forte de resultados. Sem mais delongas, aos favoritos, seguindo a tabela de pontos atual.

Álex Palou lidera a temporada (Foto: IndyCar)

ÁLEX PALOU – 248 pontos

A Ganassi é a grande equipe da temporada até aqui e, na Indy 500, tinha também o melhor carro. Aproveitando isso, Palou vem fazendo um grande campeonato em seu primeiro ano pelo time e segundo na categoria. Até aqui, já tem vitória, três top-3 e cinco top-10, liderando com 248 pontos.

É difícil cravar que Álex seja o maior candidato ao campeonato, afinal, trata-se de alguém que nunca disputou um título grande na carreira, mas o momento é especial. Com a Ganassi em estado de graça, o catalão deve ser fortemente considerado no páreo.

Scott Dixon tem um duelo forte interno com Álex Palou (Foto: IndyCar)

SCOTT DIXON – 212 pontos

É estranho dizer que a Ganassi é o grande time do ano e não ver Dixon na liderança do campeonato, mas isso está acontecendo. O neozelandês tem também uma vitória, cinco top-10, dois pódios, só que a Indy 500 fez a diferença na balança do duelo direto com Palou pela pontuação dobrada. Com muito azar, Scott teve pane seca no primeiro stint e ficou só em 17º, com Álex em segundo.

Só que Dixon continua sendo o maior favorito ao campeonato. O neozelandês tem experiência de sobras em disputas pelo título, é o grande nome da categoria e pode, ainda em 2021, se tornar o maior campeão da história da Indy. Se a Ganassi mantiver a pegada, o hepta deve vir.

Pato O’Ward é o atual terceiro colocado da Indy (Foto: IndyCar)

PATO O’WARD – 211 pontos

O melhor piloto da Chevrolet até agora é Pato O’Ward. O mexicano também tem vitória, dois pódios e quatro top-4, mas tomou duros golpes em St. Pete e no GP de Indianápolis. Não fosse a deficiência do motor Chevrolet, Pato teria, inclusive, brigando firme para vencer a Indy 500.

Ainda que não seja uma equipe pequena, a McLaren não tem o histórico de Ganassi e Penske na Indy e isso pode acabar pesando quando a briga pelo título afunilar. No que depender de Pato, porém, os resultados devem seguir aparecendo, afinal, trata-se de um dos melhores do grid desde o ano passado.

Simon Pagenaud está, sim, vivo atrás do título da Indy (Foto: IndyCar)

SIMON PAGENAUD – 201 pontos

Mais regular do grid em 2021, Pagenaud vai tentando entrar na briga na base da consistência. Sem vencer desde Iowa, no começo do ano passado, o francês ao menos acumula resultados interessantes, com dois top-3, cinco top-10 e um 12º lugar como melhor posição até agora. Vem sendo, ao menos nos pontos, o melhor da Penske no campeonato.

Pesa – e muito – contra Pagenaud a falta de atuações muito vistosas e vitórias, claro, mas o francês está no páreo. Caso a Penske finalmente comece a triunfar em 2021, Simon está em boa posição na luta e, no fim das contas, é alguém que tem uma taça no currículo.

Rinus VeeKay é o caçula na briga pelo título (Foto: IndyCar)

RINUS VEEKAY – 191 pontos

Grata surpresa de 2021, VeeKay tem tido uma consistência que não fazia parte das últimas temporadas da Carpenter. O holandês já venceu corrida, tem cinco top-10 e conseguiu andar bem na Indy 500 mesmo com a Chevrolet claramente abaixo da Honda.

Só que Rinus faz parte da equipe que é, indiscutivelmente, a mais modesta dentre as que disputam o título e isso pode fazer a diferença lá na frente. De todo modo, já tem sido bem divertido ver um postulante ao campeonato nascido em 2000 e não chamado Colton Herta.

Josef Newgarden vem apenas em sexto (Foto: IndyCar)

JOSEF NEWGARDEN – 184 pontos

Bicampeão da Indy e vice em 2020 após quase operar um milagre contra Dixon, Newgarden não vem tendo uma primeira metade de ano brilhante, longe disso. O americano segue sem vencer, assim como a Penske toda, mas soma dois pódios e quatro top-6. O 12º lugar na Indy 500 empurrou para baixo, para trás até de Pagenaud, algo improvável quando a temporada iniciou.

Mas Newgarden é, certamente, um candidato mais sólido a título do que o companheiro, é mais favorito também que VeeKay e, talvez, até que O’Ward. O grande desafio para o americano deve mesmo ser a Ganassi, provavelmente mais com Dixon do que com Palou.

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