Vautier classifica uma Dale Coyne e corre por outra na Indy 500. E para isso, precisa cancelar voo e alugar carro
Tristan Vautier nunca teve motivos para acreditar que alinharia um carro nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano. Depois de substituir um ausente James Davison apenas para classificar o #19, o francês resolveu voar para a Inglaterra, onde disputaria outra prova. Mas uma ligação de última hora de Dale Coyne, avisando sobre um doente Carlos Huertas, fez o franco cancelar todo seu cronograma para disputar a 99ª edição da Indy 500 – com o #18
Os rumos que a vida de Tristan Vautier tomou ao longo deste mês de maio não poderiam ser previstos nem pelo maior conhecedor de automobilismo. Depois de ser deixado de lado pela Indy, o francês voltou a ter chances de fazer parte de uma das corridas mais famosas do mundo – mas não sem antes precisar lidar com uma série de imprevistos.
A saga de Vautier na Indy deste ano começa quando a Dale Coyne anuncia James Davison – que havia corrido pela KV no ano passado na Indy 500 – para o lugar de Francesco Dracone, candidato fortíssimo a ficar fora do grid da prova.
Mas havia um problema: Davison não poderia participar da classificação porque tinha uma prova de turismo no Canadá. Assim, a Coyne providenciou um piloto que fizesse o 'trabalho sujo': classificasse o carro e cedesse a Davison na corrida, com a ciência de que largaria na última posição.

Vautier é um caso à parte na Indy 500 (Foto: IndyCar)
Pois Vautier topou. O francês voou até o estado de Indiana e pôs, sem maiores complicações, o carro #19 na 21º colocação no grid original – que, evidentemente, seria trocada pela 33ª quando Davison retornasse.
No dia seguinte, Tristan acompanhou os treinos dos boxes e viu James Hinchcliffe espatifar o carro #5 da SPM no muro da curva 3 a mais de 360 km/h. Entre a sorte e o infortúnio, o braço da suspensão dianteira direita quebrou-se e entrou nas pernas do canadense, que perdeu muito sangue e até correu risco de morte.
determinarTipoPlayer(“15477106”, “2”, “0”);
Ali, Vautier até pode ter se animado — situação à parte — para ser chamado pela SPM, a equipe onde correu em 2013, para o lugar de James. Mas Sam Schmidt preferiu a comodidade de trazer Ryan Briscoe à tona novamente.
Vautier já não tinha mais o que fazer em Indianápolis, até porque tinha compromissos na Inglaterra, como uma corrida que disputaria na ilha bretã. Havia comprado as passagens e faria escala em Chicago até chegar em Londres.
Mas o telefone tocou.

Vautier é um caso à parte na Indy 500 (Foto: IndyCar)
Relacionadas
Era Dale Coyne, o chefe de equipe que havia convocado o francês para entrar no grid com o carro de Davison. "Volte, precisamos de você", deve ter dito. Sem entender, Vautier ouviu que Carlos Huertas, o colombiano do carro #18, havia sido vetado pelos médicos por um problema no ouvido que lhe vem causando dores de cabeça terríveis.
Daí em diante, tudo que Vautier poderia fazer na noite de quinta-feira era desligar e correr. "Eu fui direto na Alamo e aluguei um carro", contou. E do Chicago O'Hare, aeroporto da principal cidade de Illinois, Vautier partiu feliz rumo à Pólis de Indiana.
Nem mesmo a Indy tem certeza se já aconteceu na história um caso desses: um piloto classificar um carro e correr por outro. A edição 99 das 500 Milhas já tem muita historia — ainda que em sua maioria tenebrosa — para contar. Indianápolis se diz o maior espetáculo das corridas. O conto de Vautier faz jus.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Indy direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!