Rali

Com Alonso em 26º, De Villiers vence Rali do Marrocos. Peterhansel é campeão mundial

Giniel de Villiers manteve a vitória do Rali do Marrocos, ao passo que Stéphane Peterhansel terminou em quarto e ficou com o título mundial de rali cross-country junto da navegadora experiente Andrea Peterhansel - os dois são casados. Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin ficaram com o título mundial na classe T3

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
O Rali do Marrocos, etapa derradeira do Campeonato Mundial de Rali Cross-Country, terminou nesta quarta-feira (9), na cidade de Fez, e teve a vitória de Giniel de Villiers entre os carros. O piloto sul-africano, que conta com Alex Haro como navegador, completou a disputa em 17h48min44s a bordo de um Toyota Hilux.
 
Um trio com carros MINI veio na sequência. Carlos Sainz concluiu em 18h06min26s, 41 minutos mais cedo que Jakub Przygoński. 
 
O quarto lugar ficou com o Mr. Dakar Stéphane Peterhansel. O francês conta com a esposa, Andrea Peterhansel, como navegadora. Com os pontos do quarto lugar, apesar do acidente em que se envolveram na terça-feira, confirmaram o título mundial de Rali Cross-Country e alcançaram uma marca: é a primeira vez que um casal casado vence o Mundial em parceria. É importante lembrar que Andrea tem longa carreira nos ralis, não é uma iniciante.
 
"É nosso primeiro ano juntos e com muito sucesso. Podemos melhorar, mas foi legal demais fazer isso juntos. Ontem era possível ganhar o rali e o Mundial, algo que não deu, no fim das contas, cometemos um erro grande demais. Faltava um Mundial para mim, nunca estive focado nele, mas tivemos essa oportunidade com a X-Raid, a Mini, de fazer três corridas. Termos feito isso juntos foi bom. A primeira grande emoção foi quando ganhamos o Desafio do Deserto de Abu Dhabi, creio que foi a primeira rodada do Mundial, e agora ganhamos o campeonato. Grande emoção e baita memória", disse Stéphane.
Stéphane e Andrea Peterhansel (Foto: Divulgação/FIA)
"Sinto-me bem, foi uma gangorra", seguiu Andrea. "Fomos de heróis a vilões e de vilões a heróis, incrível. É diferente quando fazemos isso com nosso parceiro, é diferente e as emoções nos deixam muito felizes", completou. 
 
E Fernando Alonso? Após um começo de semana complicado, o bicampeão mundial de F1 terminou na 26ª colocação ao lado de Marc Coma, o experiente piloto, como navegador.
 
"Claro que tivemos problemas todos os dias, mas estamos aprendendo com eles. Mesmo assim, gostei muito, hoje o lugar era muito bonito, foi legal guiar. Tivemos dificuldades e perdemos tempo, mas mesmo assim eu me sinto satisfeito com a posição, o tempo final. Terminar o Rali é mais difícil que parece, e conseguimos logo de cara. Estou feliz por isso, mas temos muito a aprender, do meu lado, para o futuro", comentou.
O veículo de Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin (Foto: Divulgação/Mundo Press)
Título mundial da dupla brasileira
 
Entre os UTVs, na classe T3, a dupla formada pelo piloto Reinaldo Varela e o navegador Gustavo Gugelmin ficou com a segunda colocação do Rali do Marrocos e, desta forma, confirmaram a conquista do título mundial. Na realidade, o rendimento foi tão sólido que garantiu aos dois o terceiro lugar geral do Mundial, entre os carros, superando vários de categorias superior. Apenas Peterhansel e Nasser Al-Attiyah ficaram à frente. No Marrocos, terminaram no sétimo lugar geral.
 
"A missão foi cumprida, somos os campeões da categoria T3 e ainda compusemos o Top 3 dos carros no Mundial. A temporada foi muito difícil, ainda mais aqui no Marrocos, que é um rali que atrai competidores de todo o mundo por ser preparatório para o Rali Dakar. A cada dia, tivemos um desafio maior. A quinta e última etapa foi duríssima, com muitas pedras", destacou Varela, que já conta com outros dois títulos mundiais, mas na classe T2. 
 
"A navegação foi muito exigida em todas as etapas. O entrosamento foi importante na nossa dupla, em algumas ocasiões eu ajudei o Gugelmin a navegar e ele me ajudou a pilotar, tamanha a sintonia. O Can-Am Maverick X3 é outro ponto muito importante, pois é um equipamento robusto e compacto, o que nos tranquiliza muito para buscar o melhor em cada prova", finalizou. 
 
Já na classe T2, o título ficou Mohammed Al-Meer, apesar da vitória no rali marroquino ter caído na mão de Tomasz Baranowski.