Diretor exalta sequência invicta da KTM no Dakar e dá receita: moto de alto nível, fácil e confiável, e bons pilotos

Diretor da divisão de esportes a motor da KTM, Pit Beirer deu a receita para a sequência de 15 triunfos consecutivos da marca austríaca no Rali Dakar: uma moto de alto nível, fácil e confiável, e um bom time de pilotos

 

A KTM chega para a edição 2017 do Rali Dakar ainda imbatível. Com o triunfo de Toby Price em 2016, a marca austríaca alcançou sua 15ª vitória consecutiva na maior e mais dura prova off-road do planeta e segue de olho em mais.

 
Para o desafio de 2017, que começa nesta segunda-feira (2) em Assunção, no Paraguai, a fábrica laranja vem com um time quase inalterado em relação ao ano passado. Price, Matthias Walkner e Laia Sanz seguem na equipe, com Sam Sunderland reassumindo seu lugar após perder a prova do ano passado por conta de uma lesão. Antoine Meo, por sua vez, teve de ser substituído por Ivan Ramírez, já que vai passar por uma cirurgia para corrigir um dano sofrido ao longo da temporada. Pouco antes da largada, no entanto, o mexicano teve de abdicar de sua estreia na prova já que teve sua preparação prejudicada por problemas de saúde.
Pit Beirer destacou a força do conjunto da KTM no Dakar (Foto: KTM)

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Com uma equipe de pilotos renomados, a KTM chega ao Dakar de novo com o rótulo de favorita e confiante de que a 450 Rally Replica dará conta dos desafios propostos pela ASO, a promotora da prova.
 
Falando com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, Pit Beirer, diretor da divisão de esporte a motor da KTM, exaltou a sequência invicta da marca fundada em 1934, em Mattighofen, no Dakar e deu a receita do sucesso do time.
 
“Nós acreditamos que, com certeza, a moto tem de ser de alto nível, mas também fácil de pilotar e manter e, mais importante, confiável”, disse Beirer. “Além disso, você precisa de um time de pilotos capaz de navegar essa moto pelas dificuldades de um ano de rali e, no fim, de duas semanas no Dakar”, seguiu. 
 
“Mas, no fim, talvez seja o time operando bem junto, além da experiência que coletamos ao longo das últimas duas décadas com 15 vitórias seguidas que conte”, ponderou.
 
Na edição deste ano, a novidade no percurso é a introdução do Paraguai, que chega para se juntar à Argentina e Bolívia. Entretanto, a visita ao quinto país a receber a prova no continente sul-americano — 29º em toda história — será breve, já que apenas Assunção receberá os competidores antes da entrada em território boliviano, que receberá o rali para sua mais longa estadia.
 
“Estamos felizes por podermos visitar um novo país nesta edição do Rali Dakar, mas com só a largada no Paraguai, as expectativas não são assim tão altas”, comentou Beirer. “Um ponto chave serão mais uma vez as altas altitudes da Bolívia, especialmente para os pilotos e as motos, mas também para toda a equipe”, indicou.
 
Questionado pelo GP sobre quais países gostaria de ver na rota do Dakar no futuro, Pit, que é ex-piloto de motocross, foi claro: “Com certeza, Brasil, Chile outra vez e Colômbia seria bom ter no futuro também”.
 
“No momento, nós acreditamos que o Dakar encontrou um novo lar na América do Sul e não pretendemos voltar para a África”, concluiu.
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