Rali

Brabec vê história de 2018 se repetir, sofre com quebra de motor e abandona Dakar quando era líder

A Honda perdeu a grande chance, mais uma vez, de encerrar a dinastia da KTM na disputa do Rali Dakar nas motos. Ricky Brabec, que ocupava a liderança geral após sete etapas, sofreu com a quebra do motor no início da oitava especial, entre San Juan de Marcona e Pisco. Assim, a luta pelo título segue imprevisível

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
O azar persegue Ricky Brabec e a Honda, que vão ficar mais um ano na fila e sem vencer o Rali Dakar. O norte-americano, que ocupava a liderança geral da disputa das motos na edição 2019, sofreu com a quebra do motor com apenas 56 km da oitava e antepenúltima especial nesta terça-feira (15), entre San Juan de Marcona e Pisco, no Peru. Assim como aconteceu no ano passado, quando teve o motor quebrado na décima etapa, Brabec vê a história se repetir e tem adiada por mais um ano a chance de levar a Honda à vitória no maior rali do mundo.
 
A última vitória da Honda no Dakar aconteceu no distante ano de 1989, quando o francês Gille Lalay triunfou guiando um modelo NXR800V no percurso entre Paris, Túnis e Dakar, capital do Senegal. Desde então, Cagiva, Yamaha e BMW venceram a prova antes do início da dinastia da KTM, em 2001, com Fabrizio Meoni. Já são 17 títulos seguidos da marca austríaca.
Ricky Brabec abandonou o Dakar após ver o motor da sua Honda quebrar nesta terça-feira (Foto: Honda)
Nesta edição, disputada inteiramente em solo peruano, a Honda perdeu duas grandes chances de vencer o Dakar. Primeiro, com Joan Barreda, que era o líder no geral depois de duas etapas e abandonou a prova. E com o próprio Brabec, que assumiu a dianteira no quarto dia de prova, foi superado pelo chileno Pablo Quintanilla, da Yamaha, na sexta etapa, e voltou à dianteira do Dakar na última segunda-feira, depois que completou a especial em laço em San Juan de Marcona em terceiro lugar.
 
Até o fim da sexta etapa, cinco pilotos estavam separados por menos de dez minutos na classificação geral da prova. Brabec era o ponteiro, com 7min47s de frente para o francês Adrien Van Beveren, da Yamaha. O piloto caminhava para quebrar o jejum de títulos da Yamaha no Dakar — a marca não vence desde 1998, quando triunfou com Stéphane Peterhansel —, mas sofreu um acidente na décima etapa, quando era o líder.
 
Toby Price, australiano da KTM e campeão do Dakar em 2016, ocupava a terceira colocação da classificação geral até a última segunda-feira, com 8min28s de atraso para Brabec, seguido por Sam Sunderland, também da KTM, vencedor da sétima etapa, enquanto Pablo Quintanilla caiu de primeiro para quinto depois de uma jornada difícil em San Juan de Marcona.
 
Na oitava etapa, quando o Dakar retorna a Pisco, Price passou no waypoint 1 em primeiro. Van Beveren passou em quinto, com 2min04s de atraso para o australiano da KTM que, momentaneamente, ocupa a liderança geral provisória na disputa das motos.