Os fãs da Nascar precisaram ser persistentes para acompanhar a Sprint Cup neste domingo (19), em Bristol. Depois de três bandeiras vermelhas por causa de chuva – totalizando cinco horas de paralisação –, Kenseth conseguiu passar pelas 500 voltas sem se envolver em acidentes. Em troca, ganhou a prova e se garantiu no Chase.
Atrás, dois pilotos que tiveram uma classificação ruim. Jimmie Johnson passou por vários incidentes na prova mas, na hora certa, surgiu no segundo lugar. Em terceiro, Jeff Gordon conseguiu seu primeiro bom resultado em 2015.
Kenseth sobreviveu à Bristol (Foto: AP)
A prova foi longa, mas acabou cedo para a Penske. A primeira das 11 bandeiras amarelas foi causada quando seus dois pilotos, Joey Logano e Brad Keselowski, se enroscaram e bateram com força. Com isso, ficaram muitas voltas atrás e não puderam brigar por resultados dignos.
Aliás, das onze bandeiras amarelas, algumas tiveram um tom de terror. Em uma delas, Jimmie Johnson rodou em frente às dezenas de carros que o seguiam em uma relargada – com sorte, nenhum grande acidente aconteceu. Em outra, Carl Edwards perdeu o controle do carro e, ficando mais lento, permitiu uma bela pancada de Kurt Busch. AJ Allmendinger, Kasey Kahne, Kevin Harvick… As vítimas ao longo da tumultuada prova foram várias.
A próxima etapa será em Richmond, no dia 25 de abril.
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Saiba como foi a etapa de Bristol da Sprint Cup
A etapa de Bristol começou com atraso de 1h30, por causa das forte chuvas que atingiram o Tennessee neste domingo (19). Apesar disso, a temperatura era parecida com o que havia sido visto nos outros dias – 20ºC. O céu, carregado, parecia ser uma ameaça permanente.
Após a largada, Matt Kenseth manteve a ponta, com Kevin Harvick e Brad Keselowski em terceiro. Joey Logano e Denny Hamlin fechavam o top-5.
A ponta de Kenseth foi efêmera, todavia. Na volta 6 Harvick tratou de despachar Matt e tomar a liderança. Kevin começou a abrir vantagem com certa facilidade.
Na volta 18, drama caseiro para a Penske. Keselowski tentou passar um retardatário e perdeu a traseira. Na sequência, rodou e acertou o companheiro Logano, que vinha atrás. A corrida dos dois parecia fortemente comprometida, se não acabada. Naturalmente, a bandeira amarela foi agitada.
A bandeira amarela logo foi substituída por uma vermelha: a chuva havia retornado com força à Bristol, depois de meras 22 voltas. Os ponteiros eram Harvick, Kenseth, Edwards, Kurt Busch e Hamlin.
Não parecia ser um dia muito promissor para a Nascar. Às 17h (horário de Brasília) a corrida não havia voltado. Pelo contrário: a chuva seguia caindo. A interrupção já durava 1h30. Só às 18h30 que o temporal deu um tempo, permitindo que a pista começasse a ser secada pelos jet-dryers.
Não foi o melhor dos dias para a Penske… (Foto: Reprodução/TV)
Depois de 4h de interrupção, era hora de voltar à ação. E com uma mudança: Denny Hamlin, com dores no pescoço, abriu mão da prova. Com o #11 vago, Erik Jones foi chamado para sentar no carro e terminar o trabalho – mas teria de largar no fim do grid.
Com tamanha duração, não chega a impressionar que a etapa de Bristol precisou de mudança de pilotos – virou endurance, quase.
Na relargada, Kurt Busch tomou a segunda posição, mas não pôde chegar a Harvick. Atrás, Kenseth, Edwards e Jamie McMurray.
Keselowski conseguiu voltar à pista, 8 voltas atrás do líder. Logano, todavia, ficou mais tempo na garagem tentando encontrar uma solução para seus danos.
Na volta 60 a bandeira amarela programada foi acionada. Depois dos pits, Kenseth havia voltado à frente, já que um pequeno toque com Jeff Gordon nos boxes jogou Harvick para terceiro. Entre eles, Busch. Mas o líder era Greg Biffle, seguido de Sam Hornish Jr., que não haviam parado.
Duas voltas depois da relargada, Busch tomou a ponta com Harvick atrás. Kenseth era o terceiro. Um pouco atrás, Gordon e Johnson seguiam se recuperando de uma classificação ruim para chegar à 11º e 14º, respectivamente.
Harvick passou por apuros na volta 104. Seu Chevrolet saiu de traseira e tocou de leve o muro. Enquanto isso, Kurt abria mais de 1s à frente.
20 voltas depois, Harvick colou em Busch. O #4 chegou a tomar a ponta, mas logo tomou o troco.
Alguns pilotos começaram a optar por pit-stops em bandeira verde. Foi o caso de Dale Earnhardt Jr. que, como consequência, foi vitimado pelo pouco tamanho da pista, ficando três voltas atrás do líder.
Na volta 165, Edwards tomou o terceiro lugar de Kenseth. Não muito depois, a amarela foi acionada por causa de um problema nas barreiras da pista. Começava outra rodada de pit-stops.
Depois, a ordem passou a ser Harvick, Edwards, Busch, Kenseth e McMurray. Johnson e Gordon, em recuperação, já eram sexto e sétimo.
Na relargada, a única mudança foi o salto de Johnson para o quarto lugar. Mas, não muito depois, Kenseth passou ambos Jimmie e Kurt. Edwards, a próxima vítima, também acabou sendo consumido por Matt.
Por volta do 240º giro, Kenseth começou a perder ritmo. Logo, Edwards e Busch o ultrapassaram. Johnson, o quinto, também se aproximava com perigo.
Na volta 260, mudança de liderança. Edwards conseguiu um breve momento sem retardatários para achar o espaço mínimo e passar Harvick. E foi na hora certa: poucas voltas depois uma garoa voltou a Brisol. Portanto, bandeira amarela. Todos foram aos boxes.
Na saída do pitlane, a ordem era Edwards, Harvick, Busch, Johnson e McMurray. Kenseth passou por dificuldades com o pneu traseiro-esquerdo e caiu para sétimo.
Como a chuva não parou, a bandeira vermelha voltou. Os carros voltaram aos boxes, sem previsão para recomeçar a prova. Para a sorte de todos, foi uma paralisação curta, de meros 15 minutos.
Na relargada, drama para todos os pilotos. Johnson e Busch se tocaram, com Kurt rodando em frente a todos os outros pilotos e embolando todo o grid. Com sorte, ninguém sofreu danos sérios. Apenas Jimmie e Danica Patrick precisaram fazer pits-stops. Bandeira amarela, claro.
As coisas poderia ter dado bem errado em Bristol (Foto: Nascar)
Quando a verde voltou, Kenseth passou Harvick para tomar o segundo posto.
Na volta 313, outra batida. Johnson bateu em Jeb Burton e os dois rodaram. Harvick, que vinha para dar uma volta na dupla, perdeu a traseira e bateu de lado no #26. David Ragan também encheu os carros estacionários. A corrida do quarteto ficou seriamente comprometida. A bandeira amarela foi acionada.
Ao largar, Edwards viu um carro diferente no retrovisor. Kasey Kahne saltou para segundo, com Kenseth, Stenhouse Jr. e Allgaier fechavam o top-5. Não houve muita ação antes de uma peça de carro na curva 1 trouxesse a bandeira amarela outra vez.
Nem todos pararam e, com isso, o top-5 ficou bagunçado. Kyle Larson virou o líder, enquanto McMurray era o primeiro dos que pararam, em sexto, por trocar apenas dois pneus. Edwards agora era o décimo.
Na relargada, a missão dos que tinham parado era ultrapassar os que fizeram o contrário, o mais rápido possível. Mas não foi tão simples. Depois de 10 voltas, o primeiro dos que haviam parado, Kenseth, era apenas quinto.
Depois, Landon Cassill, último colocado, perdeu o controle do carro ao tomar uma voltar de Kyle Larson. Depois de um leve toque, o #40 foi com muita força ao muro. Apesar disso, o piloto estava bem. A bandeira amarela, todavia, foi agitada.
De volta à bandeira verde, Kenseth fez uma bela largada e ficou em segundo, atrás apenas de Larson. Busch – recuperado da rodada – vinha em terceiro, com Newman e McMurray fechando o top-5.
Com 70 voltas para o fim, Larson e Kenseth davam o seu melhor para vencer e se garantir no Chase. Em meio a isso, Kyle soube lidar melhor com retardatários para abrir mais de 1s sobre Matt. O azar do #42 foi ter de fazer um pit stop em bandeira verde e cair para 18º.
O novo líder, Kenseth, agora tinha de segurar Kurt Busch, que vinha colado na traseira do #20. A resistência de Matt não durou muito: pouco depois o #14 aproveitou melhor o tráfego para tomar a ponta.
A diversão não iria parar aí: Gordon fazia uma bela recuperação e já era o terceiro, 2s atrás dos ponteiros. Mas, para pensar em vitória, se livrar de um incômodo Edwards, quarto, era essencial.
A confusão tinha dado uma pausa, mas voltou. McMurray, que estava em quinto, se enroscou com retardatários e bateu. Wise, Annett e Bowyer também fizeram parte da barbeiragem. Com a bandeira amarela, se esperava que muitos pilotos fossem aos boxes.
Mas não foi bem assim. Aliás, o líder Busch foi o único que o fez, caindo para sexto em uma estratégia bem controversa. Kenseth voltou à ponta com Edwards em segundo.
Uma volta de bandeira verde e outra de amarela. Isso porque Kahne e Allmendinger se acharam, bateram e foram ao muro, em incidente semelhante ao de Logano e Keselowski. O problema é que os carros ficaram no caminho dos demais, levando junto alguns retardatários.
Quando a largada foi autorizada, Kenseth, Edwards, Austin Dillon, Gordon e Busch formavam o top-5.
Na partida, Gordon foi para cima de Edwards, que não conseguiu segurar seu Ford e precisou frear. Busch não pôde fazer nada e encheu a traseira de Carl. Danos muito grandes para os dois, enquanto Jeff escapava ileso. O final seria em green-white-checkered, com mais 3 voltas somadas às 500 originais.
E, no meio disso, voltava a garoar. Bandeira vermelha, a terceira.
Na relargada, Kenseth viu pelos retrovisores Johnson tomar o segundo lugar. Mas parou por aí: não teve como tirar a vitória do #20. Atrás, Gordon, Stenhouse Jr. e Newman fecharam o top-5. Acabava aí uma longuíssima prova da Nascar.