FIA e Dakar condenam racismo e sexismo de Loprais e Pokora contra irmãs Koloc

Os pilotos Ales Loprais e Petr Pokora foram flagrados em vídeo se referindo às irmãs Aliyyah e Yasmeen Koloc em um contexto sexual antes do início da sexta especial do Rali Dakar

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a promotora ASO condenaram o comportamento racista e sexista de Ales Loprais e Petr Pokora contra as irmãs Aliyyah e Yasmeen Koloc às vésperas da sexta etapa do Rali Dakar.

Os pilotos tchecos foram flagrados em vídeo fazendo comentários ofensivos em relação às filhas do também piloto Martin Koloc.

Aliyyah e Yasmeen Koloc querem disputar o Dakar em 2023 (Foto: Reprodução)

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“Estou ficando ‘duro’ pela terceira vez. Olha, a preta de Roudnice está indo para a direita”, disse Loprais. “Bem … Essa não é má, é aceitável. A outra não”, respondeu Pokora.

Em uma nota conjunta, FIA e ASO condenaram o comportamento dos pilotos e disseram trabalhar por um ambiente mais inclusivo.

“A FIA, junto com a ASO e a FIA ETCR, condena energicamente os comentários desagradáveis e degradantes dirigidos às pilotos de corrida de caminhão FIA ETRC Aliyyah Koloc e sua irmã Yasmeen por dois competidores no Dakar. E continuará investindo importantes recursos e experiência no desenvolvimento de iniciativas para inspirar e fomentar a participação de meninas e mulheres jovens no esporte a motor”, diz a nota. “A aderência aos princípios éticos e a promoção de uma cultura diversa e inclusiva no nosso esporte são de suma importância para a FIA e a Comissão de Mulheres no Esporte a Motor da FIA”, completou.

O Automóvel Clube da Tchéquia também reprovou o comportamento de Loprais e Pokora.

“O Clube condena tal comportamento. Qualquer alusão sexista ou racista é completamente inadmissível e isso também se aplica a um esportista profissional. Nos recusamos a tolerar retórica similar”, disse Bohumil Pácl, responsável por comunicação e marketing no Clube.

Nascidas em Dubai, as gêmeas têm só 16 anos e fazem parte de um projeto chamado ‘Dakar Sistaz’, com a missão de disputar o Dakar em 2023, quando terão os 18 anos exigidos pelo regulamento.

“O Dakar, o lugar em que menos queríamos que isso acontecesse, nos recordou o fato de que ainda vivemos em um mundo em que mulheres jovens são vistas apenas como objetos sexuais e não como seres humanos”, disseram as irmãs. “Viemos ao Rali Dakar para ver o que nos espera. Queremos correr, queremos competir de forma justa e queremos melhorar e aprender. Além da experiência, também temos a sensação de que alguns competidores podem nos ver como meros pedaços de carne. O fato de sermos menores não nos salvou do comentário de Loprais”, seguiram.

“Tal comportamento não só não tem lugar em eventos promocionais como o Rali Dakar, mas em qualquer parte da sociedade. É patético, baixo e humilhante”, completaram.

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