Alonso evita problemas e sobe para décimo no Rali do Marrocos. Al-Attiyah lidera

Nasser Al-Attiyah pisou fundo e construiu uma vantagem sólida na liderança do Rali do Marrocos, válido pela Copa do Mundo de Cross-Country. Fernando Alonso, mais focado em sobreviver, subiu de 21º para décimo

O segundo dia do Rali do Marrocos, válido pela Copa do Mundo de Cross-Country, foi mais calmo para Fernando Alonso. Um dia após sofrer um furo de pneu e terminar em 21º, o espanhol encontrou tranquilidade no domingo (6) e subiu para décimo em etapa que consolidou Nasser Al-Attiyah como líder.
 
Al-Attiyah conseguiu não só a vitória, como também uma vantagem relativamente confortável na classificação geral. São 17 minutos de margem sobre o segundo colocado, Giniel de Villiers. O sul-africano puxa um grupo separado por pequena diferença de tempo: Stéphane Peterhansel e Bernhard Ten Brinke aparecem menos de dez minutos atrás. Carlos Sainz é o quinto, mas já com atraso de 30 minutos.
 
O quinto lugar de Sainz, apesar de manter viva a esperança de um resultado melhor, vem com um gosto um tanto amargo. O espanhol chegou a estar próximo de cortar diferença em relação a Al-Attiyah, sonhando diretamente com a liderança na etapa. Entretanto, a combinação de um furo de pneu com um erro de navegação resultou em um contratempo dos grandes.
Fernando Alonso dá sequência à adaptação ao rali(Foto: Reprodução/Twitter)

Para Alonso, a ordem era evitar problemas. Isso trouxe um salto para o top-10, mas já muito distante da briga pelas primeiras posições – Al-Attiyah, por exemplo, tem vantagem de 1h16min.

 
A competição no Marrocos segue por mais dois dias. A etapa inclusive é a última da temporada da Copa do Mundo de Cross-Country.
 
Para Alonso, entretanto, trata-se apenas da segunda aparição em uma disputa de rali. A primeira terminou com um dia de aprendizado dos mais duros, com uma capotagem na África do Sul.

Dificuldades também para os brasileiros

Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, brasileiros que competem no Mundial, sentiram em primeira pessoa o aperto que é a disputa marroquina. Seguir no caminho certo, sem se perder, tornou-se um desafio dos grandes para o navegador Gugelmin.
 
“É um alívio terminar, conseguir chegar ao fim ilesos, em um dia de rali como o de hoje” comentou Gugelmin. “A navegação foi extremamente difícil. Nós, como vários outros, chegamos a sair momentaneamente do trajeto, mas percebemos e conseguimos recuperar um pouco. Considerando tudo o que aconteceu, acho que foi um bom dia. No começo o trajeto era mais rápido, mas logo chegamos nas dunas. Depois andamos bastante no que pareciam leitos secos de rio – mas você não tem como saber – e também passamos por topos de montanhas. Até quem está acostumado com o Mundial se surpreendeu”, seguiu
 
“Eu já fiz ralis difíceis, mas a especial de hoje… bom, de pedra a gente nem fala mais, por que aqui no Marrocos a quantidade é enorme”, apontou Varela. “Tinha momentos em que o Gustavo me mandava ir para alguns lugares que eu dizia ‘meu Deus…’ Mas no fim aquele era mesmo o percurso certo. Difícil, mas conseguimos dar uma recuperada e estamos dentro de nosso objetivo para o Marrocos, que é chegar ao título mundial”, completou Varela.
 

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