Volkswagen revela surpresa com protesto da rival Citroën após vitória de Latvala no Rali da Acrópole

Citroën acusou Volkswagen de irregularidade por ter usado feito troca de bateria por uma suplementar no período noturno, no Parque Fechado no fim de semana do Rali da Grécia e pediu desclassificação de Jari-Matti Latvala, Sébastien Ogier e Andreas Mikkelsen. FIA absolveu equipe alemã

Depois de muitos anos de domínio da Citroën, a Volkswagen, logo em seu primeiro ano como equipe oficial do WRC, aproveitou a retirada de Sébastien Loeb para ocupar a vaga da escuderia francesa como suprema no Mundial de Rali. Vencedora de quatro das seis etapas da temporada, a equipe de Wolfsburgo conquistou, no último fim de semana, o tradicional e difícil Rali da Acrópole, na Grécia, com Jari-Matti Latvala. Mas um protesto vindo exatamente da rival Citroën quase colocou o êxito da Volkswagen a perder.

No fim da noite de domingo (2), a Citroën apresentou junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) um protesto formal contra um procedimento da Volkswagen, que realizou troca de bateria por uma suplementar em cada um dos três Polo R WRC, de Latvala, Séabstien Ogier e Andreas Mikkelsen, durante o período noturno, no Parque Fechado. As baterias consideradas ‘titulares’ eram recolocadas nos bólidos na manhã seguinte, antes de um novo dia de prova. O protesto, entretanto, foi rejeitado pela FIA.
Citroën apresentou protesto contra Volkswagen na Grécia, mas não obteve êxito (Foto: Volkswagen Motorsport/Facebook)

A Volkswagen revelou estar surpresa com o protesto da Citroën e se defendeu, dizendo que esse é um procedimento comum no Mundial de Rali “durante muitos anos”. Nas primeiras horas da segunda-feira, a montadora alemã veio a público para confirmar que o protesto da Citroën foi rejeitado pela FIA “devido a um erro na forma em que este foi apresentado”, disse em comunicado.

“Estes protestos também tinham erros em seu conteúdo, mas foram aceitos pelos comissários desportivos”, afirmou o comunicado emitido pela Volkswagen. Tanto a Citroën quanto a equipe alemã foram convocados a prestar esclarecimentos junto ao chefe dos comissários esportivos, Robert Reid, navegador campeão mundial.

Depois de uma consulta, os comissários entenderam que o procedimento era legal e já vinha sendo realizado pela Volkswagen desde 2012, quando a equipe fez uso do Skoda Fabia 1600 para ambientar Ogier e Mikkelsen à equipe. Assim, a FIA não levou o protesto adiante por falta de fundamento.

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